quinta-feira, 21 de junho de 2018

ADRIANA MACIEL, apresenta exposição em São Paulo após 10 anos


O Ministério da Cultura e Funarte apresentam:
LOCUS - pinturas de Adriana Maciel

Abertura: 11 de agosto, sábado, às 15h, com visita guiada
Visitação: de 12 de agosto a 24 de setembro de 2018

INSTALAÇÃO | OFICINAS GRATUITAS | PROGRAMA EDUCATIVO

Adriana Maciel, contemplada pelo Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais - Galerias Funarte de Artes Visuais São Paulo / Ceará - Museu da Cultura Cearense, Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, apresenta, a partir de 11 agosto para o público paulistano, a exposição Locus que é uma síntese da sua produção artística dos últimos 10 anos. Foram selecionadas 25 obras desenvolvidas ao longo desse tempo.  Compõem a mostra: 13 telas da série Com-partimentos, 10 objetos pictóricos das séries Núcleos e ROTOR, e mais duas instalações: Trajetória e Órbitas. Locus permanece até 24 de setembro em São Paulo e depois segue para Fortaleza.

Com tantas vertentes, a montagem da exposição poderia ser interpretada como uma única instalação, pois há uma unidade entre as obras. Conduz a um labirinto, construído por imagens que fluem pelo pensamento e sensações individuais, em busca do lugar desejado, ou em fuga do lugar que ameaça.
A exposição propõe um jogo lúdico com a nossa percepção, estabelecendo alguns conceitos: ausência e presença, esgarçamento e permanência, dentro e fora, realidade e ficção, excesso e nada, superfície e profundidade, coesão e desdobramento. Ao fragmentar as obras em módulos, cria-se uma estratégia operacional na construção dos espaços pictóricos, adequando-os ao local. Há um movimento de compressão e dilatação implícito. Uma mesma obra pode se apresentar condensada ou ampliada, e às vezes ocupando de forma particular os cantos, chão, teto, alterando a noção do traalho.
Nas telas, a artista vai “esculpindo” a superfície como se estivesse cortando a parede. Já nos volumes sólidos é como se estivesse anulando a matéria.
Quem for visitar a exposição irá percorrer este circuito divididos da seguinte forma: em Com-partimentos, as telas, em sua maioria polípticos, modulam o espaço expositivo, ocupando de forma estratégica as particularidades de cada local.
Na série Núcleos, temos pequenos objetos de madeira, cuja representação pictórica simula buracos ou reentrâncias em suas superfícies.
ROTOR é uma obra composta por 15 objetos redondos de madeira, motorizados, onde os movimentos circulares potencializam a volumetria virtual das representações. As imagens sugerem variações de cavidades, ora côncavas e ora convexas. Alguns objetos sugerem formas orgânicas diversas, como se tivessem vida latente e buscassem a saída de suas cápsulas. Outras peças se assemelham a olhos, estabelecendo um jogo de ver e ser visto.
Em Trajetória temos 70 obras seriadas sobre um tablado de 7 metros. Em cada peça se encontra representado, no centro, um núcleo vazio, um buraco ilusório. Ao seriá-las uniformemente visualizamos uma passagem. O espectador, ao caminhar ao longo da instalação, amplia ainda mais essa percepção, como se as peças fossem interligadas por um tubo virtual.
Órbitas apresentamos uma instalação de 10 peças, seriadas sobre um tablado de 3 metros. Cada peça, redonda, gira sobre seu eixo. A figuração de uma esfera vermelha é potencializada pelo movimento, que ganha autonomia, acentuando sua volumetria. Cada esfera tem sua própria órbita, mas também participa do movimento ao seu redor. A rotação do conjunto cria uma organização desorganizada.
O conjunto das obras traz uma leitura poética de representações de lugares e pequenas construções, como: vãos, frestas, aberturas que dialogam com o espaço expositivo, numa abordagem entre a realidade e a imaginação.  As obras lidam com a fronteira da percepção, entre o imaginário e o real. São imagens que transmitem a solitude e a ausência, e sugerem uma atmosfera psíquica. São Locus invisíveis, construídos para o vazio e o silêncio, para serem ressignificados.  Cenas resgatadas de uma memória esgarçada compõem fragmentos de espaços plausíveis, mas inexistentes. Há uma percepção ambígua e ambivalente sobre o que é para ser visto ou o que importa ser visto. Como se fosse possível materializar onde começa o inconsciente e onde termina a vivência real. Não se trata de representar o mundo onírico, mas de vivenciar a possibilidade desse encontro. É isso que o visitante irá ver aqui.
Link do vídeo Locus-pinturas de Adriana Maciel: https://youtu.be/OyMnFjL7QL4

SERVIÇO:
LOCUS, exposição individual de Adriana Maciel
Galeria Flávio de Carvalho- Funarte SP
Abertura com visita guiada 11 de agosto às 15h
Visitação: De 12 agosto a 24 setembro de 2018
Lançamento do catálogo c/ presença da artista- dia 22 de setembro das 15h às 16h
Oficina de pintura dia 21 das 14h às 18h, dia 22 das 16h às 19h, dia 23 das 15h às 19h
Agendamento educativo: visitas mediadas e oficina com agendamento prévio gratuito
Contato: Joseph Motta (11) 9 9722.5592 | (11) 9 6522.1773, e-mail:  exposicaolocus@gmail.com
Horário de funcionamento da Funarte: aberto das segundas às sextas, das 10h às 18h, e aos sábados e domingos, das 15h às 21h. Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos- São Paulo. Informações:(11) 3662-5177 | funartesp@gmail.com.
Entrada franca.

 Assessoria de Imprensa: Solange Viana
Tel. 11 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br  |


ADRIANA MACIEL
Nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais, formou-se em pintura (1990) e licenciatura (1992) na Universidade Federal de Minas Gerais. No Rio de Janeiro, onde vive e trabalha, concluiu o curso Aprofundamento em Artes Visuais da Escola de Artes Visuais Parque Lage em 1995. Sua produção artística inclui pintura, desenho, fotografia e vídeo.

Entre as exposições individuais, destacam-se aquelas realizadas no Centro Cultural Cemig, Belo Horizonte, em 1996; no Paço Imperial, Rio de Janeiro, em 1997; na Funarte, Rio de Janeiro, em 1998, 2008 e 2018; no Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro, em 2004; e no Palácio das Artes, Belo Horizonte, em 2015.

Participou de diversos Salões de Arte, entre os quais a Bienal de Santos, o Salão de Arte de Belo Horizonte, o Salão Paulista de Arte Contemporânea, o Salão de Arte de Ribeirão Preto, o Salão Nacional Vítor Meireles de Santa de Catarina e o Salão de Arte Pará, em Belém do Pará, bem como das seguintes exposições coletivas: Projeto Abra Coca-Cola, Centro Cultural Vergueiro, São Paulo, em 1998; Rumos Visuais – Itaú Cultural, São Paulo, em 1999–2000; Caixa Cultural Rio de Janeiro, em 2001; Arquivo Geral, Centro Cultural Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, em 2006; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 2008; e Galeria do Mosteiro de Alcobaça, no ano comemorativo do Brasil em Portugal. Ao longo de sua carreira, foi indicada para a bolsa CIFO – Cisneros Fontanals Art Foundation, Miami, em 2007, e agraciada com estes prêmios: Projeto Macunaíma, Funarte, Rio de Janeiro, em 1998; Prêmio Projéteis Funarte de Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, em 2008; Prêmio Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais, em 2010 e 2013; Edital de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado Ocupação do Palácio das Artes, Belo Horizonte, em 2015; e Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais, em 2016.

sexta-feira, 9 de março de 2018

quarta-feira, 7 de março de 2018

Próxima exposição: 5 anos de Carbono


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Carbono completa 5 anos e realiza exposição comemorativa
Abraham Palatnik faz edição especial para mostra
Abertura: 26 de março, segunda, das 19h às 22h
Visitação: de 27 de março a 19 de maio de 2018

Com um conceito único de múltiplos no Brasil, a Carbono Galeria completa 5 anos de intenso trabalho. Com mais de 200 edições exclusivas, com artistas consagrados nacionais e internacionais, abre mostra com uma retrospectiva desse período com 40 obras do seu acervo. Na ocasião será lançada uma edição especial de Abraham Palatnik, realizada com exclusividade para a galeria. A abertura acontece no próximo dia 26 de março e permanece até 19 de maio.

A edição especial para celebrar os cinco anos da galeria assinada pelo Palatnik coincide com o aniversário de 90 anos do artista. Pioneiro na arte cinética no Brasil, Abraham já participou de oito edições da Bienal de SP e da 32ª Bienal de Veneza. O trabalho inédito para Carbono terá uma tiragem de 25 e apresenta um relevo em vacuum forming e pintura.

Comandada com garra e comprometimento por Ana Serra e Renata Castro e Silva, a
Carbono trabalha com a colaboração de artistas consolidados, importantes galerias e curadores experientes, apresenta edições exclusivas com a finalidade maior de expandir o mercado, criando mais oportunidades para novos colecionadores e difundindo o pensamento do artista.

Para a curadora Ligia Canongia, “Desde o início, ficaram claros os padrões profissionais e a seriedade da galeria, a ponto de se poder mesmo dizer que ela, praticamente, já nasceu madura. E aqui não se trata de precocidade, mas, sim, de respeito e compromisso permanente com os processos, veículos e conceitos contemporâneos” conta em texto de apresentação.    

Além do acervo exclusivo, a Carbono também trabalha em parceria com alguns dos melhores editores internacionais. A cada curadoria, novas edições são incorporadas à coleção, sempre com o rígido controle e certificação de autenticidade. As edições, ou seja, obras de arte que são reproduzidas em série limitada (em sua grande maioria), abrange diversas categorias, como esculturas, objetos, livros de artistas, gravuras, fotografias, vídeos e até instalações.

Um livro comemorativo aos 5 anos também será lançado durante o período expositivo, com textos de importantes curadores, galeristas, críticos de arte entre outros.


Artistas participantes: 

Abraham Palatnik | Adriana Varejão | Alfredo Jaar | Almandrade | Ana Holck | Ana Mazzei | Ana Prata | Angelo Venosa | Arnaldo Antunes | Artur Lescher | Brígida Baltar | Bruno Dunley | Caio Reisewitz | Carlito Carvalhosa | Carlos Bevilacqua | Carlos Fajardo | Carlos Motta | Dalton Paula | Daniel Senise | David Batchelor | Edgard de Souza | Elizabeth Jobim | Emmanuel Nassar | Enrique Ramirez | Ernesto Neto | Fabio Miguez | Felipe Cohen | Gustavo Speridião | Iole de Freitas | Ivan Grilo | Jac Leirner | Jarbas Lopes | Jorge Mayet | José Bechara | José Rufino | Juan Fontanive | Laura Lima | Laura Vinci | Leda Catunda | Lenora de Barros| Lotty Rosenfeld | Marcelo Solá | Marcius Galan | Marcos Chaves | Maria-Carmen Perlingeiro | Marina Saleme | Nazareth Pacheco | Otavio Schipper | Paulo Bruscky | Paulo Monteiro | Paulo Pasta | Raul Mourão | Regina Silveira | Rodrigo Andrade | Romain Dumesnil | Sérgio Sister | Sérvulo Esmeraldo | Shirley Paes Leme | Tatiana Blass | Tomie Ohtake | Tulio Pinto | Vik Muniz | Waltercio Caldas.

*Fotos ilustração release: Abraham Palatnik, Waltercio Caldas e Adriana Varejão.
** Abaixo texto completo da curadora Ligia Canongia

SERVIÇO:
5 ANOS DE CARBONO
Abertura: 26 de março, segunda, das 19h às 22h
Visitação: 27 de março, terça-feira a 19 de maio, sábado
Carbono Galeria
Rua Joaquim Antunes, 59 | Jd Paulistano | SP
Horários: segunda à sexta, das 10h às 19h
Sábado, das 11h às 15h
Informações: (11) 4564 8400 | (11) 4564 8300 |  info@carbonogaleria.com.br |

Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com | @solangeviana



 “Carbono Galeria: Maturidade aos 5 anos”.
                                                                                                                                           
               Ligia Canongia

A fotografia revolucionou o mundo da arte, criou um novo paradigma para o conceito de imagem e implicou, definitivamente, a imbricação da arte com a tecnologia. Mais ainda, engendrou, de forma complexa e problemática, a relação entre arte e indústria, e entre arte e mercadoria.

A questão da obra múltipla, ampliada com a invenção da foto e do cinema, nos primórdios do século XIX, tornou-se um fenômeno moderno e contemporâneo de larga escala, incitando proposições teóricas mundo afora e ao longo do tempo. A mais influente delas, escrita pelo pensador alemão Walter Benjamin, em 1936, e tida como a primeira teoria materialista da arte1, tinha como eixo a perda da “aura” da obra de arte única, a partir do advento das técnicas mecânicas reprodutíveis. Seus estudos avançaram a questão da massificação da imagem, sua banalização nas sociedades e, a reboque, a perda de seu aspecto ritualístico e seu fetiche. Por outro lado, anunciava um novo espírito, associado ao funcionalismo, sinalizando a potência libertadora da máquina sobre a arte, em relação aos elos que ainda a ligavam ao Belo tradicional e à estética contemplativa. A ideia de que a arte poderia estar inserida no cotidiano da vida dos homens, com apoio da indústria e em conluio direto com o desenvolvimento tecnológico superava, em termos históricos, o problema de uma passível perda da identidade dos objetos e de sua fruição aurática. Benjamin acreditava que a reprodutibilidade da imagem, através dos processos mecânicos, acabaria por multiplicar e difundir o trabalho de arte a ponto de sua consagração, vinculada ao mito do original, ser irrecuperavelmente afetada.

O ápice dessa questão surgiria, porém, trinta anos depois do ensaio benjaminiano, com a Pop Art, que explorou ao extremo o caráter da repetição serial, reduzindo o objeto de arte a uma forma estandardizada. A Pop colou a produção artística à ideologia da reprodução, fazendo com que a arte sucumbisse à determinação da mercadoria. Não sem motivos, críticos como Giulio Carlo Argan consideraram o movimento norte-americano como o ponto terminal do ciclo histórico da arte. Paradoxalmente, porém, e apesar de sua aparente imparcialidade, a Pop criticava o destino patético dos indivíduos regidos pela máquina e pelas sociedades de massa, apontando para a neutralização do sujeito contemporâneo. Roland Barthes diz, inclusive, que os artistas pop realizavam, por baixo dos panos, uma crítica oblíqua ao consumo massivo, á alienação da coisa anônima e aos estereótipos. Para ele, a neutralidade pop traía um significado mais profundo, além de sua inocente superfície e, assim, salvaguardava a metáfora, raiz de toda poesia. E não se pode esquecer que Duchamp, pioneiramente, já antevira a preponderância das imposições mercadológicas, provocando a burguesia e as massas com o estatuto do readymade, um objeto ambíguo por excelência, por aderir e ironizar, ao mesmo tempo, o poder da máquina e a vulgarização dos objetos na modernidade.

Fato é que, passados os estudos de Benjamin, as provocações de Marcel Duchamp e o distanciamento da Pop, decorreram-se oito décadas de debate constante sobre a identidade, a persistência e o valor da obra múltipla, sem que, em momento algum, o original tivesse perdido a eficácia de sua aura. Ao invés, e muito possivelmente, foram os múltiplos que adquiriram uma discreta evidência aurática, contrariando as expectativas do filósofo alemão, e sustentando um discurso denso e autônomo. Mais do que um processo de dessacralização da arte e um abalo na autoridade do “original”, a grande questão do múltiplo continua sendo de caráter político, ao tentar alargar a circulação do objeto artístico, ampliar sua penetração no tecido público, e acionar o processo irreversível de democratização da arte.
Joseph Beuys, artista cuja importância na contemporaneidade é indiscutível, foi um grande fomentador da produção de múltiplos, tendo realizado, ele mesmo, dezenas deles. Nada mais pertinente para quem acreditava que a função da arte era “esculpir” a sociedade. Um ser político por natureza, poética e literalmente, Beuys disse:

“Interesso-me pela distribuição de veículos físicos sob a forma de edições, porque tenho interesse na disseminação das ideias” 2.

O múltiplo, portanto, não elimina a experiência espiritual da obra única, mas não possui substrato poético menor do que o dito “original”, e ainda guarda a prerrogativa de dar acesso aos trabalhos artísticos a um leque maior de camadas sociais.

Nos últimos cinco anos, a Galeria Carbono, com o empenho e o entusiasmo de Ana Serra e Renata Castro e Silva, sedimentou-se na cidade de São Paulo como um empreendimento devotado a edições, defendendo a obra múltipla como uma prática independente, regida por suas próprias especificidades e livre do servilismo ao gosto dominante e ao mercado. Atuando para dar ao múltiplo a dignidade e o valor merecidos, e já legitimados historicamente, a galeria se impôs pela seriedade no lidar com as linguagens contemporâneas, pelo tratamento dado aos artistas e aos curadores e, sobretudo, pela forma como respeita e contribui para a “disseminação das ideias”. A Carbono tem a consciência de que a obra de arte múltipla é tema explorado na iconografia e no pensamento universal desde a Revolução Industrial, e que jamais poderia se equipar a uma mera mercadoria. Dedicando ao múltiplo a mesma reverência do sistema exclusivista da obra única, assume a multiplicidade como mais um desafio para o criador e suas inquietudes conceituais. A galeria celebra, portanto, cinco anos de êxito e de resistência às posturas conservadoras, que insistem em ver a criação do múltiplo com visão anacrônica e olhos castrados.

Os números não mentem. Nesses cinco anos, a Galeria Carbono promoveu duzentas edições exclusivas, de cento e cinquenta artistas brasileiros, além de ter realizado vinte exposições, e de ter estabelecido intercâmbio com diversas casas de edições internacionais. Renomados artistas e curadores do Brasil e do mundo participaram de suas mostras, numa adesão que traduzia o reconhecimento consciente de seus valores. Desde o início, ficaram claros os padrões profissionais e a seriedade da galeria, a ponto de se poder mesmo dizer que ela, praticamente, já nasceu madura. E aqui não se trata de precocidade, mas, sim, de respeito e compromisso permanente com os processos, veículos e conceitos contemporâneos.    



1-     Benjamin, Walter - in “A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica”, Teoria da Cultura de Massa, Saga, Rio de Janeiro, s/d.
2-     Beuys, Joseph – citado por Hilary Lane e Andrew Patrizio, in catálogo da exposição “Art Unlimited: Multiples from the 1960s and 1990s”, Arts Council Collection, Londres, 1994.