quarta-feira, 9 de agosto de 2017

VALE CONFERIR: LANÇAMENTO LIVRO SOBRE JOALHERIA

LANÇAMENTO IMPERDÍVEL:
Joalheria no Brasil: a história de um ofício

Livro de Claudia Dayé, Carlos Cornejo e Engracia Costa
Lançamento: 15 de agosto, terça, partir das 19h, na Livraria Saraiva, Pátio Higienópolis

A história de Ourives e artesãos, lapidários, gemólogos e homens do garimpo.  A história da joia no Brasil

O livro de Claudia Dayé, com participações de Carlos Cornejo e Engracia Costa intitulado Joalheria no Brasil: história, mercado e ofício, vem ocupar uma lacuna e suprir uma deficiência bibliográfica sobre o tema. O livro organizado por Dayé, conta, em linguagem informal, a história de ourives e artesãos, lapidários, gemólogos e homens do garimpo. Possui 288 páginas, e chega agora, depois de 6 anos de pesquisa. O lançamento acontece no próximo dia 15 de agosto, na Livraria Saraiva, Pátio Higienópolis, a partir das 19h.

Importante reconhecer o trabalho de pesquisa realizado, que acabou refletindo em uma obra de fôlego e de inegável relevância para a cultura brasileira e para o setor joalheiro, pois contribui para o preenchimento de lacunas no que se refere ao uso da joia como peça de adorno, como objeto que confere status e poder, ou como valor econômico e de mercadoria

Para José Pascoal Costantini, presidente do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais, “O perfil traçado pelos autores, com foco no desenvolvimento de produtos de joalheria no Brasil, se associado a novos questionamentos sobre o momento contemporâneo, em que nossa população se conscientiza do seu papel social, poderá contribuir para a consolidação de uma identidade da joia brasileira como produto cultural que adota um novo olhar, uma linguagem própria, o que seguramente irá colaborar para sua maior inserção no mercado mundial” conta no prefácio do livro.

O livro “Joalheria no Brasil” percorre o caminho da joia diante das transformações da vida brasileira e suas mudanças mais significativas: da história da nação e seus períodos econômicos, seus movimentos culturais, seu desenvolvimento tecnológico e peculiaridades regionais. É o primeiro livro a registrar a história recente da nossa joalheria, com depoimentos de mais de 70 artistas e empresários, precursores das grandes marcas.

Além de fatos históricos, causos narrados por personas que fazem parte da história da joia no Brasil, o livro mostra a matéria-prima de que são feitas as mesmas. A descoberta de gemas e metais; a corrida do ouro e diamantes; a rica variedade das pedras preciosas brasileiras, que por muito tempo foram chamadas equivocadamente de “semipreciosas”. Em “Processos e técnicas”, vários artistas e profissionais falam de suas habilidades e explicam como se cria uma joia. Nesse capítulo é tecido um panorama da joalheria artesanal e do surgimento de novas técnicas para produção em escala, com a adoção de novas máquinas e ferramentas e o aprimoramento de antigas técnicas que favoreceram e ampliaram a modelagem de joias. Comenta-se também as recentes tecnologias em 3D e a laser, a expansão do ensino e o crescimento das oficinas.

Para finalizar, apresenta a joia em si, do design, as diversas formas de joalheria, estilos e reflexões sobre as tendências de criação e uso. O leitor poderá entender como o novo convive com o antigo, a diversidade de projetos ousados e velhos padrões, materiais e cores, enfim, o maravilhoso mundo da joalheria.

SERVIÇO:
Joalheria no Brasil: história, mercado e ofício
Livro de Claudia Dayé, Carlos Cornejo e Engracia Costa
Lançamento: 15 de agosto, terça, partir das 19h, na Livraria Saraiva, Shopping Pátio Higienópolis.
Local: Av. Higienópolis, 618, São Paulo





Assessoria de Imprensa: Solange Viana
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

MAC USP ABRE EXPOSIÇÃO COM 106 OBRAS

Alzira Fragoso participa de exposição no MAC com 106 artistas selecionados do acervo do museu.
MAC NO SÉCULO XXI – A ERA DOS ARTISTAS”
Curadoria: Katia Canton
Abertura: 20 de maio, sábado, às 11h, no MAC Ibirapuera
Visitação: Por tempo indeterminado

 O Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta um conjunto expressivo de obras que entraram em seu acervo recentemente. A exposição “MAC NO SÉCULO XXI – A ERA DOS ARTISTAS” mostra ao público, a partir do dia 20 de maio, às 11 horas, mais de 100 obras de artistas como Alzira Fragoso, Regina Silveira, João Loureiro, Luiz Braga, Iran do Espírito Santo, Sandra Cinto, Geórgia Kyriakakys, Felipe Cama, Albano Afonso, Jonathas de Andrade, Vânia Mignone, Marepe, Paulo Whitaker, entre tantos outros. São 106 obras no total.

A exposição completa o conjunto de mostras - ao lado de A Instauração do ModernoVisões da Arte no Acervo do MAC USP 1900-2000 e Reserva em Obras - que o MAC USP organizou para permanecer em cartaz nos próximos cinco anos, colocando à disposição do público mais de 400 obras do acervo do Museu. Importante lembrar que um dos argumentos que levou o Museu a ocupar seu novo edifício no Ibirapuera foi justamente ter mais espaço para apresentar ao público uma parte maior de seu acervo. Neste caso, chamamos a atenção para a obra “ORIGEM” da artista Alzira Fragoso.
O trabalho que Alzira Fragoso apresenta agora nesta exposição coletiva no MAC, são colagens com organza. As colagens são o resultado da aplicação de recortes têxteis de elementos como ramos, flores, pássaros e frutos, cada um deles desenhado, pintado e pirografado, sobre organza de seda pintada sobre lona. É sobre e com a organza - tecido em vias de extinção, diga-se - que a artista constrói suas narrativas pictóricas: cada detalhe que se vê figurado em sua obra foi previamente desenhado sobre tecido e recortado antes de encontrar seu lugar na composição final. Cada flor, cada arbusto, cada personagem, cada símbolo foi, em alguma etapa do trabalho, singularmente determinado. As cores quase sempre são ditadas pela limitação industrial da paleta em que os rolos de organza são comercializados; só muito raramente Alzira interfere com outras camadas de tinta. A única intervenção nas tonalidades do tecido de base é feita com pirógrafo, usado para desenhar, contornar, escrever ou desgastar determinada área da colagem. O resultado desse processo é uma iconografia que remete a uma ancestralidade intrigante.

Nas colagens da artista, se desenrolam cenas de afeto e de relacionamento amoroso que integram, de forma muito coerente, forma e conteúdo do trabalho. O labour of love da arte têxtil reforçado por um cenário de possibilidades reinvestidas de comunicação e entendimento entre os mesmos seres humanos cuja existência se anunciava avassaladoramente engolida pela hiperaceleração do tempo. Deste modo, Alzira concilia a ancestralidade das práticas manuais com a memória dos encontros amorosos viáveis, e tudo isso amarrado por uma técnica e um emprego dos materiais absolutamente singulares.

Para organizar MAC NO SÉCULO XXI – A ERA DOS ARTISTAS a curadoria escolheu evitar leituras fixas, levando em consideração a longa duração da exposição.
A exposição reflete o trabalho conjunto do curador com o artista, propondo uma curadoria quase invisível, que busca colocar o foco expositivo nas obras dos artistas. Não há prévias leituras ou percursos conceituais definidos. As obras se abrem para a exploração livre e às experiências de cada observador, que fará suas conexões e relações de identidade e alteridade, entre tantas conversas possíveis. “Trata-se de uma curadoria que assume a vontade de fazer emergir os significados polivalentes intrínsecos à obra de arte em suas relações com o outro e com os outros, em processos dinâmicos e incessantes. As conexões são fios móveis, que não param de passar”, conclui a curadora Katia Canton.
Alzira Fragoso
Reside e trabalha em São Paulo. É formada em arteterapia pela Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP, Alzira acrescenta a sua formação cursos livres com Evandro Carlos Jardim (gravura), Nelson Leirner, Paulo Pasta (pintura), Ubirajara Ribeiro (aquarela) e também cursos críticos de História da Arte com Kátia Canton e Agnaldo Farias. Realizou mostras individuais na Pinacoteca de São Caetano do Sul e de Piracicaba, na Capela do Morumbi (instalação “O Amor e seus Demônios”, 2001) e na Biblioteca Alceu Amoroso de Lima. Participou de mostras coletivas em espaços institucionais como o o MAC USP, Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB, Museu da Casa Brasileira, Sesc Pompeia e a Casa do Brasil (Madri, Espanha) e em galerias em São Paulo, Londres, Paris e Lisboa.

*release baseado em texto da crítica de arte, Juliana Monachesi

SERVIÇO:
Exposição: MAC no Século XXI – A Era dos Artistas
Curadoria: Katia Canton
Abertura: 20 de maio de 2017, a partir das 11 horas
Encerramento: longa duração, sem data de encerramento agendada
Visitação: terças, das 10 às 21h, quarta a domingo das 10 às 18h
Local: MAC USP Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Telefone:11 2648.0254 (recepção) 11 2648.0258 (educativo)                      
Entrada gratuita | www.mac.usp.br
Assessoria de imprensa: Solange Viana | solange.viana@uol.com.br | tel. 4777.0234



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Rapunzel, de Flavia Bertinato no Sesc Santo Amaro

SESC SANTO AMARO apresenta
Rapunzel, individual de Flavia Bertinato
 Visitação até 12 de fevereiro de 2017

Rapunzel é formada por seis carretéis localizados em diferentes regiões da galeria do SESC Santo Amaro, com tesouras douradas espetadas em suas tranças realizadas manualmente, a partir de fibras de sisal (material de origem da cidade de Valente, Bahia). As tranças, com dimensões entre 50 cm e 120 cm, ainda foram amarradas, uma a uma, para a constituição de grandes extensões no preenchimento dos carretéis e nas formações das tramas que se expandem entre um carretel e o outro, e também até o grid do teto. As tesouras que perfuram as entranhas das tranças dos carretéis têm três dimensões, variando entre 30 e 9 cm. Em práticas cirúrgicas, elas têm diferentes funcionalidades como o acesso a órgãos e retirada de pontos, dado às suas dimensões e formatos. Em Rapunzel, a localização de tesouras é um recurso de diferenciação de características entre os carretéis, mas também carrega esta informação simbólica de perfuração do interior e superfície corporal. Para cada configuração de Rapunzel em suas montagens recentes (Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, Celma Albuquerque Galeria de Arte e Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi), a artista adotou possibilidades distintas de configuração da obra no espaço. No caso do SESC Santo Amaro, por exemplo, Rapunzel articula-se diretamente com a estrutura do teto, onde tranças são amarradas a uma altura de cerca de 4 metros, criando pontos de apoio das próprias tranças de sisal.

Vale também dizer que a galeria do SESC Santo Amaro tem paredes de vidro, atribuindo à instalação informações externa, como os próprios frequentadores transeuntes em corredores, escadas e espaço de banho de sol, a arquitetura e obras do acervo da instituição, para além de um pequeno recorte da cidade, com suas fiações elétricas e área verde. Ao ver a instalação Rapunzel no SESC Santo Amaro, portanto, o visitante também pode deparar-se com estes outros elementos que estão às vistas e, que de certa forma, estão incorporados à obra. 

Rapunzel instaura uma espacialidade, que cunha novas possibilidades de trajetos do público com o local. Ao passo que, também, interdita o acesso ao próprio interior da obra. Tal ambiguidade resulta do emprego de formas, que convocam ao manuseio, como o formato das tesouras que indicam a possibilidade de fácil encaixe de dedos, a manivela dos carretéis que indicam o movimento rotativo e, também, as rodas nos carreteis que atribuem uma memória de deslocamento das peças. Contudo, o público é interditado, sendo estimulado à elaboração mental para a realização destes exercícios. A ambiguidade não se restringe exclusivamente ao apelo sensorial que confisca a realização de movimentos do espectador. 

Rapunzel menciona em seu título e no uso de tranças, o conto popular que teve importante projeção na versão dos Irmãos Grimm (Jacob Grimm e Wilhelm Grimm) no século XIX. Diferentemente do conto literário, a instalação Rapunzel atribui maior atenção ao momento clímax e de violência do conto, e não ao desdobramento da relação amorosa da protagonista com o príncipe. A instalação reportar-se ao corte das tranças de Rapunzel, que na literatura é praticamente um crime realizado contra a felicidade de uma mulher. 
Como amplamente conhecido, o corte das tranças é momento de maior sofrimento e sentimentos de tristeza de Rapunzel. Pois estando aprisionada no alto de uma torre, a extensão de suas tranças era o meio para manter encontros com o príncipe. 

A consumação do relacionamento entre Rapunzel e um homem teria um forte significado libertador na literatura. Na instalação, estas informações arma de crime, protagonista, violência e encantamento são todos embaralhados, colocando-nos também à reflexão paradigmas morais e fatos recentes ocorridos de agressão contra a mulher. Só para constar, durante a produção e as exposições da obra Rapunzel em 2016, mesmo ano que completam 10 anos de promulgação da lei Maria da Penha com atenção focada a violência de gênero foi sancionada no Brasil, o país apresenta um quadro de aumento crescente de crimes contra a mulher.

Outras obras da artista também lidam alegoricamente com noções de suspense, de potência de uma dada ação e crime. Questões tão diluídas no convívio social como as relações amorosas e a clandestinidade são de interesse pela artista que, a partir desta abordagem temática, reflete sobre própria a condição de “público” e de “testemunha”.

​A instalação “Bandida”, 2013 -2014 é uma alegoria do personagem do filme “O Bandido da Luz Vermelho” do diretor brasileiro Rogério Sganzerla, apresentada na Galeria Marília Razuk, São Paulo e Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte. Em “Bandida”, uma carroceria, esparrama cerca de meia tonelada de glitter. A carroceria estabelece relações com diversas lanternas, que potencializam a cor dourada do falso ouro, e também com os cabos utilizados nas recargas das lanternas. A inclinação da carroceria somada ao exercício do vermelho do pisca-alerta intermitente sugere o acontecimento de um acidente recente.

“Boa Noite, Cinderela” 2008-2010, uma série de fotografias apresentada na Galeria Virgílio em 2010, São Paulo, apropria do nome de um golpe associado à cena noturna, intimidade entre desconhecidos, fragilidade e exposição de corpos de vítimas. Ao sujeito que observa a fotografia lhe é proposto uma situação esquisita de voyeur ao deparar com corpos imersos na representação de algum sono.

Rapunzel, SESC Santo Amaro:
De 12 de novembro de 2016 a 12 de fevereiro de 2017
De terças as sextas das 11h às 21h.
Sábados, domingos e Feriados, das 10h às 18h.
Entrada gratuita

Assessoria de imprensa: Solange Viana | solange.viana@uol.com.br | tel. 4777.0234
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TEXTO APRESENTAÇÃO POR TAISA PALHARES
No conto popular compilado pelos irmãos Grimm, Rapunzel é a menina cujo destino é definido pelo poder mágico de seus longos cabelos loiros. Eles são ao mesmo tempo a causa de sua maldição e o acesso a sua liberdade. No fundo, as tranças se tornam as protagonistas da história, frequentemente representadas como se tivessem vida própria em ilustrações antigas. E como em todo conto de fadas, a beleza está associada à magia: ambas são sedutoras e encantatórias, mas também levam à cegueira (literal nesse caso) ou a algum ato violento, antes que tudo finalmente termine bem.

Na instalação de Flávia Bertinato intitulada Rapunzel, sete carretéis de tamanhos diferentes enrolam longas e finas tranças de sisal, traspassadas por tesouras cirúrgicas douradas. O momento evocado é aquele posterior à ação violenta que acabou momentaneamente com o encanto da personagem principal.

Como em outros trabalhos da artista, Rapunzel apresenta o tempo em suspensão, o corte de uma sequência narrativa que se revela como instante de alta tensão. O emaranhado de tranças pode se regenerar e tomar o espaço em trama infinita, bem como permanecer imóvel, sem vida.

Bertinato acessa o imaginário popular para nos colocar diante do senso comum em relação às ideias de amor, sedução e feminilidade, naturalmente com ironia e ambiguidade. Pois, se por um lado a atração pela beleza é reiterada, por outro, o elemento disruptivo que é seu duplo também está presente. Em certo sentido, isso corresponde à própria relação que estabelecemos com a arte. Seus objetos são feitos para seduzir e nos seduzem, mas essa atração não é apenas engano. Ela também pode ser a passagem para o avesso, o outro lado.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Nova exposição na Ponder70:



  PONDER70 abre nova exposição:
COISAS QUE SÃO,  com Conrado Zanotto, Pedro Vicente e Jaime Prades 
curadoria: Ana Luisa Lima
Até 25 de janeiro de 2017

uma alquimia

Considerada uma das 10 galerias diferenciadas para se visitar em São Paulo, em diversas publicações, a PONDER70 chega para mostrar a que veio: compartilhar espaços de sua casa conceito com artistas em suas mais diversificadas técnicas. Em sua nova exposição, COISAS QUE SÃO, mostra os trabalhos dos artistas, Conrado Zanotto, Pedro Vicente e Jaime Prades, dando uma fusão harmônica de artistas tão diferenciados. A abertura acontece no próximo dia 9 de dezembro, sexta, e prossegue até 25 de janeiro, com entrada gratuita, mediante a agendamento que pode ser feito pelo site www.PONDER70.com.

Para a curadora da exposição, Ana Luisa Lima, “Conrado Zanotto, Jaime Prades e Pedro Vicente são artistas que participam de um fazer artístico que misturam o ritualismo ancestral à linguagem pulsante das ruas. Trazem para perto uma experiência estética em que a um só tempo faz lembrar que o sujeito político não é antagonista de sua característica de ser natural. Dão a perceber que aquilo que movimenta os embates constantes ocorridos na urbe também reverbera e faz parte de uma circunscrição existencial maior.

Somos seres do mundo cujas escolhas mais elementares tratam de reiniciar ou aniquilar segundo a segundo nossa possibilidade de permanência nesse planeta.Cada traço, cada ato, cada gesto que molda somados, são nesses artistas a afirmação também do alquimista. Celebram a capacidade de transformação da matéria inerte em pulsação. Pela vontade, iniciativa e gestualidade transformam as coisas que existem em COISAS QUE SÃO”, completa.

A união destes três artistas tão distintos em seus trabalhos, formam a alquimia única que acontece neste espaço que também é bem singular. Vale conferir.

SERVIÇO:
COISAS QUE SÃO,  com Conrado Zanotto, Pedro Vicente e Jaime Prades 

Curadoria: Ana Luisa Lima
ABERTURA: 9 de dezembro, das 18h às 23h
VISITAÇÃO: de 10 de dezembro de 2016 a 25 de janeiro de 2017
Local: PONDER70
Travessa Ponder,70, Paraíso.

Agendamento: 
www.ponder70.com/agendar
Classificação Livre / Entrada Grátis

PONDER70
É uma galeria em uma casa conceito onde ocorrem exposições, cursos & projetos de arte.
Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com | @solangeviana 

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QUEM SÃO OS ARTISTAS 
CONRADO ZANOTTO
Nascido em 27 de Abril de 1983. Natural de Ourinhos, SP, Brasil, reside em São Paulo, capital, desde 2001. Natureza como resultado da evolução cósmica, com a materialização biológica dos arquétipos em formas de seres vivos, animais e plantas. Conhecimento cósmico com base em ensinamentos inspirados na natureza interna e externa de criaturas. Propõe novas sinapses na mescla entre o lúdico e o real, com personagens, símbolos, texturas e cores que trabalham conexões subjetivas. Tem a fechadura como assinatura, símbolo do corpo fechado e a mente aberta, convite ao espectador para adentrar o portal da percepção.

PEDROVICENTE                                                                              
Artista visual e dramaturgo, nascido em São Paulo, em 1967. Em 1985 faz performances com o grupo “Teatro das Pulgas” no palco do clube CBGB, em Nova Iorque, EUA, onde trabalha no “Theater for the New City” com a cenógrafa Daniela Thomas. De volta à São Paulo, cursa Artes Cênicas na USP, atua como contra-regra, figurante, e vocalista e compositor da banda de “Peixes do Tietê”, ativa entre São Paulo e Rio de Janeiro. Em 1994, assina o texto da peça “Banheiro” adaptada para o cinema em 2014 no longa “Noite da Virada”. Nos anos seguintes tem vários textos encenados. Ator das próprias peças, faz participações em companhias teatrais e filmes de publicidade. Roteirista de cinema e TV, em 2007 assina o roteiro do longa “Noel, o Poeta da Vila”, dd Ricardo Van Steen. Também em 1994 estréia na arte visual com uma individual na Galeria Lanterna e passa a realizar exposições e intervenções urbanas.

JAIME PRADES
Artista autodidata, brasileiro, nascido na Espanha em 1958, vive e trabalha em São Paulo desde 1975. Nos anos 80 integrou o coletivo TUPINÃODÁ, grupo que é hoje referência histórica de ações artísticas contemporâneas nos espaços públicos urbanos. Com mais de 30 anos de trabalho produziu intensa obra de pinturas, esculturas, desenhos, objetos e instalações. Seu traço marcante é rapidamente identificado apesar da grande variedade de suportes e linguagens que criou devido à sua permanente experimentação. Sua obra está agrupada em cinco séries principais: Máquinas, Totens, Absurdos, Xamânicos e Natureza Humana. Estes grupos organizam os principais temas desenvolvidos pelo artista, respectivamente: a desumanização; a ancestralidade; a alegria; o sagrado; a loucura materialista. Como disse o crítico Fabio Magalhães: "A exposição DENTRO de Jaime Prades, representa um salto significativo na sua expressão plástica." Nessas novas pinturas, realizadas a partir de julho de 2015, o artista nos coloca diante de uma experiência profunda de percepção de outra camadas de consciência.