quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Rapunzel, de Flavia Bertinato no Sesc Santo Amaro

SESC SANTO AMARO apresenta
Rapunzel, individual de Flavia Bertinato
 Visitação até 12 de fevereiro de 2017

Rapunzel é formada por seis carretéis localizados em diferentes regiões da galeria do SESC Santo Amaro, com tesouras douradas espetadas em suas tranças realizadas manualmente, a partir de fibras de sisal (material de origem da cidade de Valente, Bahia). As tranças, com dimensões entre 50 cm e 120 cm, ainda foram amarradas, uma a uma, para a constituição de grandes extensões no preenchimento dos carretéis e nas formações das tramas que se expandem entre um carretel e o outro, e também até o grid do teto. As tesouras que perfuram as entranhas das tranças dos carretéis têm três dimensões, variando entre 30 e 9 cm. Em práticas cirúrgicas, elas têm diferentes funcionalidades como o acesso a órgãos e retirada de pontos, dado às suas dimensões e formatos. Em Rapunzel, a localização de tesouras é um recurso de diferenciação de características entre os carretéis, mas também carrega esta informação simbólica de perfuração do interior e superfície corporal. Para cada configuração de Rapunzel em suas montagens recentes (Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, Celma Albuquerque Galeria de Arte e Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel-Gismondi), a artista adotou possibilidades distintas de configuração da obra no espaço. No caso do SESC Santo Amaro, por exemplo, Rapunzel articula-se diretamente com a estrutura do teto, onde tranças são amarradas a uma altura de cerca de 4 metros, criando pontos de apoio das próprias tranças de sisal.

Vale também dizer que a galeria do SESC Santo Amaro tem paredes de vidro, atribuindo à instalação informações externa, como os próprios frequentadores transeuntes em corredores, escadas e espaço de banho de sol, a arquitetura e obras do acervo da instituição, para além de um pequeno recorte da cidade, com suas fiações elétricas e área verde. Ao ver a instalação Rapunzel no SESC Santo Amaro, portanto, o visitante também pode deparar-se com estes outros elementos que estão às vistas e, que de certa forma, estão incorporados à obra. 

Rapunzel instaura uma espacialidade, que cunha novas possibilidades de trajetos do público com o local. Ao passo que, também, interdita o acesso ao próprio interior da obra. Tal ambiguidade resulta do emprego de formas, que convocam ao manuseio, como o formato das tesouras que indicam a possibilidade de fácil encaixe de dedos, a manivela dos carretéis que indicam o movimento rotativo e, também, as rodas nos carreteis que atribuem uma memória de deslocamento das peças. Contudo, o público é interditado, sendo estimulado à elaboração mental para a realização destes exercícios. A ambiguidade não se restringe exclusivamente ao apelo sensorial que confisca a realização de movimentos do espectador. 

Rapunzel menciona em seu título e no uso de tranças, o conto popular que teve importante projeção na versão dos Irmãos Grimm (Jacob Grimm e Wilhelm Grimm) no século XIX. Diferentemente do conto literário, a instalação Rapunzel atribui maior atenção ao momento clímax e de violência do conto, e não ao desdobramento da relação amorosa da protagonista com o príncipe. A instalação reportar-se ao corte das tranças de Rapunzel, que na literatura é praticamente um crime realizado contra a felicidade de uma mulher. 
Como amplamente conhecido, o corte das tranças é momento de maior sofrimento e sentimentos de tristeza de Rapunzel. Pois estando aprisionada no alto de uma torre, a extensão de suas tranças era o meio para manter encontros com o príncipe. 

A consumação do relacionamento entre Rapunzel e um homem teria um forte significado libertador na literatura. Na instalação, estas informações arma de crime, protagonista, violência e encantamento são todos embaralhados, colocando-nos também à reflexão paradigmas morais e fatos recentes ocorridos de agressão contra a mulher. Só para constar, durante a produção e as exposições da obra Rapunzel em 2016, mesmo ano que completam 10 anos de promulgação da lei Maria da Penha com atenção focada a violência de gênero foi sancionada no Brasil, o país apresenta um quadro de aumento crescente de crimes contra a mulher.

Outras obras da artista também lidam alegoricamente com noções de suspense, de potência de uma dada ação e crime. Questões tão diluídas no convívio social como as relações amorosas e a clandestinidade são de interesse pela artista que, a partir desta abordagem temática, reflete sobre própria a condição de “público” e de “testemunha”.

​A instalação “Bandida”, 2013 -2014 é uma alegoria do personagem do filme “O Bandido da Luz Vermelho” do diretor brasileiro Rogério Sganzerla, apresentada na Galeria Marília Razuk, São Paulo e Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte. Em “Bandida”, uma carroceria, esparrama cerca de meia tonelada de glitter. A carroceria estabelece relações com diversas lanternas, que potencializam a cor dourada do falso ouro, e também com os cabos utilizados nas recargas das lanternas. A inclinação da carroceria somada ao exercício do vermelho do pisca-alerta intermitente sugere o acontecimento de um acidente recente.

“Boa Noite, Cinderela” 2008-2010, uma série de fotografias apresentada na Galeria Virgílio em 2010, São Paulo, apropria do nome de um golpe associado à cena noturna, intimidade entre desconhecidos, fragilidade e exposição de corpos de vítimas. Ao sujeito que observa a fotografia lhe é proposto uma situação esquisita de voyeur ao deparar com corpos imersos na representação de algum sono.

Rapunzel, SESC Santo Amaro:
De 12 de novembro de 2016 a 12 de fevereiro de 2017
De terças as sextas das 11h às 21h.
Sábados, domingos e Feriados, das 10h às 18h.
Entrada gratuita

Assessoria de imprensa: Solange Viana | solange.viana@uol.com.br | tel. 4777.0234
_____________________________________
TEXTO APRESENTAÇÃO POR TAISA PALHARES
No conto popular compilado pelos irmãos Grimm, Rapunzel é a menina cujo destino é definido pelo poder mágico de seus longos cabelos loiros. Eles são ao mesmo tempo a causa de sua maldição e o acesso a sua liberdade. No fundo, as tranças se tornam as protagonistas da história, frequentemente representadas como se tivessem vida própria em ilustrações antigas. E como em todo conto de fadas, a beleza está associada à magia: ambas são sedutoras e encantatórias, mas também levam à cegueira (literal nesse caso) ou a algum ato violento, antes que tudo finalmente termine bem.

Na instalação de Flávia Bertinato intitulada Rapunzel, sete carretéis de tamanhos diferentes enrolam longas e finas tranças de sisal, traspassadas por tesouras cirúrgicas douradas. O momento evocado é aquele posterior à ação violenta que acabou momentaneamente com o encanto da personagem principal.

Como em outros trabalhos da artista, Rapunzel apresenta o tempo em suspensão, o corte de uma sequência narrativa que se revela como instante de alta tensão. O emaranhado de tranças pode se regenerar e tomar o espaço em trama infinita, bem como permanecer imóvel, sem vida.

Bertinato acessa o imaginário popular para nos colocar diante do senso comum em relação às ideias de amor, sedução e feminilidade, naturalmente com ironia e ambiguidade. Pois, se por um lado a atração pela beleza é reiterada, por outro, o elemento disruptivo que é seu duplo também está presente. Em certo sentido, isso corresponde à própria relação que estabelecemos com a arte. Seus objetos são feitos para seduzir e nos seduzem, mas essa atração não é apenas engano. Ela também pode ser a passagem para o avesso, o outro lado.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Nova exposição na Ponder70:



  PONDER70 abre nova exposição:
COISAS QUE SÃO,  com Conrado Zanotto, Pedro Vicente e Jaime Prades 
curadoria: Ana Luisa Lima
Até 25 de janeiro de 2017

uma alquimia

Considerada uma das 10 galerias diferenciadas para se visitar em São Paulo, em diversas publicações, a PONDER70 chega para mostrar a que veio: compartilhar espaços de sua casa conceito com artistas em suas mais diversificadas técnicas. Em sua nova exposição, COISAS QUE SÃO, mostra os trabalhos dos artistas, Conrado Zanotto, Pedro Vicente e Jaime Prades, dando uma fusão harmônica de artistas tão diferenciados. A abertura acontece no próximo dia 9 de dezembro, sexta, e prossegue até 25 de janeiro, com entrada gratuita, mediante a agendamento que pode ser feito pelo site www.PONDER70.com.

Para a curadora da exposição, Ana Luisa Lima, “Conrado Zanotto, Jaime Prades e Pedro Vicente são artistas que participam de um fazer artístico que misturam o ritualismo ancestral à linguagem pulsante das ruas. Trazem para perto uma experiência estética em que a um só tempo faz lembrar que o sujeito político não é antagonista de sua característica de ser natural. Dão a perceber que aquilo que movimenta os embates constantes ocorridos na urbe também reverbera e faz parte de uma circunscrição existencial maior.

Somos seres do mundo cujas escolhas mais elementares tratam de reiniciar ou aniquilar segundo a segundo nossa possibilidade de permanência nesse planeta.Cada traço, cada ato, cada gesto que molda somados, são nesses artistas a afirmação também do alquimista. Celebram a capacidade de transformação da matéria inerte em pulsação. Pela vontade, iniciativa e gestualidade transformam as coisas que existem em COISAS QUE SÃO”, completa.

A união destes três artistas tão distintos em seus trabalhos, formam a alquimia única que acontece neste espaço que também é bem singular. Vale conferir.

SERVIÇO:
COISAS QUE SÃO,  com Conrado Zanotto, Pedro Vicente e Jaime Prades 

Curadoria: Ana Luisa Lima
ABERTURA: 9 de dezembro, das 18h às 23h
VISITAÇÃO: de 10 de dezembro de 2016 a 25 de janeiro de 2017
Local: PONDER70
Travessa Ponder,70, Paraíso.

Agendamento: 
www.ponder70.com/agendar
Classificação Livre / Entrada Grátis

PONDER70
É uma galeria em uma casa conceito onde ocorrem exposições, cursos & projetos de arte.
Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com | @solangeviana 

​    
QUEM SÃO OS ARTISTAS 
CONRADO ZANOTTO
Nascido em 27 de Abril de 1983. Natural de Ourinhos, SP, Brasil, reside em São Paulo, capital, desde 2001. Natureza como resultado da evolução cósmica, com a materialização biológica dos arquétipos em formas de seres vivos, animais e plantas. Conhecimento cósmico com base em ensinamentos inspirados na natureza interna e externa de criaturas. Propõe novas sinapses na mescla entre o lúdico e o real, com personagens, símbolos, texturas e cores que trabalham conexões subjetivas. Tem a fechadura como assinatura, símbolo do corpo fechado e a mente aberta, convite ao espectador para adentrar o portal da percepção.

PEDROVICENTE                                                                              
Artista visual e dramaturgo, nascido em São Paulo, em 1967. Em 1985 faz performances com o grupo “Teatro das Pulgas” no palco do clube CBGB, em Nova Iorque, EUA, onde trabalha no “Theater for the New City” com a cenógrafa Daniela Thomas. De volta à São Paulo, cursa Artes Cênicas na USP, atua como contra-regra, figurante, e vocalista e compositor da banda de “Peixes do Tietê”, ativa entre São Paulo e Rio de Janeiro. Em 1994, assina o texto da peça “Banheiro” adaptada para o cinema em 2014 no longa “Noite da Virada”. Nos anos seguintes tem vários textos encenados. Ator das próprias peças, faz participações em companhias teatrais e filmes de publicidade. Roteirista de cinema e TV, em 2007 assina o roteiro do longa “Noel, o Poeta da Vila”, dd Ricardo Van Steen. Também em 1994 estréia na arte visual com uma individual na Galeria Lanterna e passa a realizar exposições e intervenções urbanas.

JAIME PRADES
Artista autodidata, brasileiro, nascido na Espanha em 1958, vive e trabalha em São Paulo desde 1975. Nos anos 80 integrou o coletivo TUPINÃODÁ, grupo que é hoje referência histórica de ações artísticas contemporâneas nos espaços públicos urbanos. Com mais de 30 anos de trabalho produziu intensa obra de pinturas, esculturas, desenhos, objetos e instalações. Seu traço marcante é rapidamente identificado apesar da grande variedade de suportes e linguagens que criou devido à sua permanente experimentação. Sua obra está agrupada em cinco séries principais: Máquinas, Totens, Absurdos, Xamânicos e Natureza Humana. Estes grupos organizam os principais temas desenvolvidos pelo artista, respectivamente: a desumanização; a ancestralidade; a alegria; o sagrado; a loucura materialista. Como disse o crítico Fabio Magalhães: "A exposição DENTRO de Jaime Prades, representa um salto significativo na sua expressão plástica." Nessas novas pinturas, realizadas a partir de julho de 2015, o artista nos coloca diante de uma experiência profunda de percepção de outra camadas de consciência.

Outro super destaque

Carbono é destaque na Revista 24horas

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Carbono Galeria em destaque na Veja SP

Somos destaque na Veja São Paulo!
A exposição DUBLÊ DE CORPO, que reúne vários artistas na Carbono Galeria, é destaque na Veja SP. 
A exposição acontece até 5 de dezembro. Corre lá.

Veja a matéria clicando aqui para ler o destaque na vejinha.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Abertura em destaque no Glamurama

Somos destaque no GLAMURAMA, por Joyce Pascowitch.

Vejam as fotos. A exposição, DUBLÊ DE CORPO, que acontece na Carbono Galeria até 5 de dezembro de 2016 é sucesso absoluto. Veja quem passou por lá.

Clique aqui: Abertura da exposição DUBLE DE CORPO no GLAMURAMA

Exposição "Dublê de Corpo" que acontece na CARBONO GALERIA. em destaque no GUIA DA FOLHA DE SP


#assessoriadeimprensa #solangeviana #assessoriadeimprensaecomunicação #arte #cultura #mídia #carbonogaleria #imprensa #comunicação #amomeutrabalho #divulgação #news #solangeviananotícias #ondeaarteénotícia #artesvisuais #jornalismo

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

PONDER70 inaugura nova exposição

PONDER70 abre exposição:
Memórias Afetivas, de Catharina
Suleiman & Catarina Gushiken

ABERTURA: 29 de Outubro, das 16h às 21h
VISITAÇÃO: 31 de outubro a 26 de novembro de 2016

PONDER70 é uma galeria localizada na região do Paraíso. Considerada casa conceito, o espaço realiza exposições, cursos e projetos de artes. Encerra este mês especial para as mulheres com uma homenagem a energia feminina convidando duas artistas: Catharina Suleiman e Catarina
Gushiken. Intitulada “Memórias Afetivas” a exposição abre no próximo dia 29 de outubro, sábado, das 16h as 21h. 

A partir de trabalhos em suportes ligados as memórias de família, as artistas usam referências, objetos & escritas para propor um diálogo com o meio. As obras nos imergem em segredos e mistérios. As artistas sugerem um caminho não linear que, entre expressões, fragmentos, detalhes e sensações, resultam em uma experiência de presença
única.

A exposição propõe uma viagem para dentro de nós mesmos em busca de identidicação.

Memórias Afetivas explora a conexão do expectador com as artistas através de imagens que questionam a realidade, extrapolam a dísica dos lugares e propõem novos olhares com uma
singularidade estética impecável, onde o corpo humano salta aos olhos, revela formas, sentidos,
gestos e apelos diversos da alma.


SERVIÇO:
MEMORIAS AFETIVAS, de Catharina Suleiman e Catarina Gushiken
ABERTURA: 29 de Outubro, sábado, das 16h as 21h
Visitação: 31 de Outubro a 26 de Novembro, das 11h as 20h.
Travessa Ponder,70, Paraiso.
Agendamento: www.ponder70.com/agendar
Classidicação Livre / Entrada Grátis

PONDER70
É uma galeria em uma casa conceito onde ocorrem exposições, cursos &
projetos de arte.

www.PONDER70.com
+ infos: ponder70@ponder70.com

LINK EVENTO:
https://www.facebook.com/events/1787102861550690/

Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com | @solangeviana

QUEM SÃO AS ARTISTAS

CATARINA GUSHIKEN 

VIVE E TRABALHA EM SÃO PAULO
Formou-se em Design de Moda e atuou na área por oito anos, mas sua verdadeira paixão sempre foi o desenho e a pintura. Em 2007 inaugurou o seu atelier, na Aclimação em São Paulo, é pós-graduou-se em Direção de Arte na Universidade Belas Artes. Lecionou no Instituto Europeo de Design, deu workshops na PUC (Pontidícia Universidade Católica), CEDIM (Centro de Estudios Superiores de Diseño de Monterrey, México), participou de banca nos cursos de pós-graduação em Direção Criativa na FAAP (Faculdade Armando Alvares Penteado), e de graduação na Faculdade Santa Marcelina, e Comunicação na Usp. Realizou diversas exposições. http://catarinagushiken.com.br/

CATHARIA SULEIMAN 
VIVE E TRABALHA EM SÃO PAULO
Inicialmente se dedicava a fotogradia histórica e experimental, mas durante o processo da composição de suas imagens a artista se encontrou com diversas técnicas que hoje compõem suas obras mixed media. Trabalho citado pelo Wall Street international como “Thought provoking” (provocador de pensamentos), Catharina se descreve como uma eterna pesquisadora, cada obra é criada camada por camada, e contam historias sobre sonhos, memórias e arquétipos, uma narrativa poética que explora técnicas como a fotogradia, stencil, aquarela, bordado, gravura, poesia e escultura. Realizou a CAPA do CD de Maria Gadú. (foto) 
http://www.catharinasuleiman.com.br


Em 2014 a artista começou a também se dedicar a arte urbana e instalação.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Próxima exposição: Dublê de Corpo, que abre na CARBONO Galeria

CARBONO GALERIA apresenta: “Dublê de Corpo”
com curadoria de Ligia Canongia

Abertura: 24 de setembro, sábado, das 11h as 15h
Visitação: de 26 de setembro a 18 de novembro de 2016

Artistas selecionados: Adriana Barreto / Adriana Varejão / Brígida Baltar / Bruce Nauman / Carlos Mélo / Cao Guimarães / Celina Portella / Ernesto Neto / Gustavo Rezende / Ivan Grilo / Jaques Faing / Lenora de Barros / Miguel Rio Branco / Nazareth Pacheco / Renan Marcondes / Tracey Emin / Waltercio Caldas.

PERFORMANCE NA ABERTURA DE RENAN MARCONDES às 13h

Com um time estrelado, a Carbono Galeria inaugura no dia 24 de setembro próximo a exposição coletiva de múltiplos “Dublê de Corpo”, com curadoria da crítica de arte Ligia Canongia.

A mostra reúne edições produzidas especialmente para o evento, tendo a temática do corpo como eixo central de abordagem. Observamos que os 18 artistas convidados exploram esse motivo no conjunto de suas obras, alguns de forma sistemática, outros pontualmente.



A questão do corpo na arte contemporânea é levantada por meio de diversos artistas, linguagens e mídias, evidenciando o caráter ora cindido, ora ativo, sensorial ou performático que esse corpo assume a partir da modernidade. Em contraponto ao Nu artístico da tradição clássica e distinto da morfologia realista, o corpo na obra contemporânea pode ser um ser tanto social e político, quanto existencial e intimista, representado em construções fantasmáticas que indiciam uma vasta polissemia.

Como acontecimento especial da mostra, o artista-performer Renan Marcondes fará uma performance ao vivo no dia da inauguração, com 2 horas de duração, na vitrine da galeria.

Em ordem alfabética, os artistas participantes são:

Adriana Barreto / Adriana Varejão / Brígida Baltar / Bruce Nauman / Carlos Mélo / Cao Guimarães / Celina Portella / Ernesto Neto / Gustavo Rezende / Ivan Grilo / Jaques Faing / Lenora de Barros / Miguel Rio Branco / Nazareth Pacheco / Renan Marcondes / Tracey Emin / Waltercio Caldas.

Abaixo segue o texto da curadora Ligia Canongia, que acompanha a exposição.

Dublê de Corpo

Desvinculadas do nu artístico, gênero da tradição clássica, as obras desta exposição apontam para os vários sentidos que a representação do corpo pode adquirir na arte contemporânea.  Esse corpo, hoje, aciona cruzamentos entre diversos sistemas simbólicos e não está mais associado às condenações e tabus da história primitiva e das religiões monoteístas. Trata-se de um corpo já liberto dos interditos e da culpa judaico-cristã, que imperou no Ocidente até a modernidade. A partir daí, temos um novo corpo, que tanto pode indiciar erotismo e fetiche, quanto revelar a ideia trágica do “corpo despedaçado”, considerado por Marx o eixo nodal da cultura moderna. 

Não mais submetido à relação de domínio da razão, como na visão mecanicista cartesiana, e deixando de ser considerado um ser inferior, o corpo assume, porém, nos primórdios modernos e em plena era industrial, a conotação de força de trabalho e entidade produtiva. Apenas na contemporaneidade, o corpo se libera finalmente das normas morais ou sociais, dos imperativos da beleza e do poder disciplinar do trabalho, para se reabilitar como expressão existencial e política.

Centrada na profanação da imagem do corpo idealizado ou estigmatizado, a poética contemporânea afirma sua reconstrução como corpo ativo, performático e sensorial,  assim como sujeito a representações fantasmáticas e mentais. Uma corporeidade que passa a ser concebida como matéria de ações de ruptura e códigos libertadores, longe do pensamento que a ligava aos ideais do classicismo ou à anatomia realista.

Ligia Canongia
Agosto de 2016
                    
Serviço:
Exposição: Dublê de Corpo
Curadoria: Ligia Canongia
Abertura: sábado, 24.09.16 – 11:00 às 15:00
Visitação: 26.09.16 a 18.11.16
Carbono Galeria: Rua Joaquim Antunes, , 59 | Jd. Paulistano | São Paulo, SP 05415-010

Artistas selecionados: Adriana Barreto / Adriana Varejão / Brígida Baltar / Bruce Nauman / Carlos Mélo / Cao Guimarães / Celina Portella / Ernesto Neto / Gustavo Rezende / Ivan Grilo / Jaques Faing / Lenora de Barros / Miguel Rio Branco / Nazareth Pacheco / Renan Marcondes / Tracey Emin / Waltercio Caldas.

Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com | @solangeviana


GRANJARDIM é destaque no Diário da Região

A II Exposição de Carros Antigos que aconteceu no Granjardim no último dia 13 de julho foi destaque no Diário da Região. Leia.

Granjardim realiza II Exposição de Carros Antigos

Dia dos Pais no Granjardim
II Exposição de Carros Antigos

O Granjardim, centro comercial da Granja Viana, realiza II Exposição de Carros Antigos em comemoração ao Dia dos Pais com várias atrações gratuitas

O Granjardim – centro comercial localizado no miolo da Granja Viana, Cotia, e a 20min de São Paulo, realiza no próximo dia 13 de agosto, sábado, das 11h às 19h, um evento em comemoração ao Dia dos Pais, como a II Exposição de Carros Antigos.

Serão várias atrações. Além da exposição de carros antigos, diversos Foods Trucks com comidas diversificadas, como mexicana, japonesa, e até doces como churros, assim como as delícias dos restaurantes localizados no espaço. Uma grande atração será a apresentação gratuita, a partir das 17h, da banda CARA-DE-PAU, com muito jazz e blues. Tudo para agradar seus fieis clientes.

O Centro Comercial Granjardim foi projetado para que o comércio, a alimentação, lazer e serviços funcionem em total sinergia, onde um completa o outro. Todas as lojas do centro comercial estarão participando do evento com ótimas promoções e novidades imperdíveis.

O Granjardim é um espaço moderno e dinâmico, localizado no coração da Granja Viana: a Avenida São Camilo. Venha e traga toda família.

II Exposição de Carros Antigos
Dia 13 de agosto, sábado, das 11h às 19h

O Granjardim fica na Av. São Camilo, 980, na Granja Viana | Cotia | SP
Tel. 4702.6652 | Estacionamento grátis com manobristas no local.
Horário de Funcionamento:
As segundas: 10:00 – 18:00 | De terça a sexta: 10:00 – 19:00 | sábados: 10:00 – 16:00

Pimenta Rosa | Maria Descolada | Farmer | Casa Di Bambini | Liquido | Casa Di Regalo |Budha Café | Gasoline | Color Me | Spa Nova Essencia | ATA | Marcia Billar | Dra Paola | Doutores da  Granja | Espaço Saúde | Provital Quiropraxia | Chaveiro Araujo |One Consultoria Imobiliaria | Medesport | PerFit One2One | Equipe Therapy | Gaia | Revista Tudo | Beneduce | Ericon| Tenis Proshop

Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com