segunda-feira, 27 de junho de 2011

Abre nova galeria de arte em Pinheiros

AVA – All visual arts apresenta “5 + 1 – sobre papel” exposição coletiva com seis artistas e inaugura novo espaço cultural em Pinheiros
Abertura, 2 de julho, sábado, das 11h às 17h.
Visitação de 04 de julho a 15 de agosto de 2011
Ale Skaff, Cassiano Reis, Fernando Ekman, Israel Kislansky, Paulo Sayeg e Laura Stankus
Um novo espaço cultural nasce em São Paulo. É a AVA – All visual arts. Localizado à Rua Mateus Grou, 513-A, no bairro de Pinheiros, será inaugurado no próximo dia 2 de junho, sábado, a partir das 11 horas, com a mostra “5 + 1 / Sobre Papel” com a qual abre seu programa de exposições temporárias. A mostra, que tem curadoria do critico de arte Enock Sacramento,  reúne obras sobre papel de autoria de Ale Skaff, Cassiano Reis, Fernando Ekman, Israel Kislansky, Paulo Sayeg e Laura Stankus e permanece até 15 agosto.
Ale Skaff, arquiteto e urbanista pelo Mackenzie e fotógrafo pelo SENAC, com atuação no campo da cenografia,  apresenta quatro técnicas mistas criadas com carvão, pastel e aquarela. Cassiano Reis, ilustrador com atuação em diversos jornais e revistas de São Paulo, entre os quais Folha de S. Paulo,  Vida Simples, Superinteressante, Alfa, Vital e Joyce Pascovitich, mostra dois desenhos realizados com sumiê referenciados em memórias familiares. Fernando Ekman,  recentemente premiado no Salão de Arte Contemporânea de Santo André e com exposição aberta no Museu de Arte de Goiânia, apresenta aquarelas recentes em que recria objetos diversos em aquarela (ventilador, rádio de pilha, máquina fotográfica) e em aquarela e nanquim (máquina de escrever, velocípede). O escultor Israel Kislansky participa da mostra com desenhos aquarelados que ele normalmente realiza a partir da modelo posada para ser servir de referência para a criação de uma escultura, numa espécie de ritual de aproximação e conhecimento de formas e volumes.

A arquiteta, cenógrafa e ilustradora Laura Stankus, que participa no momento da Quadrienal de Cenografia de Praga, integra a mostra com uma série de obras de pequenos formatos realizadas com nanquim sobre papel na qual a figura da mulher e um toque surrealista são recorrentes. Para completar o time, Paulo Sayeg  integra a mostra com uma obra poderosa, instigante e vital, na linha das que o projetaram como um dos maiores desenhistas de sua geração no Brasil.
A  AVA – Al visual arts foi criada pela economista  Cristina Carvalho Oliveira, empresária oriunda da área financeira,  e é gerenciada por Maria Fernanda Calil Angelini.  Sua abertura oficial vem reforçar a representatividade do bairro de Pinheiros no contexto cultural da cidade de São Paulo. Sediando mais de 10 galerias de arte com programação ativa, localizadas sobretudo nas ruas Mateus Grou, Virgílio de Carvalho Pinto, Arthur de Azevedo, João Moura e Ferreira de Araújo, o bairro de Pinheiros abriga ainda importantes instituições culturais da cidade tais como o Instituto Tomie Ohtake, o SESC Pinheiros e o Centro Brasileiro Britânico.

Para o crítico de arte e curador desta coletiva, Enock Sacramento, “trata-se de seis artistas com linguagens diferentes, mas com um traço em comum: a obstinação pela qualidade.” Vale conferir.

SERVIÇO:
5+1 sobre papel
Obras sobre papel
Exposição coletiva com Ale Skaff, Cassiano Reis, Fernando Ekman, Israel Kislansky, Paulo Sayeg e Laura Stankus
Curadoria: Enock Sacramento
Abertura, 2 de julho, sábado, das 11h às 17h.
Visitação de 04 de julho a 15 de agosto de 2011
AVA All visual arts
Rua Mateus Grou, 513-A, Pinheiros
Tel  11  3031.2181

Assessoria de imprensa: Solange Viana | T + 11 47770234 | solange.viana@uol.com.br | http://solangeviana.blogspot.com

sexta-feira, 10 de junho de 2011

César Romero no Lugar Pantemporâneo

A exposição de César Romero, que abriu ontem no Lugar Pantemporâneo, fica em cartaz até 15 de julho. Para quem quiser ver um pouco é só assistir este filme.

Denise Milan é destaque no Arte | Ref

Com exposição "Quartzteca - a linguagem escondida das pedras"  exposição individual de Denise Milan, abre amanhã, 11/06, na Galeria Virgilio. Veja matéria no ARTE | REF clicando aqui.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A linguagem das pedras, por Denise Milan

DENISE MILAN apresenta
Quartzoteca | A Linguagem Escondida das Pedras
Na Galeria Virgilio
Abertura: 11 de junho, às 11h
Visitação: 11 de junho a 15 de julho
A proposta da mostra de Denise Milan, que será apresentada pela Galeria Virgilio na exposição Quartzoteca – A Linguagem Escondida das Pedras, é “um convite à decifração”, como observou o historiador e crítico de arte Jorge Coli.

A mostra individual da artista reúne 25 obras inéditas que não se permite classificar em gêneros como esculturas ou instalações, apesar de se aproximarem dessas linguagens pelo fato de serem relevos em pedras, elemento fundamental na obra da Denise Milan. Os trabalhos da artista não negam sua matéria para transformá-la em uma forma. Ao contrário, revelam a natureza dessa matéria que é a pedra. Em 2012, a mostra irá para o Chicago Cultural Center, nos Estados Unidos, com curadoria de Nathan Mason.

Na exposição, há um vídeo com depoimentos sobre o trabalho de Denise do ex-diretor do Museu do Louvre, Jean Galard, do poeta concretista Haroldo de Campos e do crítico Jorge Coli.

A busca por uma linguagem universal, contida nos minerais, e comum a todos nós, é a chave para a decifração que Denise nos instiga. “Como na época da Babilônia, quando havia uma língua comum, o quartzo, por estar presente em 90% da crosta da terra, é um mineral comum. Ao decodificar seus códigos estou criando uma linguagem comum e ao mesmo tempo universal, pois são signos que seguem as leis de evolução do nosso universo”, diz Denise Milan. “Também hoje, através de minerais, podemos nos conectar com todos os continentes, atravessar todas as fronteiras conhecidas e desconhecidas. O quartzo é ressignificado como uma língua que unifica todos os povos e raças numa única e flexível rede de humanos”.

A série Quartzografias apresenta na exposição pedras que se transformam em livros para exibir outras pedras em situações complexas, diversas, delicadas e misteriosas. “É melhor, inclusive, nem tentar explicar muito em detalhes e deixar que flua esse princípio de um mistério contido num livro de pedras, portanto que eu não posso virar as páginas e ler, mas que me convida a decifração”, diz Jorge Coli. Na mesma sala estará a série Tablets da Terra, pedras que deixaram seu rastro no bronze e, pelo aspecto fossilizado, nos remetem à origem remota do mito de fundação da linguagem quartza.
O Fóssil e Olhar Quartzideral fazem um duplo jogo com o espectador - de observador, ele passa a ser o observado. Somos nós olhando para Terra e a Terra olhando para nós, em um único movimento de integração. A união entre nós, homens culturais, e o mundo, natureza criadora, é colocada como relação indissociável. Nas palavras de Denise, “a Terra é uma grande pedra viva”.

Denise Milan também criou para exposição os Códigos Quartzos, estrutura baseada no processo de formação da pedra quartza. Assim como as palavras, a obra mostra os menores signos que constroem essa linguagem escondida. Já a Quartzoteca, biblioteca de quartzos que dá nome à exposição, surge como um arquivo vivo onde os quartzos, ao invés de recontarem sempre as mesmas histórias, se apresentam ao espectador à procura de uma nova experiência perceptiva que nos encaminhe para a linguagem, não mais tão secreta, das pedras. 
Denise Milan
Denise Milan (São Paulo, 1954) é escultora e artista multidisciplinar. Uma das articuladoras do movimento de Arte Pública no Brasil, é ativista na sua difusão, em seu país e internacionalmente. Tem a pedra como o eixo de seu trabalho. Seus trabalhos já foram expostos em renomadas instituições, como a Bienal Internacional de São Paulo, Museu de Arte de São Paulo – MASP, Museu de Arte Moderna – MAM, Museu de Arte Contemporânea – MAC, Barbican Centre (Londres), Art in General (Nova York), PS1 MoMA (Nova York), EXPO 2000 (Hannover), EXPO 90 (Osaka), Hakon Open-Air Museum (Hakone-Town, Kanagawa), Contemporary Art Museum, Art Institute, Cultural Center (Chicago), Kennedy Art Center (Washington) e Galérie D’Architecture (Paris). Denise Milan também publicou diversos livros, entre os quais Cadumbra, com metapoemas de Haroldo de Campos, Améfrica, poemas de Denise Milan e textos de Olgária Matos e Greg Cameron. - www.denisemilan.art.br

SERVIÇO:
Exposição: Denise Milan - Quartzoteca | A Linguagem Escondida das Pedras
Abertura: sábado, 11 de junho, às 11h
Visitação
: de 11 de junho a 15 de julho, seg a sexta, das 10 às 19h,
sábados e feriados, das 10 às 17h
Aberta ao público
Local: Galeria Virgilio
Endereço: Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 426 Pinheiros SP
Tel. (11) 2373-2999   www.galeriavirgilio.com.br
Acesso a portadores de deficiência
Estacionamento: WR, ao lado, R$ 15,00

Assessoria de imprensa: Solange Viana
Tel. (11) 4777.0234 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Facebook promove encontro que resulta em exposição

TENET EXPÕE DIÁLOGO SOBRE ARTE TÊXTIL CONTEMPORÂNEA
Exposição na A CASA museu do objeto brasileiro reúne obras de artistas de todo o país
Abertura: 9 de junho, quinta-feira, das 19h30 às 22h
Visitação: de 10 de junho a 8 de julho de 2011

“TENET – Tecendo na Net”, exposição que A CASA museu do objeto brasileiro abre no próximo dia 9 de junho, em São Paulo, apresenta trabalhos em arte têxtil de 50 designers, artesãos e artistas plásticos de todo o país, reunidos por meio de um reencontro proporcionado pelas redes sociais. A foto de um grupo postada no Facebook no final de 2010, despertou lembranças de mais de duas décadas e iniciou um diálogo sobre a arte têxtil contemporânea no Brasil. A imagem trazia estudantes de artes têxteis durante o evento “Tecendo na Rua”, organizado pelo designer e tecelão Renato Imbroisi em 1989.
A partir do reencontro virtual, surgiu a ideia de produzir um trabalho que expressasse a diversidade de experiências e formações do grupo, buscando retomar o mesmo entusiasmo de 1989. Novamente com a orientação de Renato Imbroisi, decidiram montar um kit com materiais de tecelagem que pudesse ser enviado aos 50 artistas reunidos pela internet, com o qual poderiam desenvolver intervenções que refletisse a leitura de cada um deles sobre o material.

O fio condutor da exposição é revelar qual o olhar contemporâneo de cada artista que esteve no evento de 1989 sobre a tecelagem, e qual o impacto da trajetória pessoal de cada um nestes 22 anos na sua relação com a arte têxtil. “Em nosso diálogo por e-mail e nas redes sociais, percebemos uma diversidade de percursos e de expressões que cada um de nós desenvolveu e que revela, de certo modo, os caminhos dessa expressão artística no Brasil nestas duas décadas”, afirma Juan Ojea, um dos articuladores do grupo.

O kit, com três bobinas de fios de diferentes espessuras, cinco novelos para bordados e três cortes de tecido, todos brancos, foi enviado para cada participante com o compromisso de que eles deveriam usar no mínimo 80% do material em suas criações. Tecelagem, pintura em tecido, estamparia e modelagem foram alguns dos suportes utilizados pelo grupo, resultando em esculturas têxteis, estampas, tapeçarias, pinturas e peças de figurino que serão exibidas na exposição.  

Entre os artistas, há nomes com perfis e carreiras tão diversos quanto Eva Soban, Marina Lafer, Goya Lopes, Juan Ojea, Marta Meyer e RossanaCilento. “Os participantes formam um mosaico das influências, estilos e produções em arte têxtil em cenas como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina”, afirma Ojea.
SERVIÇO:
TENET – Tecendo na Net
Exposição com 50 artistas
Abertura: 9 de junho, quinta-feira, às 19h30
Visitação: de 10 de junho a 8de julho
De segunda a sexta, das 10h às 19h, com entrada franca
Local: A CASA museu do objeto brasileiro
R. Cunha Gago, 807, Pinheiros
Tel. (11) 3814-9711

Assessoria de imprensa: Solange Viana | T + 11 47770234 | solange.viana@uol.com.br | http://solangeviana.blogspot.com

Artistas participantes:
Alexandre Heberte/Baby Gras/Beth Thomé/Bia Cunha/Circe Bernardes/Cláudia Araújo/Clarice Borian/Claudia Azeredo/Cris Barreto/Cristina Sant’Anna/Cyra Lobo/Eva Soban/Eber Lopes Ferreira/Gabriela Ricca/Goya Lopes/Glaucia Amaral/Gustavo A. Serpa Rocha/Helena Carvalhosa/Helena Watanabe/HedvaMegged/Hisako Kawakami/IvoneRigobello/Jac Bara/João Vilares/Juan Ojea/Liana Bloisi/Liliam Barboza/Malu Vianna/Manuel Guglielmo/Maria Eugênia Nobre/Maria Luiza Coimbra/Maria Carmen Von Linsingen/Maria Rita Webster/Marilena Novo/Mara Doratiotto/Marina Lafer/Marta Meyer/Mayumi Ito/Mercedes Montero/MuckiSkowronski/Paola Abiko/Paula Yne/Renato Imbroisi/RossanaCilento/Rosana Ebini/Renata Meirelles/Sylvia Ribeiro de Almeida/Tânia Stahl/TherezaCorbettGarcez/TiyokoTomikawa/ZoraviaBettiol

Com apoio da KRP Relações Públicas| T + 11 3086-3550  r.212 -
Marco Gondim| T + 11 9163 8854 | marco.gondim@krpnet.com.br

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Urdiduras é destaque no PANORAMA BRASIL

Leia matéria publicada no PANORAMA BRASIL sobre a exposição de César Romero que será inaugurada no próxima dia 9 de junho no Lugar Pantemporâneo.
É só clicar aqui!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Urdiduras de Cesar Romero é a próxima exposição

“Urdiduras” exposição individual de César Romero chega ao Lugar Pantemporâneo
Abertura: 9 de junho, quinta-feira, das 19h às 22h
Visitação: de 10 de junho a 16 de julho de 2011
Considerado pela crítica nacional como um dos mais importantes coloristas brasileiros, César Romero, artista baiano, radicado em Salvador, traduz a cultura popular de forma erudita em seus trabalhos. Criador de linguagem própria, autoral, o artista é um pesquisador de formas e símbolos representativos da brasilidade.
- Urdiduras
Desenhos de César Romero
Os desenhos de César Romero chegam a São Paulo para individual intitulada – Urdiduras – que resgatam a cultura popular brasileira através dos bordados das rendeiras do nordeste. Esta é sua estréia como desenhista, depois de mais de quatro décadas como pintor. A exposição acontece a partir do dia 09 de junho (quinta-feira), 2011 no Lugar Pantemporâneo – Av. Nove de Julho, 3.653 – Jardim Paulista e permanece até 16 de julho.

A mostra consta de 30 desenhos nas dimensões 45 x 33cms e 20 de 90 x 65 cms num total de 50. Ainda serão expostos 10 panos de bandeja originais que serviram como ponto de partida para os trabalhos e fazem parte da coleção do artista, que em 20 anos de pesquisa coletou em todos os estados nordestinos estas peças.
César Romero sempre se debruçou sobre temas brasileiros para criar sua arte. Sabedoria popular “numa interação, trazendo o popular ao plano erudito”.
Nesta mostra o principal cuidado foi com a cor.
O artista é considerado pela crítica especializada como um dos melhores coloristas do País. O tema de Urdiduras é o artesanato popular nordestino, que ele transfigura, converte e transfere a uma outra realidade: obras de arte.
O artesanato popular nordestino é uma forma de expressão cultural, com grande diversidade de matérias-primas, confeccionado com materiais e processos próprios de cada comunidade.
O produto artesanal carrega em seu bojo a identidade cultural da população que o produz. Também a preservação de memórias, inclusão social e sustentabilidade. Uma estratégia de promoção cultural e social de territórios.
A arte popular é um conjunto de atividades sensíveis e expressivas que registram o modo de ser e de viver das pessoas. É a alma do povo simples.
O artesanato popular nordestino é representativo das tradições da Região, e são incorporadas à sua vida cotidiana. Sua produção é de origem em geral familiar, que transfere conhecimentos, técnicas, processos e desenhos concebidos.
Sua importância e seu valor cultural decorrem do fato de ser depositária de um passado, de acompanhar histórias transmitidas de geração em geração, de fazer parte integrante e indissociável dos usos e costumes de um determinado grupo.
Para melhor compreensão do processo que motivou o artista César Romero, a criar Urdiduras, haverá projeção de um documentário de 25 minutos “Rendas e Bordados do Nordeste”, um CD intitulado “Canções de Bordar”, quando se escuta os cantos das bordadeiras em ação.
César Romero enfatiza “esta foi uma das minhas individuais mais bem pensadas. Senti a obrigação de revelar o processo do artesanato popular, como é feito, o produto final e as transfiguração para meu desenhos. Não faço cópias, não sou documentarista, mas me sinto um guardião dos sinais e formas visuais do povo nordestino. É uma forma amorosa, política e intencional de reverenciar, celebrar e qualificar as tradições de um povo”.
Os desenhos têm apenas duas dimensões, médios formatos e são extremamente bem cuidados. Revelam um observar atento, inteligência visual e brasilidade.
Depois da abertura, no sábado dia 11 de junho às 15 horas, haverá visita guiada pelo artista, à sua exposição.
Serviço: 
Exposição individual – Urdiduras – desenhos de César Romero
Local: Lugar Pantemporâneo – Av. Nove de Julho, 3.653 – Jardim Paulista – São Paulo
Abertura: 09 de junho de 2011, das 19 às 22 horas.
Visitação:10 de junho a 16 de julho 2011 (de segunda – feira a sábado das 10 às 18hs, exceto feriado)
Assessoria de imprensa: Solange Viana – (11) 4777.0234 – solange.viana@uol.com.brHTTP://solangeviana.blogspot.com
 
César Romero nasceu em Feira de Santana, Bahia, no ano de 1950. Autodidata, iniciou-se em artes plásticas em 1967.
No Brasil participou de mais de 400 coletivas e 37 individuais. No exterior, teve 50 coletivas e 8 individuais. Fez parte dos principais Salões Oficiais realizados no Brasil. Obteve 36 prêmios de pintura, 4 de fotografia, 3 Salas Especiais. Possui trabalhos em 45 museus brasileiros. Há inúmeras referências nacionais e internacionais sobre seus trabalhos em livros, dicionários, revistas e jornais. Sua fortuna crítica consta de 105 textos de especialistas em arte, brasileiros e estrangeiros.

Crítico de arte filiado à ABCA e à AICA, recebeu por duas vezes da ABCA o Prêmio Mario Pedrosa (artista de linguagem contemporânea) em 2001 e 2007. Também da ABCA, por duas vezes, o Prêmio Gonzaga Duque (crítico filiado por atuação no ano), em 2004 e 2010. Tem formação científica em medicina psiquiátrica. Vive e trabalha em Salvador, Bahia.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

texto de Bruno Moreschi para (depois de) antes da queda


Em lugar nenhum
por Bruno Moreschi (*)
Em 1981, aos 22 anos, após o término de um namoro, a fotógrafa norte-americana Francesca Woodman jogou-se da janela de seu apartamento. Como legado, deixou mais de 100 fotografias, a maioria até então ignorada pelos galeristas de Nova York.
Uma dessas imagens é certamente um dos mais fantásticos autoretratos já produzidos por um artista. Aos trezes anos, Francesca abusou da longa exposição da câmera e clicou a si mesma. Sentada num banco, vestia um suéter de lã com detalhes em autorelevo e segurava um pedaço de madeira, o responsável por acionar o clique da máquina. O registro foi de seu rosto inteiramente tampado por longos fios de cabelo.
Pouco anos antes de sua morte, Francesca escutou de um crítico de arte algo sobre essa imagem que lhe agradou muito. O de que esse autoretrato que se nega em expor o rosto da fotografada seja uma síntese interessante da posição dúbia que a mulher ocupa no mundo contemporâneo.
Por alguma razão, que assumo não ser capacitado em precisar, a luta por direitos e deveres iguais entre homens e mulheres desvirtuou-se para uma busca perversa entre a igualdade dos gêneros. Como se feminino fosse masculino.
Por medo de serem taxados de misóginos, poucos se atrevem a questionar essa absurda simplificação. O diretor de cinema dinamarquês Lars von Trier mostrou em seu terror Anticristo as forças telúricas que atuam sobre a mulher. E recebeu severas críticas, em grande parte curiosamente vindas da platéia feminina.
(depois de) Antes da queda possui uma coragem semelhante – com o mérito de não ter apelado para o misticismo juvenil de bruxas e lobos falantes utilizados por von Trier em sua película. A diretora e coreógrafa Juliana Moraes preferiu movimentos mais sutis e, certamente, mais complexos. Nos cenários e nos movimentos das criadoras-intérpretes Carolina Callegaro, Isabel Monteiro, Érica Tessarolo, Beatriz Sano e Flávia Scheye, estão as cadeiras, as mãos retorcidas e os fios de cabelo emaranhados tão presentes nas fotografias de Francesca Woodman.
"Trabalhamos uma dramaturgia que se constrói por repetições de imagens que vão se diferenciando de si mesmas a cada nova vez que reaparecem, através de distorções, deslocamentos e condensações. Buscamos a repetição na diferença e isso vai dando forma temporal e espacial ao trabalho. No momento, chamo isso de 'dramaturgia do inconsciente'", diz Juliana.
Ela completa que "no início, aprendemos uma a uma todas as formas do corpo da Francesca. Depois desse começo árduo, quando as poses demoravam pra chegar do cérebro para o corpo, elas acabaram por se tornar nossa segunda natureza e pudemos manipulá-las livremente, juntando duas ou três numa mesma ação e imaginando desdobramentos para além das imagens sugeridas pela artista."
A música composta por Jonas Tatit utiliza os barulhos de talheres, de móveis se arrastando e de portas se abrindo numa alusão ao apartamento quase vazio em que a fotógrafa costumava trabalhar. A fotógrafa Cris Lyra registrou os ensaios numa série de imagens branco e preto, enquanto o iluminador André Boll usa como inspiração pinturas surrealistas e renascentistas para criar a luz colorida do espetáculo, dialogando com os elegantes figurinos de Paulo Babboni. A produção é coordenada por Stella Marini. A artista plástica Marcia de Moraes assistiu a alguns ensaios do espetáculo e produziu um conjunto de desenhos de poucos e leves traços que ilustram esse material de divulgação. Como na peça, a sugestão prevalece.
O título do espetáculo é uma referência assumida dos segundos que antecederam a queda de Adão e Eva, quando essa última mordeu a maçã proibida do paraíso – e, é claro, ao instante antes de Francesca se jogar da janela. O antes de qualquer salto é um confuso instante. Não se está no chão. Nem livre no ar. Uma desordem entre a racionalidade de permanecer na segurança do plano e a instintividade de se deixar levar pela gravidade.
(*) Bruno Moreschi é jornalista especializado em artes plásticas.

Convite (depois de) antes da queda

quarta-feira, 27 de abril de 2011

(depois de) antes da queda - no SESC Pinheiros

Companhia Perdida apresenta: 
(depois de) Antes da Queda
Direção Juliana Moraes
SESC Pinheiros de 10 a 26 de maio de 2011
Terças, quartas e quintas, às 21h

Aos 22 anos a fotógrafa americana Francesca Woodman se suicidou ao final de um relacionamento amoroso. Mesmo com pouca idade, Woodman deixou um legado que só agora vem sendo descoberto. Suas fotografias são marcadas por desejos, frustrações, medos e fantasias. Desde material deixado pela jovem fotógrafa surge o espetáculo (depois de) Antes da Queda, realizado  pela Companhia Perdida, de dança contemporânea, que chega ao SESC Pinheiros com poucas apresentações.

(depois de) Antes da Queda é formada por um elenco exclusivamente feminino. O espetáculo, de 1h10 de duração, conta com a direção da coreógrafa Juliana Moraes.

Para Juliana, "trabalhamos uma dramaturgia que se constrói por repetições de imagens que vão se diferenciando de si mesmas a cada nova vez que reaparecem, através de distorções, deslocamentos e condensações. Buscamos a repetição na diferença e isso vai dando forma temporal e espacial ao trabalho. No momento, chamo isso de 'dramaturgia do inconsciente”. Ela completa que "no início, aprendemos uma a uma todas as formas do corpo da Francesca. Depois desse começo árduo, quando as poses demoravam a se sedimentar no corpo, elas acabaram por se tornar mais naturais e pudemos manipulá-las livremente, juntando duas ou três numa mesma ação e imaginando desdobramentos para além das imagens sugeridas pela artista."

A Companhia Perdida mergulhou em questionamentos sobre o que constitui o universo feminino, como se fosse emprestada a câmera de Francesca para ensaiar e desafiar faces tradicionalmente associadas a essa categoria.

Para o espetáculo a música foi composta por Jonas Tatit e utiliza os barulhos de talheres, de móveis se arrastando e de portas se abrindo numa alusão ao apartamento quase vazio em que a fotógrafa costumava trabalhar. O iluminador André Boll usa como inspiração pinturas surrealistas e renascentistas para criar a luz colorida do espetáculo, dialogando com os elegantes figurinos de Paulo Babboni. A artista plástica Marcia de Moraes produziu um conjunto de desenhos de poucos e leves traços que ilustram o material de divulgação.

Em texto para o espetáculo, o jornalista Bruno Moreschi ressalta que “o título é uma referência assumida dos segundos que antecederam a queda de Adão e Eva, quando essa última mordeu a maçã proibida do paraíso – e, é claro, ao instante antes de Francesca se jogar da janela. O antes de qualquer salto é um confuso instante. Não se está no chão. Nem livre no ar. Uma desordem entre a racionalidade de permanecer na segurança do plano e a instintividade de se deixar levar pela gravidade”, conclui.

A Companhia Perdida
 
Foi criada pela bailarina e coreógrafa Juliana Moraes na intenção de abrir um espaço para incursões de trabalho em grupo. Anteriormente, a artista havia se consolidado na criação de solos e duetos. No momento, integram o grupo as criadoras-interpretes Carolina Callegaro, Isabel Monteiro, Érica Tessarolo, Beatriz Sano e Flávia Scheye. A produção é coordenada por César Ramos.

Um pouco de Francesca Woodman

Francesca Woodman nasceu em 1958 em Denver, Colorado, numa família de artistas. Estudou na Rhode Island School of Design, em Providence, entre 1975 e 1979. Entre 1977 e 1978 passou um ano de intercâmbio em Roma, onde costumava freqüentar a galeria-livraria Maldoror, especializada em Surrealismo e Futurismo. Foi lá, no porão da Maldoror, que Francesca fez sua primeira exposição.

De volta aos EUA, mudou-se para Nova York. Em janeiro de 1981 foi lançado “Some Disordered Interior Geometry”, único livro de seu trabalho publicado em vida. No dia 19 desse mesmo mês ela se jogou da janela de seu loft no East Village. Francesca começou a fotografar aos 13 anos de idade e continuou até sua morte prematura, aos 22. Em suas imagens o corpo, geralmente feminino, coloca-se em processo de apagamento. Como ela mesma disse: “I show you what you do not see – the inner force of the body.” Para Philippe Sollers, que escreveu um dos capítulos de um belo livro sobre a artista, Francesca pode ser comparada a uma feiticeira (sorceress), um anjo provocador e irônico, que “não mostra piedade para o que é deformado, monstruoso ou doente”. Como uma jovem e bela feiticeira, Woodman atravessa o espelho (objeto recorrente em seus trabalhos), brinca de esconde-esconde com a câmera, transforma um homem em coelho, flerta com a morte ao esconder um peixe morto entre as pernas ou usar uma pequena raposa como colar. Ela é inteligente, faceira, má, criança, mulher e velha ao mesmo tempo. Seu corpo nu é de uma nudez insuportavelmente profunda.

SERVIÇO:
(Depois de) Antes da Queda
Espetáculo de dança com Companhia Perdida
De 10 a 26 de maio de 2011
Terças, quartas e quintas, às 21h
Ingresso R$ 7,50; 3,50 e 1,75
60 lugares
SESC Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – 2º and. 30 min. de antecedência
Pinheiros – tel (11) 3095.9400

Assessoria de imprensa: Solange Viana
tel (11) 4777.0234 - solange.viana@uol.com.br
Mais notícias no Blog: http://solangeviana.blogspot.com

Ficha técnica

Concepção, direção e criação: Juliana Moraes
Criação e interpretação: Carolina Callegaro, Isabel Monteiro, Maristela Estrela*, Érica Tessarolo, Beatriz Sano e Flávia Scheye.
Trilha sonora: Jonas Tatit
Figurinos: Paulo Babboni
Projeto de luz: André Boll 
Cenário: Marcia de Moraes, Stella Marini e Juliana Moraes
Técnico de luz e som: Thiago dos Santos
Projeto visual: Marcia de Moraes 
Fotos: Cris Lyra
website: Gustavo Sol
Produção: César Ramos
*agradecemos pelo trabalho no processo de criação
Para saber mais: