segunda-feira, 16 de maio de 2011

texto de Bruno Moreschi para (depois de) antes da queda


Em lugar nenhum
por Bruno Moreschi (*)
Em 1981, aos 22 anos, após o término de um namoro, a fotógrafa norte-americana Francesca Woodman jogou-se da janela de seu apartamento. Como legado, deixou mais de 100 fotografias, a maioria até então ignorada pelos galeristas de Nova York.
Uma dessas imagens é certamente um dos mais fantásticos autoretratos já produzidos por um artista. Aos trezes anos, Francesca abusou da longa exposição da câmera e clicou a si mesma. Sentada num banco, vestia um suéter de lã com detalhes em autorelevo e segurava um pedaço de madeira, o responsável por acionar o clique da máquina. O registro foi de seu rosto inteiramente tampado por longos fios de cabelo.
Pouco anos antes de sua morte, Francesca escutou de um crítico de arte algo sobre essa imagem que lhe agradou muito. O de que esse autoretrato que se nega em expor o rosto da fotografada seja uma síntese interessante da posição dúbia que a mulher ocupa no mundo contemporâneo.
Por alguma razão, que assumo não ser capacitado em precisar, a luta por direitos e deveres iguais entre homens e mulheres desvirtuou-se para uma busca perversa entre a igualdade dos gêneros. Como se feminino fosse masculino.
Por medo de serem taxados de misóginos, poucos se atrevem a questionar essa absurda simplificação. O diretor de cinema dinamarquês Lars von Trier mostrou em seu terror Anticristo as forças telúricas que atuam sobre a mulher. E recebeu severas críticas, em grande parte curiosamente vindas da platéia feminina.
(depois de) Antes da queda possui uma coragem semelhante – com o mérito de não ter apelado para o misticismo juvenil de bruxas e lobos falantes utilizados por von Trier em sua película. A diretora e coreógrafa Juliana Moraes preferiu movimentos mais sutis e, certamente, mais complexos. Nos cenários e nos movimentos das criadoras-intérpretes Carolina Callegaro, Isabel Monteiro, Érica Tessarolo, Beatriz Sano e Flávia Scheye, estão as cadeiras, as mãos retorcidas e os fios de cabelo emaranhados tão presentes nas fotografias de Francesca Woodman.
"Trabalhamos uma dramaturgia que se constrói por repetições de imagens que vão se diferenciando de si mesmas a cada nova vez que reaparecem, através de distorções, deslocamentos e condensações. Buscamos a repetição na diferença e isso vai dando forma temporal e espacial ao trabalho. No momento, chamo isso de 'dramaturgia do inconsciente'", diz Juliana.
Ela completa que "no início, aprendemos uma a uma todas as formas do corpo da Francesca. Depois desse começo árduo, quando as poses demoravam pra chegar do cérebro para o corpo, elas acabaram por se tornar nossa segunda natureza e pudemos manipulá-las livremente, juntando duas ou três numa mesma ação e imaginando desdobramentos para além das imagens sugeridas pela artista."
A música composta por Jonas Tatit utiliza os barulhos de talheres, de móveis se arrastando e de portas se abrindo numa alusão ao apartamento quase vazio em que a fotógrafa costumava trabalhar. A fotógrafa Cris Lyra registrou os ensaios numa série de imagens branco e preto, enquanto o iluminador André Boll usa como inspiração pinturas surrealistas e renascentistas para criar a luz colorida do espetáculo, dialogando com os elegantes figurinos de Paulo Babboni. A produção é coordenada por Stella Marini. A artista plástica Marcia de Moraes assistiu a alguns ensaios do espetáculo e produziu um conjunto de desenhos de poucos e leves traços que ilustram esse material de divulgação. Como na peça, a sugestão prevalece.
O título do espetáculo é uma referência assumida dos segundos que antecederam a queda de Adão e Eva, quando essa última mordeu a maçã proibida do paraíso – e, é claro, ao instante antes de Francesca se jogar da janela. O antes de qualquer salto é um confuso instante. Não se está no chão. Nem livre no ar. Uma desordem entre a racionalidade de permanecer na segurança do plano e a instintividade de se deixar levar pela gravidade.
(*) Bruno Moreschi é jornalista especializado em artes plásticas.

Convite (depois de) antes da queda

quarta-feira, 27 de abril de 2011

(depois de) antes da queda - no SESC Pinheiros

Companhia Perdida apresenta: 
(depois de) Antes da Queda
Direção Juliana Moraes
SESC Pinheiros de 10 a 26 de maio de 2011
Terças, quartas e quintas, às 21h

Aos 22 anos a fotógrafa americana Francesca Woodman se suicidou ao final de um relacionamento amoroso. Mesmo com pouca idade, Woodman deixou um legado que só agora vem sendo descoberto. Suas fotografias são marcadas por desejos, frustrações, medos e fantasias. Desde material deixado pela jovem fotógrafa surge o espetáculo (depois de) Antes da Queda, realizado  pela Companhia Perdida, de dança contemporânea, que chega ao SESC Pinheiros com poucas apresentações.

(depois de) Antes da Queda é formada por um elenco exclusivamente feminino. O espetáculo, de 1h10 de duração, conta com a direção da coreógrafa Juliana Moraes.

Para Juliana, "trabalhamos uma dramaturgia que se constrói por repetições de imagens que vão se diferenciando de si mesmas a cada nova vez que reaparecem, através de distorções, deslocamentos e condensações. Buscamos a repetição na diferença e isso vai dando forma temporal e espacial ao trabalho. No momento, chamo isso de 'dramaturgia do inconsciente”. Ela completa que "no início, aprendemos uma a uma todas as formas do corpo da Francesca. Depois desse começo árduo, quando as poses demoravam a se sedimentar no corpo, elas acabaram por se tornar mais naturais e pudemos manipulá-las livremente, juntando duas ou três numa mesma ação e imaginando desdobramentos para além das imagens sugeridas pela artista."

A Companhia Perdida mergulhou em questionamentos sobre o que constitui o universo feminino, como se fosse emprestada a câmera de Francesca para ensaiar e desafiar faces tradicionalmente associadas a essa categoria.

Para o espetáculo a música foi composta por Jonas Tatit e utiliza os barulhos de talheres, de móveis se arrastando e de portas se abrindo numa alusão ao apartamento quase vazio em que a fotógrafa costumava trabalhar. O iluminador André Boll usa como inspiração pinturas surrealistas e renascentistas para criar a luz colorida do espetáculo, dialogando com os elegantes figurinos de Paulo Babboni. A artista plástica Marcia de Moraes produziu um conjunto de desenhos de poucos e leves traços que ilustram o material de divulgação.

Em texto para o espetáculo, o jornalista Bruno Moreschi ressalta que “o título é uma referência assumida dos segundos que antecederam a queda de Adão e Eva, quando essa última mordeu a maçã proibida do paraíso – e, é claro, ao instante antes de Francesca se jogar da janela. O antes de qualquer salto é um confuso instante. Não se está no chão. Nem livre no ar. Uma desordem entre a racionalidade de permanecer na segurança do plano e a instintividade de se deixar levar pela gravidade”, conclui.

A Companhia Perdida
 
Foi criada pela bailarina e coreógrafa Juliana Moraes na intenção de abrir um espaço para incursões de trabalho em grupo. Anteriormente, a artista havia se consolidado na criação de solos e duetos. No momento, integram o grupo as criadoras-interpretes Carolina Callegaro, Isabel Monteiro, Érica Tessarolo, Beatriz Sano e Flávia Scheye. A produção é coordenada por César Ramos.

Um pouco de Francesca Woodman

Francesca Woodman nasceu em 1958 em Denver, Colorado, numa família de artistas. Estudou na Rhode Island School of Design, em Providence, entre 1975 e 1979. Entre 1977 e 1978 passou um ano de intercâmbio em Roma, onde costumava freqüentar a galeria-livraria Maldoror, especializada em Surrealismo e Futurismo. Foi lá, no porão da Maldoror, que Francesca fez sua primeira exposição.

De volta aos EUA, mudou-se para Nova York. Em janeiro de 1981 foi lançado “Some Disordered Interior Geometry”, único livro de seu trabalho publicado em vida. No dia 19 desse mesmo mês ela se jogou da janela de seu loft no East Village. Francesca começou a fotografar aos 13 anos de idade e continuou até sua morte prematura, aos 22. Em suas imagens o corpo, geralmente feminino, coloca-se em processo de apagamento. Como ela mesma disse: “I show you what you do not see – the inner force of the body.” Para Philippe Sollers, que escreveu um dos capítulos de um belo livro sobre a artista, Francesca pode ser comparada a uma feiticeira (sorceress), um anjo provocador e irônico, que “não mostra piedade para o que é deformado, monstruoso ou doente”. Como uma jovem e bela feiticeira, Woodman atravessa o espelho (objeto recorrente em seus trabalhos), brinca de esconde-esconde com a câmera, transforma um homem em coelho, flerta com a morte ao esconder um peixe morto entre as pernas ou usar uma pequena raposa como colar. Ela é inteligente, faceira, má, criança, mulher e velha ao mesmo tempo. Seu corpo nu é de uma nudez insuportavelmente profunda.

SERVIÇO:
(Depois de) Antes da Queda
Espetáculo de dança com Companhia Perdida
De 10 a 26 de maio de 2011
Terças, quartas e quintas, às 21h
Ingresso R$ 7,50; 3,50 e 1,75
60 lugares
SESC Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – 2º and. 30 min. de antecedência
Pinheiros – tel (11) 3095.9400

Assessoria de imprensa: Solange Viana
tel (11) 4777.0234 - solange.viana@uol.com.br
Mais notícias no Blog: http://solangeviana.blogspot.com

Ficha técnica

Concepção, direção e criação: Juliana Moraes
Criação e interpretação: Carolina Callegaro, Isabel Monteiro, Maristela Estrela*, Érica Tessarolo, Beatriz Sano e Flávia Scheye.
Trilha sonora: Jonas Tatit
Figurinos: Paulo Babboni
Projeto de luz: André Boll 
Cenário: Marcia de Moraes, Stella Marini e Juliana Moraes
Técnico de luz e som: Thiago dos Santos
Projeto visual: Marcia de Moraes 
Fotos: Cris Lyra
website: Gustavo Sol
Produção: César Ramos
*agradecemos pelo trabalho no processo de criação
Para saber mais:

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Veja matéria Jóias Contemporâneas

Matéria realizada por Mona Dorf para Ig. Jóias Contemporânea que acontece até 3 de junho de 2011 na A CASA museu do objeto brasileiro.
Produção Ana Paula Ziglio.
Assista o vídeo e vá visitar a exposição.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Jóia Contemporânea Brasileira no museu

A CASA museu do objeto brasileiro apresenta:
Exposição Jóia Contemporânea Brasileira
Curadoria: Miriam Mirna Korolkovas
Abertura: 6 de abril, quarta-feira, 19h30
Visitação: de 7 de abril a 3de junho de 2011

A jóia possui como suporte o corpo humano. E é isso que a partir de 6 de abril A CASA museu do objeto brasileiro pretende mostrar com as obras realizadas por 12 artistas que farão parte da exposição Jóia Contemporânea Brasileira que permanece até 3 de junho, com curadoria da artista, Miriam Mirna Korolkovas.

A CASA museu do objeto brasileiro acolhe a joalheria, como expressão artística de nosso povo, seja ele graduado nas academias ou não, abarcando todos que trabalham com a tridimensionalidade numa escala confortável que se adéqua ao corpo humano, incluindo as cooperativas de artesãos e os índios. Agregará também outras atividades artísticas: música, dança, artes visuais e áudio visual.

Cada etnia que habitou e que habita este planeta já produziu uma jóia. Os artistas desta mostra não possuem preconceito quanto ao uso de materiais que não seja o ouro ou a prata. Usam todos eles, inclusive os descartáveis como, por exemplo, a Mana Bernardes que usa em sua produção garrafas PET. O ouro assim como o ferro, a madeira, a fibra de buriti, são produtos da terra e interdependentes num sistema equilibrado. Diante da diversidade de materiais a jóia como expressão artística não se prende ao que é entendido como luxo pelos consumidores vorazes. A jóia produzida pelo artista não se prende à matéria que se entende como sendo nobre por alguns.

É um pouco disso que o visitante irá encontrar nesta mostra. Para Miriam Mirna: “A CASA Museu do Objeto Brasileiro está nos proporcionando gritar e mostrar o que existe aqui nesse País de tão belo e rico. É mesmo cansativo nadar contra a maré. Estamos participando de um momento histórico, de coragem em apresentar para todos o nosso trabalho que se manteve escondido”, completa.

A intenção da exposição jóia contemporânea brasileira é mostrar a jóia de hoje, que é confeccionada e construída com desenho pensado, inventado. É projetada, contem idéias. As jóias contemporâneas não se apegam ao material mais caro, como o ouro. Todos os materiais são preciosos, são da terra.

A jóia contemporânea carrega a pesquisa de formas, de material, de intenção. Ela não acontece por acaso, ela tem projeto e é isso que o visitante encontrará no museu A CASA.

Fotos ilustração release: 1.  Bettina Terepins – 2. Mirla Fernandes - 3. anéis

SERVIÇO:
JÓIA CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA
Abertura: 6 de abril, quarta-feira, 19h30
Visitação: de 7 de abril a 3 de junho de 2011
12 artistas artesãos com 36 peças no total
Local: A CASA museu do objeto brasileiro
Rua Cunha Gago, 814 – tel 3814.9711
acasa@acasa.org.brhttp://www.acasa.org.br/
De seg a sexta das 10h às 19h
Entrada Franca

Assessoria de imprensa: Solange Viana
Tel 11 4777.0234 – solange.viana@uol.com.br
Mais informações: http://solangeviana.blogspot.com/

Ficha Técnica
Direção geral: Renata Mellão
Curadoria, cenografia e coreografia: Miriam Mirna Korolkovas
Coordenação: Cláudia Vendramini e Jaine Silva
Produção: Jaine Silva
Assistência de produção e divulgação: Daniel Casquel de Tomasi
Assistência de curadoria: Roberta Nese
Artistas: Aglaize Damasceno, Alice Ursini, André Lasmar, Audrey Girotto, Bettina Terepins, Carolina Pedroso, Cooperativa Lã Pura, Gabriela de Rolt, Henna Lee, Krahôs, Mana Bernades e Mirla Fernandes

Ensaio musical: Julia Pedron Peres (Flauta transversal) | Micaela Marcondes (Violino)
Ensaio corporal: Larissa Korolkovas Buitron
Música : Choro do Rio de Caito Marcondes, Chovendo na Roseira de Tom Jobim com arranjo de Daniel Amorim e Sons de Carrilhões de João Teixeira Guimarães com arranjo de Daniel Amorin
Figurino : Flavia Aranha
Projeto gráfico : Ana Paula Prado
Fotografia : Tomas Kolisch Jr.
Áudio visual : Carlos Iglesias e Lina Lopes
Secretaria : Cleide Lopes
Manutenção e montagem: Alex Belarmino e José Mendes de Araújo
Apoio: Flávia Aranha
Realização : A CASA museu do objeto brasileiro

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Eólices em vídeo

Assista ao vídeo do experimento ambiental que acontece no Parque Ibirapuera, EÓLICES, por Renata Mellão.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Louça Morena é destaque em várias mídias

Leia alguns destaques:

Um vídeo no  UOL

Agenda Cesar Giobbi

No Agenda 29horas - SP - veja aqui.

No  Tudo Oeste.

Na Babel das Artes.

Louça Morena do Povoado de Poxica

É destaque no Portal Terra. Clique aqui para ler a matéria.

Louça Morena do Povoado de Poxica - Cerâmica

De 17/12 a 18/03 - Seg, Ter, Qua, Qui e Sex
Horário: das 10h às 19h

A Casa - Museu do Objeto Brasileiro
Rua Cunha Gago - 807 - Pinheiros  - Fone: 3814 9711

A exposição, que integra o Projeto Sala do Artista Popular, apresenta objetos de louça que fazem parte da história de Poxica, localizada no município de Itabaianinha, em Sergipe.

No DCI

Mais uma: Revista 7 dias com você

Outras Perspectivas no Estadão, por Valéria França

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A CASA é destaque no Blog da Mona Dorf

A exposição de obras de Louça morena do povoado de Poxica, uma das mais importantes regiões brasileiras de tradição popular na produção e comercialização de louças de barro, localizada no município de Itabaianinha, em Sergipe, que fica até 18 de março na A CASA museu do objeto brasileiro, é destaque no Blog da Mona Dorf, no Ig.

É só clicar aqui para ler a matéria.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Veja quem foi ao vernissage

Exposição "outras perspectivas"
Em dia ensolarado, ao som do badalado DJ Felipe Venâncio, a TexPrima brindou seus convidados com um brunch delicioso e muito prosseco!
Veja quem passsou por lá.
Fotos Juan Guerra

Os artistas e suas obras especialmente realizadas para o espaço da fábrica

Fernando Limberger

Rosângela Dorazio

Laura Gorski


detalhe obra de Estela Sokol

A exposição segue até 27 de fevereiro no Espaço TexPrima - Rua Carandai, 597 - Casa Verde - de seg a sexta das 10h às 18h - domingos das 10h às 16h - Entrada Franca


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Eólices - experimento de Renata Mellão

Acontece no Parque Ibirapuera, próximo ao Portão 07, até meados de março/2011.
Visite. Eólices - experimento ambiental criado por Renata Mellão

Marta Machado em entrevista ao Zoom

"Tudo o que vc gostaria de saber sobre comercialização..." e-book realizado pela produtora Marta Machado é destaque no Programa Zoom da TV Cultura. É só clicar aqui para assistir a matéria.

Convite Tex Prima

Exposição "Outras Perspectivas" em festa

TexPrima, empresa que atua na área têxtil há mais de 20 anos, hoje considerada uma das melhores opções no ramo de tecidos, agregando trabalho de criação e pesquisa de tendências no segmento da moda, realiza festa/vernissage da exposição OUTRAS PERSPECTIVAS.

Será no domingo, 30/01, das 11h às 15h, um brunch com o DJ Felipe Venâncio. Venha participar.
Confirmações com Solange Viana - solange.viana@uol.com.br ou pelo tel (11) 4777.0234.

Outras Perspectivas é uma exposição coletiva com os artistas: Estela Sokol, Fernando Limberger, Julia Kater, Laura Gorski e Rosângela Dorazio. A curadoria é de Teresa Berlinck.

Vale conferir! É grátis. Até 27 de fevereiro de 2011. Rua Carandaí, 597. Casa Verde.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Saiu no ClubeOnline

Muito legal a exposição "outras perspectivas" ter saído no CLUBE ONLINE, dirigido pela competente Laís Prado, é um dos sites mais visitados e comentados no meio da comunicação & marketing.
Vale conferir é só clicar aqui!

Leia tb no Diário do Grande ABC

"Outras Perspectivas" saiu no DIÁRIO DO GRANDE ABC, principal jornal que circula no ABC Paulista. Saiu em 09/01/11, domingo, dia de maior circulação do jornal.
Leia aqui!

"Outras Perspectivas" é destaque no Arte Ref

Exposição Coletiva com os artistas: Estela Sokol, Fernando Limberger, Julia Kater, Laura Gorski e Rosângela Dorazio com curadoria de Teresa Berlinck. aqui!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Convite

Outras Perspectivas: exposição coletiva

TexPrima apresenta:

Outras Perspectivas, exposição coletiva com os artistas: Estela Sokol, Fernando Limberger, Julia Kater, Laura Gorski e Rosângela Dorazio, curadoria de Teresa Berlinck


Abertura: 11 de janeiro das 10h às 16h
Visitação: de 12 de janeiro a 27 de fevereiro de 2011

A exposição Outras Perspectivas surgiu do desejo de articular sentidos e destacar algumas relações entre arte contemporânea e tendências da moda. Os artistas Estela Sokol, Fernando Limberger, Julia Kater, Laura Gorski e Rosângela Dorazio foram convidados a elaborar trabalhos para representar um conjunto de aspirações atuais. As obras apresentadas destacam diferentes aspectos do discurso contemporâneo: espaços da cor, implantação de jardins, fotografia em colagem digital, redesenho da paisagem, relatos do cotidiano, fragmentos da memória. Essa iniciativa é da TexPrima, que pretende realizar ao menos duas exposições ao ano, fomentando assim, um espaço expositivo fora do circuito comercial.
Planejar um ambiente com obras de arte implantadas ao ar livre e organizadas num percurso de diferentes percepções, inevitavelmente evoca a idéia da construção do jardim. Paisagem fabricada pela vontade humana, o jardim sugere a oposição entre cultura e natureza selvagem. Símbolo do paraíso terrestre e do paraíso celeste, o jardim também é sonho e representação do mundo.

O arquiteto Nahum H. Levin iniciou a ocupação do terreno sede da mostra pelo traçado de um circuito. Definido por uma passarela que atravessa tubos de concreto, esse desenho sugere a noção de fluidez e propõe pontos de vista, perspectivas e pontos de fuga ao observador.
A interferência dos artistas converteu os tubos, previamente destinados a abrigar as obras, em ferramenta de transformação do espaço, potencializando sentidos e revelando significados singulares para o redesenho desse quintal urbano.

Como resultado desse processo, formas distintas de perceber e de estar no mundo se revelaram nos trabalhos e na ocupação do ambiente. Ao longo do canteiro de proposições e questionamentos, algo se anuncia sempre mais adiante. E essa experiência não é só fruto do trabalho dos artistas, do arquiteto ou do público visitante, mas de todos e de cada um, configurando uma atualidade na busca de outras perspectivas.

O QUE CADA ARTISTA IRÁ APRESENTAR

O trabalho de Estela Sokol reproduz a experiência de percepção da cor. Sua prática lembra e ensina que vemos as cores por meio do reflexo da luz. A artista combina materiais sólidos pintados e a reverberação de sua cor luz nas superfícies, para construir objetos e instalações. Tons luminosos, aplicados em áreas ocultas aos olhos do observador, são emitidos no ambiente para completar a conformação do espaço ocupado pelas peças. Ao eleger tonalidades quentes como vermelhos, laranjas e amarelos, Estela promove a reflexão das cores em efeito luminoso que chama de fervilhamento. Em Aurora, Sokol converte a maneira de usar os dutos de concreto que compõem a exposição. A artista tomba, empilha e pinta de branco os módulos que formam o tubo, transformando o túnel de passagem em cilindro que se projeta verticalmente. A cor luz, característica do trabalho da artista, é revelada ao observador refletida na parede interna da forma circular. E esse alaranjado que fervilha na superfície da peça atenua o sentido monolítico da estrutura, diluindo seu contorno, subtraindo seu peso. Ao pulsar, clara, a escultura cintila como a luz da alvorada que anuncia o dia: dissolve formas e dá lugar à experiência.
Em seu processo artístico, Fernando Limberger amplia o sentido e a percepção do ambiente articulando formas geométricas, jogos cromáticos e a incorporação do espaço tridimensional como ferramenta de trabalho. Essa prática aproxima suas intervenções das bases da arte abstrata internacional e das experiências de Hélio Oiticica, atualizando procedimentos e meios dessa tradição artística. Círculo do amor é um jardim composto de areia tingida de cor-de-rosa e cactos redondos, conhecidos como cacto-bola. O círculo de areia implantado no terreno de cascalho, entremeado de cactos verdes, evoca a simplicidade precisa e calculada do jardim japonês tradicional. Entretanto, a explosão de contrastes sugerida pelo trabalho converte o que poderia ser uma experiência contemplativa e interiorizada em piscadela de ironia pop, um respiro para além das disciplinas do silêncio. Na alegria do verde e rosa, esse jardim, que como todo jardim é também um símbolo do paraíso terrestre, rasga a fantasia e cai no samba. E o círculo rosado de Limberger abraça e acolhe pequenas famílias de pompons verdes, celebrando a união e a alegria do amor. Só que as graciosas bolotas são também espinhudas. Como no amor, o contato pode machucar.
No trabalho de Julia Kater o céu representa o tempo, a não permanência, a possibilidade de mudança. Inicialmente, a artista fotografa lugares e paisagens que fazem parte de seu passado e de suas lembranças. As fotografias, ampliadas em papel, são então submetidas a cortes de tesoura e estilete. Dessas incisões surgem manchas azuis, trechos do céu/tempo invadindo a realidade documentada. Em forma de gotas, o azul se transforma em líquido e tenciona a imagem até transbordar. Transbordar e vazar, invadindo a cena para revelar uma outra realidade, antes oculta pela camada aparente. Mas a imagem que resulta da sobreposição desse estrato oculto ─ agora sobre a superfície da foto ─ não se completa. O céu escorrido anula o sentido documental do registro e, ao dissipar essa realidade, introduz um prenúncio de transformação. O azul derramado manifesta sua força, anunciando sentimentos que reverberam por trás das emoções.
A fotografia é o ponto de partida da prática de Laura Gorski. Nas imagens captadas por sua câmera, a artista procura espaços vazios e neles as formas geradas pela ausência de matéria. Esses vazios são então preenchidos com tinta preta e o desenho da paisagem é formado pelo fundo, o branco não pintado do suporte. Deslocadas de seu contexto original e aplicadas em muros e paredes, as paisagens resultantes desse processo reinventam o local em que são instaladas. Para a artista, desenhar na parede é devolver as imagens ao mundo em uma nova relação contextual, trabalhando com variações de escala e inversões de ponto de vista, e sugerindo conexões possíveis entre elementos reais e inventados. Palmeira azul integra a experiência atual da artista de construir imagens pela sobreposição de camadas. Nesse trabalho, silhuetas de palmas foram estampadas em tecido translúcido por meio de impressão digital. A imagem surge então em várias tonalidades de preto, resultado das velaturas originadas pela soma das camadas de tecido. E a leve folhagem gráfica balança oriental, movida pela brisa que sopra para lembrar o haikai do poeta curitibano.

O trabalho de Rosângela Dorazio parte da rememoração. A artista seleciona lembranças do dia a dia e submete-as a processos de fragmentação e desgaste, em meios como gravura, fotografia, vídeo e instalação. Ao alterar seu repertório de mitos íntimos e familiares por meio dessas intervenções, Dorazio configura uma realidade na qual falso e verdadeiro são alternativas paralelas. Se o mundo é real, a realidade não é aquela que cada um constrói para si? Na obra Eu vejo e me lembro: não vi nem tava lá o projeto arquitetônico da mostra é alterado pela artista, que interrompe o percurso do visitante. Duas caixas dispostas no interior de um tubo impedem a passagem e obrigam a uma pausa, quase um contratempo. Dentro das caixas, um presente: cartazes de lambe-lambe em xilogravuras sobre papel rosa. Gravados na nova realidade criada pela artista, esses fragmentos de lembranças convidam o observador a partilhar do exercício de rememoração. Mas ao levantar os olhos dessa pausa, vemos as mesmas imagens que temos nas mãos cobrindo o muro do espaço expositivo. Em obsessiva repetição, elas perdem o sentido de intimidade que guardavam no interior das caixas. E o que antes parecia reservado e particular, torna-se público e universal.

TexPrima: atua na área têxtil há mais de 20 anos, é hoje considerada uma das melhores opções no ramo de tecidos, agregando um grande trabalho de criação e pesquisa de tendências no segmento da moda.

release elaborado a partir de texto de Teresa Berlinck / Curadora.

SERVIÇO:
Exposição: Outras Perspectivas com os artistas Estela Sokol, Fernando Limberger, Julia Kater, Laura Gorski e Rosângela Dorazio
Data: de 11 de janeiro a 27 de fevereiro de 2011
Endereço: Rua Candarai, 589 – Casa Verde
Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h, exceto aos sábados.
Curadoria: Teresa Berlinck
Realização e Produção: Calina Projetos Culturais e Sociais
Arquitetura e Montagem: NA1 Arquitetura
Projeto: TexPrima
Assessoria de imprensa: Solange Viana
tel (11) 4777.0234 - solange.viana@uol.com.br ou solangeviana80@gmail.com
Mais notícias no Blog: http://solangeviana.blogspot.com/

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Agradecimentos

Caros parceiros, amigos e clientes,

2010 foi um ano de muitas lutas e conquistas!

Vamos continuar trabalhando para que nossos desejos sejam alcançados. A Solange Viana Notícias SC Ltda agradece as parcerias realizadas e deseja à todos um Natal com muita paz, carinho e amor e que 2011 seja repleto de excelentes notícias, com muita arte!

Forte abraço, Solange Viana
dez/2011

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A CASA museu do objeto brasileiro na Monica Bergamo

Leia hoje na coluna MONICA BERGAMO - da Folhade São Paulo:

CURTO-CIRCUITO

- O museu A Casa, de Pinheiros, dedicado ao design, fará até março exposição e venda de louça morena do povoado de Poxica (Sergipe).

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Leia na Revista Fashion

Louça de Barro de Poxica, que acontece na A CASA museu do objeto brasileiro, é destaque na Revista Fashion, é só clicar aqui para ler/ver a matéria.
Abre quinta-feira, 16/12, a partir das 19h30.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ibirapuera recebe experimento ambiental

Eólices Experimento Ambiental
Intervenção de Renata Mellão no Parque Ibirapuera
Início: 05 de dezembro de 2010 até de 2011

Renata Mellão realiza a partir de 05 de dezembro, uma intervenção no Parque do Ibirapuera. Trata-se de um experimento ambiental, onde um seguimento de 500 varas de bambu formam uma eólice instalada no Parque da Paz (portão 07).

“Este experimento eu já venho trabalhando desde 2005, em outros lugares, agora ele chega ao espaço público mais amplo, onde maior número de pessoas terá acesso à experimentação. É uma alegria ver as eólices neste contexto”, conta entusiasmada Renata Mellão.

Para o Diretor do Parque Ibirapuera, Heraldo Guiaro, esse tipo de intervenção é fundamental para estimular a população a ver outras coisas que acontecem no parque. “Esse tipo de ação faz com que as pessoas tenham outra percepção do Parque”, conta Heraldo.

A ação acontece até meados de janeiro, no Parque do Ibirapuera. O projeto teve apoio da administração da Secretaria Municipal do Verde e Meio.

SERVIÇO:
Eólices Experimento Ambiental
A partir de 05 de dezembro de 2010 (exposição por tempo indeterminado)
No Parque Ibirapuera - próximo a Praça da Paz. (portão 07)

Assessoria de imprensa: Solange Viana
tel (11) 4777.0234 - solange.viana@uol.com.br
Mais notícias no Blog: http://solangeviana.blogspot.com/

Projetos de Arte Ambiental realizados por Renata Mellão

PROJETO VER A ÁRVORE - 2010
PROJETO EOLICES - 2005
PROJETO CALÇAMENTO BRIGADEIRO - 1990
PROJETO INSTALAÇÃO VAGA-LUME - 1989
PROJETO CONSTELAÇÃO - 1987
PROJETO CORREDOR ARCO-ÍRIS - 1986
PROJETO TULIPAS FORTALEZA - 1986
PROJETO TULIPAS MARGINAL PINHEIROS - 1986
PROJETO CRUZAMENTOS - 1985
PROJETO TEIAS COLORIDAS - 1985

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Paulo Bordhin abre seu ateliê com exclusividade
na Vila Madalena
de 12 a 19 de dezembro das 10h às 20h

Mais de duzentos acessórios exclusivos, esculturas, luminárias e sapatos customizados (em parceria com a marca Lasso) estarão à venda no Ateliê de Paulo Bordhin. É uma ótima oportunidade de conhecer o trabalho deste artista que vem fazendo grande sucesso com seus objetos trabalhados com alumínio e tratados em diversas cores e pedras brasileiras e cristais austríacos.

Bordhin realiza seus acessórios como se fossem verdadeiras obras de arte. Acaba de fazer o cenário para o Prêmio Trip Transformadores (foto acima), e não pára por ai. Seus acessórios fazem tremendo sucesso e estarão a disposição de descolados a partir do próximo domingo, 12, até dia 19 de dezembro com preços especiais de final de ano.

São colares, anéis, pulseiras, braceletes, enfim, uma variedade de deixar qualquer um encantado com suas obras. Vale conferir!

SERVIÇO:
Atelier aberto do artista Paulo Bordhin
De 12 a 19 de dezembro, das 10 às 20hs
Rua Oscar Caravelas, 180 (altura do nº 1800 da Rua Heitor Penteado)
tel (11) 2615 2707 - Aceita cartão Cielo
http://www.paulobordhin.com.br/

Assessoria de imprensa: Solange Viana
tel(11) 4777.0234 – solange.viana@uol.com.br

Paulo Bordhin é um artista múltiplo , escultor, designer de jóias, instrumentista e compositor. É também ator de teatro, cinema e TV. Em São Paulo, participou de vinte montagens teatrais, 150 filmes publicitários, quatro telenovelas e dois longas-metragens. A sua próxima exposição no início de 2011 será a reedição de ENTREATO, que excursionará por 50 unidades do SESI, durante cinco anos. Esta mostra reúne esculturas em arame de alumínio, além de adereços, cabeças, anéis e colares, com inspiração no universo mítico-teatral e que foram feitas em camarins de teatro, entre atos de peças das quais participou. Com mais de dez exposições em cidades brasileiras e em Nova York, sua última individual “Entreatomos” aconteceu no TU Mercado de Arte em novembro de 2009. Tem obras em exposição permanente na Zona D da Sala São Paulo –OSESP e em seu próprio atelier na Vila Madalena. Em Outubro de 2010, construiu a escultura “Paineira”, com cinco metros de altura, cenário para o Prêmio Trip Transformadores.

Paulo Bordhin é gaucho, nascido em São Luiz Gonzaga (RS) e formou-se em Jornalismo e Artes Cênicas.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A CASA apresenta nova exposição

A Casa museu do objeto brasileiro recebe da Promoart + Cultura a tradição popular da louça de barro de Poxica

A partir do dia 16 de dezembro, quinta-feira, até 18 de março de 2011, A CASA museu do objeto brasileiro, receberá a exposição e venda de obras de Louça morena do povoado de Poxica, uma das mais importantes regiões brasileiras de tradição popular na produção e comercialização de louças de barro, localizada no município de Itabaianinha, em Sergipe.

A exposição faz parte do projeto Sala do Artista Popular, que é uma realização do Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart)/Programa Mais Cultura, do Ministério da Cultura, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) e Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec), que contam com a parceria regional de A CASA museu do objeto brasileiro, além da parceria institucional e apoio financeiro do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Itabaianinha

Itabaianinha está localizada na região centro-sul do Estado de Sergipe, a 118 km da capital Aracaju, com aproximadamente 38.000 habitantes divididos entre os cerca de cem povoados da região. É referida sempre como a “Princesa das Montanhas”, como a teria batizado o poeta sergipano João Pereira Barreto, por sua localização entre cadeias de montes.

Se a produção cerâmica destinada à construção civil logo se anuncia na paisagem, ao olhar imediato do visitante escapa haver ali uma outra atividade que transforma o barro, dispersa nas oficinas de seus produtores, em geral instaladas no ambiente doméstico. A “louça morena”, como a chamou Cecília Meireles, pode ser encontrada na área urbana ou em diferentes povoados. Fazer peças de barro em Itabaianinha aparece como uma atividade caracteristicamente masculina quando ocorre o uso do torno, mas a produção manual de louça para uso doméstico é de domínio feminino. E é no povoado Poxica, a sete quilômetros de Itabaianinha, que a produção manual da louça de barro está concentrada e adquire expressão.

“É coisa passada de geração”

As louceiras de Poxica modelam mais frequentemente vasilhas arredondadas – passarinhos, caqueiros, pratos e alguidares. Mais recentemente produzem travessas, além de grande variedade de peças introduzidas – lembradas, aprendidas ou inventadas – por dona Valdeci, conhecida por Nem, sejam panelas, xícaras, bules, sopeiras, flores, moringas e tantas mais.

Começaram a aprender crianças ainda, quando, olhando as mães, se distraíam fabricando boizinhos e miniaturas para as brincadeiras. O aprendizado da louça se iniciava com os “passarinhos”, vasilhas pequenas assim chamadas porque nelas se usava deixar água para essas aves coloridas virem beber e se refrescar. À medida que pegavam jeito cresciam as peças, abrindo-as a partir de seu interior e fazendo girar o barro entre as palmas das mãos, como em uma espécie de torno imaginário.

As mulheres do povoado perguntam apreensivas quem irá continuar fazendo a louça quando as que aí estão também deixarem, mas, de pouco em pouco, moças e meninas têm chegado, revelando que dar forma à massa espessa é memória compartilhada e que no fazer do barro pode estar guardado um percurso também para si.

Fonte: ZACCHI, Marina Sallovitz. Catálogo da exposição Louça Morena puxada à mão: o fazer do barro no povoado de Poxica. Novembro de 2010.

SERVIÇO:
Exposição Louça morena do povoado de Poxica
Abertura: 16 de dezembro, quinta-feira, às 19h30
De 17 de dezembro de 2010 a 18 de março de 2011
Dia e horário de funcionamento: de segunda a sexta das 10h às 19h
A CASA museu do objeto brasileiro
R. Cunha Gago, 807, Pinheiros I 05421 001 São Paulo – SP
+ 55 11 3814 9711 – acasa@acasa.org.br – www.acasa.org.br – twitter.com/museuacasa
Realização
Promoart + Cultura (Ministério da Cultura, Iphan, Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular e Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro)
Parceria regional
A CASA museu do objeto brasileiro
Parceria institucional e apoio financeiro
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
Assessoria de imprensa: Solange Viana
tel 11 4777.0234 – solange.viana@uol.com.br e solangeviana80@gmail.com
Mais infos: http://solangeviana.blogspot.com/

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Ouça na Rádio Eldorado

O 2º Prêmio do Objeto Brasileiro, realizado pelo museu A CASA, é destaque na coluna de designer por Baba Vacaro na Rádio Eldorado FM. Ouça clicando aqui.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Christian Ullmann para o iG

O designer Christian Ullmann comentou em sua coluna do iG sobre o 2º Prêmio do Objeto Brasileiro.

Sob o título: Artesanato: democracia e diversidade - Cada vez mais valorizado, o trabalho artesanal ganha destaque no Prêmio do Objeto Brasileiro

Vale checar. É só clicar aqui.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Os premiados do 2º Prêmio do Objeto Brasileiro

A CASA museu do objeto brasileiro, em cerimonia realizada em 20 de outubro, premiou os seguintes concorrentes:

2° PRÊMIO OBJETO BRASILEIRO - LISTA DE PREMIADOS



CATEGORIA OBJETO DE PRODUÇÃO AUTORAL


1º PRÊMIO
Mesa Reverso (Claudia Moreira Salles)

2º PRÊMIO
Coleção Retrós (Nao Yuasa)

CATEGORIA OBJETO DE PRODUÇÃO COLETIVA

1º PRÊMIO

Fronteiras – Livro em Tipografia e Xilogravura
Xilo Ceasa

2º PRÊMIO

Linha de Almofadas de Crochê com Fibra de Banana
Samira Silva Costa, Maria Depin, Ivone Mathias, Zenita Scharuth Ersching, Mara Christina Klain e Orbitato - Instituto de estudos em arquitetura, moda e design



CATEGORIA AÇÃO SÓCIO-AMBIENTAL

1º PRÊMIO

Projeto ASAS – Artesanato Solidário no Aglomerado da Serra
Universidade FUMEC - Faculdade de Engenharia e Arquitetura e ASAS AGLOMERADAS

2º PRÊMIO

Projeto Experiência Design – Cabanos
Carlos Augusto Souza Alcantarino, Flavia Pagotti, Joana Pessoa, Oio Design, Sincrodesign e SuperLimão Studio

CATEGORIA NOVOS PROJETOS

Revestimento do Projeto Cadeira que Troca de Roupa
Adrienne Rabelo

Projeto SIPROAR – Sistema de Proteção ao Artesanato
Andréia Sales

MENÇÃO HONROSA

Rede Asta
Associação Instituto Realice

A mostra dos finalistas continua até 10 de dezembro no museu localizado a rua cunha gago, 809 - tel 3814.9711 - acasa@acasa.org.br - www.acasa.org.br - de seg a sex das 10h às 19h - entrada franca

assessoria de imprensa: solange viana
solange.viana@uol.com.br
solangeviana80@gmail.com

A Pipa também é destaque

Leia no Arte Ref matéria sobre a exposição: Desejo de debate: Pintura? que acontece até 10 de dezembro no Ateliê A Pipa. É só clicar aqui.

2º Prêmio do Objeto Brasileiro é destaque no Artref

Leia matéria publicada no Art Ref (arte referência) clicando aqui!
Boa Leitura.