quarta-feira, 4 de abril de 2012

E já não está de Rosângela Dorazio

Leia texto de apresentação do crítico e curador Agnaldo Farias para a exposição de fotogravura de Rosângela Dorazio.


fotografar, desenhar, gravar: dilacerar

a pretensão da fotografia, já se sabe, é a suspensão do tempo ou, o que dá no mesmo, a condenação à morte de uma paisagem, do rosto de uma pessoa, de uma cena, coisas e acontecimentos banais ou singulares, não importa, algo que a câmera, simples ou sofisticada mas sempre uma câmera mortuária, fixa em seu interior, subtraindo o movimento que obstinadamente leva de roldão tudo o que há para os confins dos dias e noites;

e não pode haver beleza no movimento, já que essa, senão em ao menos no princípio, confinaria com a estabilidade, com a rigidez própria a arquitetura, aos retratos realizados em telas e nas primeira fotografias, aquelas que demandavam aos modelos horas intermináveis em poses paralisadas; o problema é que necessitamos de beleza e, na medida em que somos o que olhamos, conservamos algo da crença milenar, relembrada por Brodsky em seu livro sobre Veneza, que aconselhava a mulher grávida a olhar para belos objetos caso desejasse beleza ao seu filho;

como tudo que há no mundo se movimenta, criamos a arte como recurso à necessidade de instância, ao coágulo do tempo e, consequentemente, à calma; arquitetura, pintura, escultura podem ser formas de produção de imagens fixas; a fotografia também, muito embora, diversamente das outras três, pode demandar nada mais do que um simples instantâneo para a captura de algo que lhe é exterior; sendo assim haveria possibilidade da beleza habitar um fenômeno de superfície como esse? para servir de morada à beleza não seria necessário mais tempo de produção sob risco de uma queda no vácuo? por outro lado, quem disse que a beleza seja, afinal, necessária? 

as fotos / desenhos / gravuras de Rosângela Dorazio comentam esses impasses;  sobrepassando a condição das fotos como espelho de imagens mortas, um plano de inflexão do mundo que atua como depósito de instantes, a artista risca parcialmente cada uma delas, ataca com uma ponta seca, um lápis que prefere sequer trocar grafite com a superfície, os renques de árvores e de prédios que margeiam lagos, parques e veredas; vai dilacerando o papel que serve de suporte aos arranjos orgânicos e geométricos, escarificando-os a maneira de um gravador que abre sulcos numa chapa de metal ou madeira através de estiletes e burís;

a artista destrói as imagens quase sempre deixando um rastro delas  nos reflexos silenciosos de lagos e poças; as imagens, agora flutuando em superficies líquidas, carregam consigo o eco de imagens que não mais existem, o que serve como demonstração da impossibilidade de reter o visível, de que toda fotografia fundada na lógica do documento e do registro acena uma ilusão tão concreta quanto a nitidez das imagens estampadas.

não há nada lá agora, diz-nos Rosângela sobre suas fotografias, o que também vale para as fotografias em geral; havia e, no seu caso, a prova está em sombras e reflexos; e porque quer que haja, porque não se resigna a essa impassividade tão bela quanto ôca, a artista risca com violência as imagens, dilacera-as de modo a pretender vivificá-las, mesmo que o seu miolo seja essa matéria branca, inexpressiva, desimportante, agora encrespado, excitado pelos gestos, a beleza se desfaz, descongelada pela energia que volta a fluir.


Agnaldo Farias

MCB apresenta - Casa do Brasil - Barraca Cigana

Fotógrafa traz o dia-a-dia do universo cigano ao
 Museu da Casa Brasileira


A exposição apresenta, por meio de fotos e vídeos, registros da fotógrafa, Luciana Sampaio, em acampamentos de ciganos

Abertura: 9 de abril, segunda-feira, das 19h30 às 22h
Visitação: 10 de abril a 3 de junho de 2012

“Casas do Brasil – Barraca Cigana” apresenta o trabalho da fotógrafa e pesquisadora Luciana Sampaio, que registrou o dia-a-dia de acampamentos dos ciganos Calon na periferia e interior de São Paulo, por meio de fotos e vídeos. Como parte da mostra, haverá uma barraca no jardim do museu, montada pelo chefe cigano Darci Soares, sua mulher Diholaila Marinho Soares, sobrinho Fabinho Soares e filha Marimar Soares, do grupo de Jaboticabal.  A barraca permitirá aos visitantes vivenciar o espaço doméstico e a experiência cotidiana da moradia cigana. Com abertura no dia 9 de abril, segunda-feira, às 19h30, permanece até 3 junho.

Casas do Brasil é um projeto criado pelo MCB, instituição da Secretaria do Estado da Cultura, em 2006, com o objetivo de fazer um inventário visual das casas brasileiras, celebrando a pluralidade das formas de morar país afora. Ao longo de suas edições, o projeto se dedica a documentar os vários modos de habitar, englobando suas dimensões antropológicas e sociológicas, e observando as diferentes escalas entre território, casa e objeto.


Em outubro de 1997, no Largo 13 de Maio, bairro de Santo Amaro em São Paulo, Luciana viu pela primeira vez um grupo de ciganas lendo a sorte na rua. “Sempre ouvi falar que eram bruxas malvadas, mas, a partir daquele momento, as cores dos seus vestidos passaram a ser um dos elementos que mais me atraíam, e que me levaram a conviver por quase 15 anos com famílias de ciganos Calon, espalhados pelo Estado de São Paulo”, relata.

Desde então, a fotógrafa documenta o modo de vida desconhecido destes brasileiros, sempre se questionando sobre como conseguiram manter, por tantos séculos, língua, vestimentas, organização familiar, habitação, meios de sobrevivência e tantos outros valores praticamente intactos. Em 2007, passou da documentação fotográfica para a produção de vídeos em que, além das atividades cotidianas, registrou também entrevistas. O trabalho resultou em um extenso arquivo documental que será, em parte, exibido na mostra.

Os ciganos retratados na exposição são da etnia Calon, falam o dialeto Chibi, e atualmente vivem em cidades do estado de São Paulo em acampamentos espalhados por seis cidades: Jaboticabal, Pitangueiras, Guariba, Ribeirão Preto, Rio Preto e São Paulo.

Em continuidade às discussões propostas pela mostra, no dia 3 de maio, às 19h30, será lançado um catálogo com material exclusivo sobre a exposição. Na ocasião, a fotógrafa e pesquisadora Luciana Sampaio, estará presente e irá interagir com o público, aprofundando as questões apresentadas no seu trabalho. Os textos são da antropóloga Florência Ferrari, doutora em antropologia Social pela USP, com tese sobre ciganos Calon no Estado de São Paulo defendida em 2010. Publicou Palavra Cigana – seis contos nômades pela Cosac Naify em 2005.

Para saber mais
Texto: Florencia Ferrari, antropóloga.

Cultura material
Colagem é a técnica artística que melhor define a estética cigana. Se não podemos falar de uma produção de objetos – como tachos e cestos são para ciganos Rom – ou de uma iconografia própria dos Calon, certamente podemos tratar os tecidos, colchas, cortinas por eles costurados ou encomendados para as barracas como parte de uma criação estética própria. Mas há “algo” além da exuberância desses tecidos que faz dessas barracas imediatamente identificáveis como ciganas e especificamente próprias destes Calon “mineiros”. Cada elemento ou cor, por separado, não constitui um “estilo”, é apenas como resultado de um princípio aditivo de materiais, cores e texturas heterogêneas que se tem o impacto da bricolagem que configura o “estilo” calon.
 
Uma unidade familiar define-se pelo modo como arruma e cuida de sua barraca. Vemos aqui como a organização do interior da barraca pode ganhar um aspecto quase sagrado, expressando, em seu apuro e asseio, os valores mais importantes da pessoa cigana.
Cotidiano
A vida de um acampamento é dedicada ao convívio familiar. Não há nada mais importante para os Calon que estar com seus parentes. Os espaços do pouso (como eles chamam os terrenos em que acampam) são extremamente codificados. Numa barraca só entram parentes próximos, os demais só vão se forem convidados. “Vem comer na minha barraca!” é uma frase repetida incansavelmente para um visitante, e este deve aceitar e comer fartamente, sendo a recusa considerada ofensiva. Mulheres juntam-se durante o dia nas tarefas femininas: buscar água, lenha, lavar e pendurar roupas no varal. Homens dedicam-se a pequenos afazeres, cuidam de cavalos e discutem negócios. Seu sustento vem sobretudo do rolo com mercadorias e da leitura da sorte na “rua”, fora do acampamento. 

As crianças têm acesso irrestrito a todas as barracas e espaços do acampamento. Muitas já foram à escola, mas abandonaram-na. Brincam muito e também ajudam seus pais no dia a dia da barraca, cozinhando e cuidando de irmãos mais novos. Passarinhos e cachorros são adorados, e fazem parte da paisagem do acampamento. Performances dramáticas têm lugar a todo momento acerca de assuntos os mais corriqueiros, tornando o cotidiano calon pleno de afeto.

SERVIÇO
Casas do Brasil – Barraca Cigana
Abertura: 9 de abril, às 19h30 – entrada gratuita
Visitação: 10 de abril a 3 de junho
Patrocínio: Ornare
Apoio cultural: BOOMSPDESIGN
Apoio: Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Programa de Ação Cultural 2011

Local: Museu da Casa Brasileira
Horário: de terça a domingo das 10h às 18h
Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano
Tel. 3032-3727
Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes R$ 2,00
                  Domingos e feriados – gratuito
Acesso a portadores de deficiência física.
Visitas orientadas: 3032-2564 - agendamento@mcb.org.br

Estacionamento: de terça a sábado até 30 minutos, grátis; até 2 horas, R$ 12,00, demais horas, R$ 2,00. Domingo e feriados, preço único de R$ 15,00. Eventos Noturnos, preço único de R$20 reais.
Bicicletário com 20 vagas

Informações para a imprensa | Museu da Casa Brasileira
Solange Viana - Coordenadora de Comunicação | comunicacao@mcb.org.br
Mercedes Guilloux – Assist. de Comunicação |assistcomunicacao@mcb.org.br 
Izabelle Prado - Assistente de Comunicação | assist2comunicacao@mcb.org.br 

Informações para a imprensa - Secretaria de Estado da Cultura:
Ciro Bonilha – (11) 2627-8166 cbonilha@sp.gov.br
Ellen Oliveira – (11) 2627-8243 ellenoliveira@sp.gov.br

sexta-feira, 30 de março de 2012

Rosangela Dorazio apresenta individual na Gravura Brasileira

Rosangela Dorazio apresenta uma série de gravuras
E JÁ NÃO ESTÁ
abertura: 3 de abril, terça-feira, das 19h às 22h
visitação: 4 a 28 de abril de 2012


Cortar para produzir imagens. Está é a intensão da artista Rosangela Dorazio, que utiliza a gravura como meio de realizar imagens que não se repetem, são únicas. A artista utiliza fotografia e trabalha sobre esta, como numa matriz de xilogravura. O resultado final, são paisagens que não apresentam imagens explicitas. Tudo o que não é céu e chão, é eliminado. Surge assim uma nova paisagem, repleta de brancos e cinzas, formada pela falta. É isso que o visitante irá encontrar a partir de 3 de abril na Gravura Brasileira, permanecendo até 28 de abril.

A série apresentada pela artista é um escalavro. Resultado de muita pesquisa. Elementos da gravura tradicional são subvertidos. Rosangela corta, faz a impressão e inversão da imagem, sendo que a ordem das operações é outra. Nesta série a maioria das paisagens aparecem invertidas. O resultado é que ali a inversão da imagem que na gravura tradicional ocorre na impressão, aqui aparece no reflexo. A imagem refletida é permitida ao expectador, enquanto é vetada a visão original: Esta, já não está.

A artista fotografa pensando nas imagens que irão desaparecer e nas que permanecerão. “Tudo o que gravo se torna esbranquiçado e gasto, dando ênfase aos espaços que antes eram apenas coadjuvantes. A ação de produzir as imagens pela subtração da matéria fica explicitada. Incluir a ação na ficha técnica; gravura sobre fotografia, também deixa claro que o corte faz parte do conceito do trabalho” explica Dorazio.

SERVIÇO:

E JÁ NÃO ESTÁ individual de Rosângela Dorazio
abertura: 3 de abril, terça-feira, das 19h às 22h
visitação: de 4 a 28 de abril de 2012
Local: Gravura Brasileira
Rua Dr. Franco da Rocha, 61, Perdizes
Tel. 11 3624.0301 | 3624.9193
Horário de funcionamento: Segunda a Sexta: 10h00 às 18h00
Sábado: 11h00 às 13h00
Assessoria de Imprensa| Solange Viana – t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br
http://solangeviana.blogspot.com/

sexta-feira, 23 de março de 2012

Assista matéria da exposição AMEAÇADOS

A exposição, AMEAÇADOS - lugares em risco no século 21, do fotógrafo Érico Hiller, é destaque no programa 'Consumo com Atitude". A mostra acontece até 25 de março, domingo, no Museu da Casa Brasileira.
É só clicar no link:
http://www.youtube.com/watch?v=lJqctLDJ9SU&list=UUYpNMsDnxvLZUFtVI7zlN-w&index=1&feature=plcp

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

AMEAÇADOS...é destaque na Revista ISTOÉ

parabéns!!

Novas Biciclotecas são entregues no MCB

No último sábado, 11/2, foram entregues 10 novas biciclotecas ao ex-morador de rua Robson Mendonça. A cerimonia aconteceu no Museu da Casa Brasileira. Robson, um ex-morador de rua, que tinha dificuldades para emprestar livros em bibliotecas públicas, pois não tinha como comprovar endereço, prometeu que quando melhorasse de vida criaria uma biblioteca só para moradores de rua. E conseguiu. Assim surgiu a “Bicicloteca”, que agora ganha novo fôlego com uma doação da Porto Advogados em projeto viabilizado pelo Instituto Mobilidade Verde.
Giancarlo Latorraca (diretor técnico do MCB), Renata Mellão (diretora do museu A CASA), Robson Mendonça, Benedito Porto Neto (Porto Advogados, doador das biciclotecas), Lincoln Paiva (Instituto Mobilidade Verde) e Miriam Lerner (diretora geral MCB)
Foto: Chema Llanos 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Renata Mellão, do museu A CASA é destaque no Estadão

Matéria publicada domingo, 05/02/2012, na coluna da Sonia Racy | Direto da Fonte | O Estado de S. Paulo
Renata Mellão, diretora d' A CASA museu do objeto brasileiro

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Mais Bicicloteca no MCB

Projeto Bicicloteca recebe 10 novas unidades no
Museu da Casa Brasileira

Com unidades financiadas por escritório de advocacia, projeto quer estender a outras capitais a bem sucedida experiência de São Paulo
Dia 11/02/12 às 15h

Um sonho que se tornou realidade. Está é a história de Robson Mendonça um ex-morador de rua que tinha dificuldades para emprestar livros em bibliotecas públicas, pois não tinha como comprovar endereço, prometeu que quando melhorasse de vida criaria uma biblioteca só para moradores de rua. E conseguiu. Assim surgiu a “Bicicloteca”, que agora ganha novo fôlego com uma doação da Porto Advogados em projeto viabilizado pelo Instituto Mobilidade Verde. O evento da entrega simbólica destas unidades acontece em 11 de fevereiro, sábado, às 15h, no Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Estado da Cultura.

Serão doadas 10 novas “Biciclotecas”, em comemoração aos 75 anos de trabalho da Porto Advogados, que acaba de assinar um projeto junto ao Instituto Mobilidade Verde, incluindo também o financiamento dos custos de manutenção das biciclotecas itinerantes durante um ano.

Durante todo o final de semana, o MCB receberá doações de livros em apoio à causa promovida por Robson, repetindo duas grandes ações desenvolvidas no ano passado. Em agosto de 2011, por conta das atividades paralelas à exposição “A rua é nossa... É de todos nós”, a “Bicicloteca” ficou um final de semana nas dependências da instituição, apresentando o projeto para todos os visitantes. Em novembro, Robson voltou ao Museu para receber, da Editora Melhoramentos, a doação de uma e-Bicicloteca, com motor elétrico, computador de bordo, freio a disco e amortecedor traseiro, além de compartilhar internet wireless com todos à sua volta. Nas duas ocasiões, houve a arrecadação de livros – novos e usados.

Hoje, presidente do Movimento Estadual de População em Situação de Rua, Robson conduz pessoalmente o triciclo com capacidade para 150 kg de livros, que tem facilidade de acesso frente ao trânsito caótico de São Paulo, colaborando com o trabalho das comunidades que já atuam com cultura e inclusão social por meio da leitura. Só em 2011, o projeto recebeu mais de 25 mil livros em doação e distribuiu oito mil livros entre desabrigados. “Ao receber um livro, os novos leitores têm a missão de passar a obra adiante e desta maneira colaborar para que o trabalho alcance outras pessoas”, explica Lincoln Paiva, diretor do Instituto Mobilidade Verde.

O Instituto lançará, também no dia 11 de fevereiro, um edital para captar parceiros que queiram repetir, em outras cidades do país, a bem sucedida experiência da capital paulista.

A doação das 10 unidades da “Bicicloteca” comemora os 75 anos de trabalho do Porto Advogados. “Acreditamos que a literatura é um importante instrumento de transformação do homem e da sociedade, por isso decidimos comemorar essa data tão importante para nós com a algo que efetivamente contribua para a coletividade", diz o advogado Benedicto Porto Neto, sócio do escritório e membro do conselho de administração da A Casa Museu de Artes e Artefatos Brasileiros, atual gestora do Museu da Casa Brasileira.

SERVIÇO:
Entrega Bicicloteca e Arrecadação de livros
Data: 11 de fevereiro, sábado, de 2012
Horário: 15h
Local: Museu da Casa Brasileira (MCB)
Av. Faria Lima, 2.705 – Jd. Paulistano
Tel.: (11) 3032-3727

VISITAÇÃO:
De terça a domingo, das 10h às 18h
Ingresso: R$ 4,00 - Estudantes: R$ 2,00
Gratuito aos domingos e feriados
Acesso a pessoas com deficiência / bicicletário
Estacionamento pago no local
Acesso a portadores de deficiência física.
Visitas orientadas: (11) 3032-2564 / agendamento@mcb.org.br
http://www.mcb.org.br/
twitter.com/mcb_org

Informação para a imprensa – Museu da Casa Brasileira
Solange Viana - Coordenadora de comunicação
comunicacao@mcb.org.br
Com: Mercedes Guilloux - Assistente de comunicação
assistcomunicacao@mcb.org.br
Izabelle Prado - Assistente de comunicação
assist2comunicacao@mcb.org.br

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

25º Prêmio Design em destaque!

"Ameaçados..." próxima exposição do MCB

Museu da Casa Brasileira apresenta
AMEAÇADOS 
 lugares em risco no século 21
Exposição de fotos de Érico Hiller
Abertura: 07 de fevereiro, terça-feira, das 19h30 às 22h30
Visitação: de 08 de fevereiro a 25 de março de 2012

Primeira exposição do ano no Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, Ameaçados – Lugares em risco no século 21 apresenta 45 imagens inéditas em grandes e médios formatos do fotógrafo Érico Hiller, com registros de cinco locais do planeta que estão mudando drasticamente em decorrência das transformações climáticas e da ação do homem.
O projeto surgiu de pesquisa realizada pelo fotógrafo sobre “paraísos ameaçados”, a partir da qual foram eleitos cinco lugares que correm risco iminente, tanto no que diz respeito ao seu ambiente físico, quanto à sua cultura. O resultado são imagens que buscam sintetizar a tensão ambiental do nosso tempo.

As fotografias revelam, no Ártico, as alterações no estilo de vida devido ao derretimento do manto de gelo groenlandês; na Etiópia, as tribos que podem ter sua cultura impactada pelos novos tempos e a construção de uma hidrelétrica no Vale do Omo; no Brasil, a Mata Atlântica, pressionada pelo crescimento urbano; no monte Kilimanjaro, o derretimento das geleiras e o decorrente impacto no modo de vida da região; por fim, nas Maldivas, a ansiedade em torno do país mais baixo do mundo, e os impactos pelo aumento do nível da água dos oceanos. As fotografias de Érico apresentam, como ponto comum a esses lugares, mudanças nos hábitos, costumes e modos de morar de diferentes culturas, consequência das transformações ambientais do planeta.
Érico relata: “Meu objetivo sempre foi que as fotos que produzo representem um inventário do nosso minguante planeta; daquilo que, infelizmente, pode um dia só existir na memória de poucos – ou pior, apenas numa fotografia esquecida no fundo de uma gaveta. Tomado por este sentimento, entendi recentemente que havia reunido motivos suficientes para percorrer alguns lugares que correm risco de desaparecer – ou, pelo menos, serem profundamente alterados – neste século."

O projeto Ameaçados – Lugares em risco no século 21 resultou também em um livro que será lançado em março no MCB. A publicação de 268 páginas traz a seleção integral das imagens que compõem o projeto.

Patrocínio: Wisewood | Co-patrocínio: Minidocks |Apoio: National Geographic Brasil, Casa de Pedra, Columbia, Terra Mundi, Artfactory e Molducenter

SERVIÇO:
AMEAÇADOS - lugares em risco no século 21 de Érico Hiller
Exposição fotográfica com 45 imagens em grandes e médios formatos
Abertura: 07 de fevereiro, terça-feira, das 19h30 às 22h30, aberta ao público
Visitação: de 08 de fevereiro a 25 de março de 2012
Local: Museu da Casa Brasileira
Horário: de terça a domingo das 10h às 18h
Endereço: Av. Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano Tel. 3032-3727
Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes R$ 2,00
Acesso a portadores de deficiência física.
Visitas orientadas: 3032-2564 - agendamento@mcb.org.br
Site: www.mcb.org.br 
twitter.com/mcb_org
Estacionamento: de terça a sábado até 30 minutos, grátis; até 2 horas, R$ 10,00, demais horas, R$ 2,00. Domingo e eventos noturnos, preço único de R$ 15,00.
Bicicletário com 20 vagas

Informações para a imprensa Museu da Casa Brasileira
Solange Viana - Coordenadora de Comunicação | comunicacao@mcb.org.br
Com:
Mercedes Guilloux | Assist. de Comunicação | assistcomunicacao@mcb.org.br
Izabelle Prado | Assistente de Comunicação | assist2comunicacao@mcb.org.br

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Agora é a hora de experimentar!

Prêmio Design Museu da Casa Brasileira
convida o público a experimentar os produtos em exposição

instalação | memória  | reconhecimento
Termômetro da inovação no design brasileiro, a exposição dos trabalhos premiados na 25ª edição convida a experimentar as peças selecionadas. Até 15 de janeiro de 2012 no Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Estado da Cultura.

Depois do sucesso da festa de entrega do 25º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, realizada no último dia 22 de novembro, agora é a hora de experimentar. Mais de 7 mil pessoas visitaram a exposição que acontece até 15 de janeiro e já é um sucesso. Um marco na história criativa do país.

Considerado termômetro da inovação no design brasileiro, o desafio desta premiação é incentivar a criação e produção do setor dentro de seu papel de destaque na busca de soluções que atendam às necessidades das pessoas, aliado às reflexões sobre questões da atualidade. É uma ótima oportunidade para conhecer o que há de mais recente na área.

Elaborado pela equipe técnica do Museu, o espaço expositivo incorpora a linguagem proposta pelo cartaz vencedor desta edição, que utilizou como meio o papelão, normalmente empregado nas embalagens de produtos. Na exposição, os objetos são apresentados como se fossem recém abertos das caixas, com destaque de luz para os premiados. As salas do Museu foram transformadas em uma espécie de depósito de novidades, com uma apresentação despojada, que permite a experimentação de algumas peças, além de buscar ao máximo mostrá-las em funcionamento.

Alguns destaques

Jogo de xadrez para deficientes visuais – Amanda Iyomasa (menção honrosa
protótipos): No tabuleiro há orifícios para encaixe das peças. As brancas possuem saliências semelhantes ao Braille e as peças escuras são lisas.

EcobagCar – Silvio Silva Junior, Karine Mitsue Kawamura e Guido Lautert Dezordi (menção honrosa
protótipos): é um carrinho de compras, que pode ser facilmente desmontado e carregado no carro. Facilita as compras.

Banco Phillips - Jader Almeida (1º lugar): tem estrutura de aço maciço e assento em MDF. Sua denominação é inspirada no parafuso Phillips, devido sua semelhança à forma. Trata-se de uma releitura bem-humorada dos bancos de piano. Pode ser usado como mesa de apoio.

Stepi – Fernando Guimarães, Enio Coronas, Marcelo Almeida e Eissom Fangueiro (menção honrosa): Com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento motor de crianças de 2 a 5 anos, o Stepi não tem pedais. Confeccionado em compensado naval, possui cilindro de alumínio com manoplas de borracha. Projeto minimalista com inteligente desenho de componentes, permite a intercambialidade de peças e facilidade no processo industrial. Acompanha a criança em seu crescimento.

Projeto Sistdista – Luiz Pellanda, Aleverson Ecker, Henrique Serbena e Paulo Dias Batista Junior (menção honrosa): Projeto financiado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, o sistema modulado e integrado de distribuição de alimentos é destinado para uso inicial da cozinha de grande porte do Pequeno Cotolengo, instituição sem fins lucrativos que abriga pessoas carentes portadoras de deficiências múltiplas. Apresenta uma contribuição efetiva no processo de integração dos deficientes ao meio social, por meio de produtos de baixo custo aliados aos conceitos de design e ergonomia.

Anêmonas de luz (1º lugar Protótipo) Como protótipos têxteis, as anêmonas de luz ficaram com o primeiro lugar. Desenhadas por Tina e Lui (Parceria Ladrilã) e produzidas pelas artesãs do Grupo Ladrilã, adaptam-se a qualquer artefato luminoso que contenha rosca para lâmpadas. O produto traz a plasticidade do tecido de lã feltrado, em equilíbrio original entre o lúdico e o escultural.

Cadeira Iczerol – Guto Indio da Costa, Felipe Rangel e André Lobo (2° lugar): Fabricada a partir do uso de tecnologia que soma a plasticidade do polipropileno à resistência da fibra de vidro coinjetada, a Iczero é 100% reciclável. A partir de uma tipologia formal básica e tradicional, a cadeira enriquece este segmento do mercado, por meio de uma concepção sustentada no conceito de ergonomia pelo seu arco solto, curvo, que envolve e acomoda pela forma leve, esguia e fluida.

Conjunto Café Gourmet Bari (1º lugar Protótipo) Como protótipo, o primeiro classificado foi o conjunto de café Gourmet Bari, com design de Maycon Eduardo Passos de Melo, Esther Michel Chen, Raphael Silveira de Lavor, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, sob orientação de Aguilar Selhorst Junior. Seu sistema misturador na tampa e aeradores duplos permite obter rapidamente leite com espuma mais rica. A fina regulagem no moedor possibilita obter pó para vários tipos de cafeteira. O equipamento não utiliza energia elétrica.

Para saber mais

A crescente importância desse Prêmio, criado e promovido pelo Museu da Casa Brasileira, pode ser observada pelo número recorde de inscritos nos concursos do cartaz (855) e de produtos e trabalhos teóricos (810). A exposição traz, além de um panorama do design nacional, os cartazes que divulgaram o evento ao longo de sua história e também uma instalação interativa com grande parte da memória dos 25 anos de Prêmio.

Os premiados

O Prêmio Design Museu da Casa Brasileira recebe inscrições em oito categorias: equipamentos de construção, eletroeletrônicos, transporte, iluminação, mobiliário, têxteis, utensílios e trabalhos escritos (publicados e não publicados). Um júri formado por reconhecidos nomes do setor avalia os objetos concorrentes a partir dos critérios originalidade, concepção formal, inovação tecnológica, adequação ao mercado, viabilidade industrial, segurança e proteção ambiental.

Na categoria “equipamentos de construção”, o primeiro lugar foi conquistado por Fabio Mauricio Faria Melo, com a ducha advanced eletrônica. Esse produto, segundo observaram os jurados, apresenta notáveis inovações estéticas e funcionais na montagem, no controle de temperatura e na relação entre a bandeja e o corpo de condução da água.

O climatizador Consul bem-estar, da Industrial Design + Innovation Team – Whiripool LAR, Mario Fioretti e equipe, foi premiado com o primeiro lugar na categoria “eletroeletrônicos”. Portátil, associa coerência formal – equilíbrio e continuidade – à funcionalidade e praticidade.

O caminhão Agrale 2012, da Questto Nó (Levi Girardi e equipe) ficou com o primeiro lugar na categoria “transporte”. Na avaliação dos jurados, o projeto indica um grande avanço na concepção formal dentro da própria marca e no contexto do mercado nacional. Sua produção é totalmente racionalizada.

Também na categoria “transportes”, o Fiat Mio conquistou o primeiro lugar como protótipo. Desenhado pela Fiat Style Center America Latina - Peter Fassbender, Paulo Nakamura, Daniel Lelis, Mateus Silveira, Valeria Santos, Renata Tanure, Fabio Bastos, Sidney Cassim, André Guimarães -, o projeto observa as novas demandas da mobilidade urbana sustentável, adotando um novo procedimento de envolvimento do público no processo de desenvolvimento do projeto, que teve a participação de internautas.

Na categoria “iluminação”, Thiago de Salles Penteado, Luís Gustavo Soares Santos, Eduardo Ponzoni Dognini, Érik Gurski Lima receberam menção honrosa pela luminária pendente LED em madeira curvada, que oferece baixo consumo de energia e produz luz difusa e sem ofuscamento.

Como protótipo da categoria, a luminária de banca de jornal desenvolvida pelo Obra Arquitetos - João Paulo Daolio, Iris Mara de Carvalho Daolio – também recebeu honrosa. Segundo avaliou o júri, a solução é criativa e adequada à demanda de um mercado emergente.

Os bancos Blade e Phillips, ambos do designer Jader Almeida e produzidos pela Sollosbrasil, foram premiados com primeiro lugar na categoria “mobiliário”. O Blade é um móvel simples, com requinte de acabamento e emprego de madeira proveniente de áreas de manejo. O banco Phillips tem estrutura de aço maciço e assento em MDF. Sua denominação é inspirada no parafuso Phillips, devido sua semelhança à forma. Trata-se de uma releitura bem-humorada dos bancos de piano.

A ilha de cocção desenhada por Emmanuel Viana de Melo, Marcelo Valença e Michel Pompeu ficou em primeiro lugar entre os protótipos que concorreram na categoria “mobiliário”. Em um só equipamento são reunidas as área de cocção, preparo, higienização e apoio. Apresenta, entre os inúmeros atributos formais e funcionais, o grande mérito de investigar e propor soluções no âmbito do design no mercado profissional da alimentação industrial.

Na categoria “têxteis”, o Painel tear conquistou o primeiro lugar. Com design de Renata Meirelles e produção da Performa Comércio e Serviços, a peça resulta de pesquisa que resgata a técnica do tear de prego incorporada ao recorte a laser e fixação por termo-adesivagem.

Solar Intense, releitura de uma panela de 1978 feita com aço inox, vidro e silicone, foi premiada com o primeiro lugar na categoria “utensílios”. Com design de Elisa Tramontina, Gustavo Giorgi e Marina Metz e produção da Tramontina, o uso de silicone permite o fechamento mais preciso da tampa e evita a batida seca entre metais.

Interiores no Brasil: a influência portuguesa no espaço doméstico, de autoria de Maria Lúcia Machado (Editora Olhares) e Belle Époque dos jardins, de Guilherme Mazza Dourado (Editora Senac de São Paulo) ficaram em primeiro lugar na categoria de “trabalhos escritos publicados”. O primeiro resultou de uma profunda pesquisa que resgata a herança portuguesa na configuração dos espaços residenciais brasileiros a partir de 1808. O trabalho de Dourado foi feito a partir de documentação inédita e apresenta amplo levantamento de publicações e periódicos da área, sempre dentro do contexto histórico e social.

Estudo e evolução do projeto de plantas de apartamentos de Curitiba: 1943-2004, de autoria de Fabiano Borba Vianna (FAU-USP, com orientação de José Jorge Boueri Filho) conquistou o primeiro lugar entre os trabalhos escritos não publicados. Além de abordar a evolução da tipologia dos edifícios de apartamentos em Curitiba, a obra contribui para futuras pesquisas com a documentação iconográfica levantada.

25º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira
Exposição
de 23 de novembro a 15 de janeiro
ter a dom, das 10h às 18h
R$ 4 e R$ 2 meia. Grátis aos domingos
Av. Faria Lima, 2705 – Jd. Paulistano/São Paulo
Tel.: 11 3032-3727
http://www.mcb.org.br/
twitter.com/mcbpremiodesign
Estacionamento pago no local

Informações para a imprensa – Museu da Casa Brasileira
Solange Viana - Coordenação de Comunicação
com:
Mercedes Guilloux - Assistente de Comunicação
Izabelle Prado - Assistente de Comunicação

Informações para a imprensa - Secretaria de Estado da Cultura
Ciro Bonilha – (11) 2627-8166 cbonilha@sp.gov.br
Ellen Oliveira – (11) 2627-8243 ellenoliveira@sp.gov.br