quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Próxima Exposição: Ana Michaelis que acontece no D' Concept

                   
Ana Michaelis apresenta ILUSÃO exposição individual na d'concept
Abertura, 22 de outubro, quarta-feira, às 19h
Visitação: de 22 de outubro a 22 de novembro de 2014

“Ilusão” é o título da nova exposição individual da artista visual, Ana Michaelis, que abre em 22 de outubro, quarta-feira, às 19h, para convidados, permanecendo até 22 de novembro na dconcept escritório de arte, na Al Lorena 1257 G1/C3. Na ocasião a artista apresentará um site specific (na parede frontal com 2,5 m de comprimento e as duas paredes laterais com 4m de comprimento cada.  As paredes possuem altura de 2,7m), além de 10 telas em diversos formatos.

Ana Michaelis constrói paisagens inabitadas, imaginárias com uma atmosfera etérea que se forma através do exercício metódico de aplicar camadas e camadas de branco sobre as massas escuras que se sobrepõem e constituem o sofisticado jogo de planos que estruturam seus trabalhos.

Por trás dessas velaturas se entrevê a um só tempo um processo de apagamento ou esvaecimento da imagem como o da emergência de uma outra paisagem, uma paisagem "nebulosa". Nas nuances acinzentadas percebe-se um desejo da artista em buscar outro canal de sensibilidade na experiência de apreensão do mundo.

Entendemos que a representação dessas paisagens não serve como uma maneira de se conhecer a verdadeira realidade da natureza. A intenção da artista não é uma copia do mundo que se apresenta com todas suas particularidades mas sim uma paisagem que será a representação de um recorte dos sentidos e memorias tanto pessoais como coletivas.

Ana estabelece um contraponto entre as noções de "imagem do mundo" e "mundo como imagem", tencionando neste procedimento a ideia de representação, na medida em que introduz um fator de distorção – que conforma a aura de suave artificialidade que envolve suas pinturas.

Surgem dessa forma outras paisagens, ou paisagens "de uma outra natureza"; paisagens inventadas. Criando essa artificialidade notamos que a intenção da artista é clara em resgatar a importância fundamental de situar o espectador em uma dimensão imaginaria concentrada nas potencialidades sob a perspectiva da ilusão.

Perspectiva da Ilusão
 “Segundo a qual o que se quer que um quadro represente, o faz em virtude de dar ao espectador a falsa crença perspectiva de que ele está na presença do que é representado” . (texto retirado do livro “A Pintura como Arte” de Richard Wollheim, pag 77, editora Cosac & Naify).

Sob esse conceito ampliado, a artista para a exposição irá fazer um site specifc. O espectador será envolvido por uma paisagem imaginaria, pintada em 3 grandes paredes em um espaço fechado da galeria. A paisagem representada terá a ausência da figura humana e interferência do homem e será uma imagem de atmosfera etérea que paira entre a lembrança e a imaginação sugerindo um sentido de tempo alongado e um potencial de reflexão e meditação. Apesar da artificialidade da imagem, o espectador será levado a ilusão de que ele está na presença e faz parte do que é representado. Ao termino da exposição as paredes serão pintadas de branco apagando toda a pintura.

A atmosfera etérea tem o intuito de fazer sobressair a luz e diluir os traços, sugerindo uma paisagem que instiga no observador a sensação única de lembrança e ilusão, talvez, sobretudo se pensamos que toda paisagem de certo modo sempre se efetiva ou se realiza a partir do ponto de vista de quem a contempla.

Fotos: Rômulo Fialdini

SERVIÇO:
ILUSÃO de Ana Michaelis
ONDE
dconcept escritório de arte na Al Lorena 1257 G1/C3.
Cep 01424-001 Jardins
São Paulo
Tel 3085 5006 ou 98346 3608
Site : www.dconcept.com

Quando
Data da abertura : 22 de outubro, quarta-feira, às 19h
Período da exposição : 22 de outubro a 22 de novembro de 2014

Obras
No primeiro espaço da  d'concept será um site specific.
Informações do site specific:
Título: Ilusão
Ano : 2014
Dimensão : A parede frontal com 2,5 m de comprimento e as duas paredes laterais com 4m de comprimento cada.  As 3 paredes com altura de 2,7m .
No final da exposição as paredes serão pintadas de branco desaparecendo a imagem.

No segundo espaço da  d'concept.
Serão 10 telas de dimensões variadas no segundo espaço da D’Concept.
Ano : 2014
Dimensões:
65 x 85 cm, 70 x 90 cm, 100 x 105 cm, 100 x 120 cm e 140 x 165 cm.

Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com



QUEM É ANA MICHAELIS

Ana Michaelis é carioca. Vive e trabalha em São Paulo. Participou de inúmeras exposições individuais e coletivas como: Galeria Art Lounge, “Obras Recentes”, Lisboa, Portugal (2013). AM Galeria Horizonte, “Azul”, São Paulo, SP, (2011), Galeria Art Lounge, “Em Algum Lugar”, Lisboa, Portugal, (2006). Paço das Artes, “Paisagens da Memória”, São Paulo, SP, (2003).Galeria Mônica Filgueiras, “Paisagens da Afetividade”, São Paulo, SP (2002). Galeria Nara Roesler, “O Rosto do Outro”, São Paulo, SP, (1997). Galeria Adriana Penteado, “Pinturas Recentes”, São Paulo, SP, (1994) que são as individuais. Diversas coletivas, entre elas: AM Galeria, “Projeto Boletim ou Shortcuts #01”, Belo Horizonte, MG (2014). FAV Galeria, “Jardins”, Goiânia, GO, 2014. Grand Rapids Art Museum, “Reimaginando a Paisagem e o Futuro da Natureza”, Grand Rapids, Michigan, EUA , 2013. Galeria Referência,  “CenterFolder”, Brasília, DF, 2012.  Espaço Contraponto, “Em Branco - Territórios sem Fronteiras”, São Paulo, SP, 2011. AM Galeria Horizonte, “Perfil”, São Paulo, 2011. Casa das Onze Janelas, “Em Branco – Recortes, Colagens e Adesivos”, Belém, PA, 2008. AM Galeria de Arte, “Paisagens”, Belo Horizonte, BH, 2008. Galeria Referência, “Em Branco”, Brasília, DF, 2008. Florenceantonio.com Galeria, “Casa dos Macacos”, São Paulo, SP, 2007. Florenceantonio.com Galeria + Tripityque, “Homens Trabalhando”, São Paulo, SP, 2007.   Florenceantonio.com Galeria, Escola São Paulo, São Paulo, SP, 2007.  Palácio das Artes, “Em Branco”, Belo Horizonte, MG, 2006.Centro Cultural São Paulo, “Água Corrente”, São Paulo, SP, 2006.  Galeria Bolsa de Arte, “Em Branco”, Porto Alegre, RS, 2004.Galeria Martha Traba, São Paulo, SP 2003. Casa das Rosas, São Paulo, SP, 2003. Entre muitas outras, além de Feiras Nacionais e Internacionais de Arte Contemporânea como: Art Monaco, Monaco, 2012, Arte Lisboa 12, Lisboa, 2012. Feira Parte, São Paulo, 2012. Art Rio, Rio de Janeiro, 2011. SP Arte, 09, 10 e 11, São Paulo, 2011.Feira de Arte Contemporânea Madrid, Espanha, 2009. Arte Lisboa 09, Feira de Arte Contemporânea de Lisboa, Portugal, 2009.Feira de Arte Contemporânea Madrid, Espanha, 2008. Arte Lisboa 08, Feira de Arte Contemporânea de Lisboa, Portugal, 2008. Feira de Arte Contemporânea Madrid, Espanha, 2007. Arte Lisboa 07, Feira de Arte Contemporânea de Lisboa, Portugal, 2007. Arte Lisboa 06, Feira de Arte Contemporânea de Lisboa, Portugal, 2006. Participou em Bienais Internacionais de Arte: XIII Bienal de Arte de Cerveira, Vila Nova Cerveira, Portugal (2005). E na XX Bienal Internacional de São Paulo, Evento Especial “Circuito Atelier Aberto”, São Paulo, SP, 1989.
           

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

"pequenos erros sem importância" de Ana Calzavara


“Pequenos Erros sem Importância”
gravuras e fotografias de Ana Calzavara
de 05 de agosto a 13 de setembro de 2014
na Gravura Brasileira
No dia 6 de setembro, sábado, papo de artista, 11h30

(abaixo texto crítico de Cauê Alves)

“Pequenos erros sem importância”, título que dá nome a mais recente exposição de Ana Calzavara na Galeria Gravura Brasileira e que permanece em exibição até 13 setembro, com entrada franca. No próximo dia 6 de setembro, sábado, teremos um “papo de artista”, a partir das 11h30.

Trata-se, de fotografias e gravuras agrupadas que remetem à ideia da não-exatidão, da falibilidade. Baseado no livro de contos do autor italiano Antonio Tabucchi, aponta para o processo de criação da artista – mínimos desajustes de registro, sobreposições que não coincidem, repetições, ausências, fragmentos. Esses trabalhos, de um modo ou de outro, falam da condição da incerteza, tão amada pelos barrocos, que a elevaram à metáfora do mundo.

Mas ao mesmo tempo em que, em certa medida, não têm como vocação a procura pelo absoluto, também é fato que não se contentam com uma existência totalmente destituída de sublime, mas essa via sempre se dá a partir da experiência e da ordem do contingente. Daí a presença constante, na mostra, dos trabalhos em série, tentativas de falar das coisas não em uma única imagem que busca a essência, mas nas repetições que, numa passada regular e quase monótona, vão se somando até formar um sentido, discretamente. Ou, se única, é uma imagem feita de amálgamas, acréscimos, sobreposições, como num coro em que a beleza é apreendida na somatória de várias vozes em uníssono.
Ana Calzavara nasceu em Campinas, São Paulo, em 1971. É graduada em Artes Plásticas pela Unicamp, pós-graduada em Pintura pela Byam Shaw (Londres), mestre e doutora em Poéticas Visuais pela ECA-USP. Já participou de mostras individuais no Centro Cultural São Paulo (2001) e no Museu da Imagem e do Som (MIS). Dentre suas exposições coletivas recentes destacam-se: VIII Premio Arte Laguna, em Veneza, Itália (2014) e a 8th Biennale internationale d’estampe contemporaine de Trois-Rivière,  no Canadá. (2013).  Seu trabalho está em coleções como Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS); Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR); Museu de Arte Contemporânea de Santo André, SP e Museu Olho Latino, Atibaia, SP.

SERVIÇO:
Pequenos erros sem importância de Ana Casalvara                                                                         
Visitação- de 05 de agosto a 13 de setembro de 2014.
seg a sex- das 10h às 18h | sáb- das 11h às 13h
GRÁTIS
06 de setembro, sábado, às 11h30 “papo de artista”, grátis.
galeria Gravura Brasileira
rua Dr. Franco da Rocha, 61
Perdizes, São Paulo, SP
f.11.3624.0301 e 3624.9193

Assessoria de imprensa: Solange Viana | solange.viana@uol.com.br |

Pequenos erros sem importância                                                                          
Cauê Alves
O erro geralmente surge de um engano ou de um deslize. É a ocorrência de um ato não calculado, de uma incorreção que foge ao projeto original. Nas artes gráficas os pequenos erros são observados na impressão, que pode estar fora de registro, com uma cor mais rala ou algum problema na matriz que deixa aparente a falta de acabamento. Mais do que assumir pequenos erros como parte do processo, Ana Calzavara faz deles um recurso expressivo. Isso poderia ser uma contradição na medida em que, se o objetivo é chegar ao erro, ele deixaria de ser uma falha e se tornaria um fim, a realização plena de um projeto. Entretanto, a artista explora alguns erros, em sua tensão e potência que lhes são inerentes, como elementos de sua linguagem.
Esse seu apreço pelas pequenas imperfeições revela, na verdade, uma operação para dar voz ao acaso, ao esgarçar das regras, aquilo que foge ao programado. Assim, os pequenos erros sem importância se tornam fundamentais em sua poética, justamente porque são conquistas técnicas, em parte previstas, em parte imprevistos incorporados, que se convertem em uma intenção deliberada em reconhecer a qualidade nos pequenos defeitos. Se, ao menos desde os modernos, não há mais um modelo correto ou paradigma a ser seguido na arte, o trabalho de Ana Calzavara investiga o “erro” como estratégia do trabalho.
A paisagem é recorrente nas impressões de gravuras ou fotografias da artista. Apesar de ser um gênero tradicionalmente ligado à representação de um espaço determinado, chama atenção em sua obra o modo como o tempo se torna aos poucos o protagonista. Enquanto isso, a paisagem às vezes não se revela inteiramente. É no destaque dado à passagem de um quadro a outro que surge o vínculo com o cinema. Entretanto, o cinema provoca ilusão de movimento a partir de uma sequencia de vinte e quatro quadros por segundo. Já no trabalho Pequenos erros sem importância há outra noção de tempo.
Seis imagens tomadas de seis ângulos diferentes, que não estão colocadas em sequência, são distribuídas lado a lado, separadamente. É como se entre cada imagem surgissem lapsos temporais e pequenos hiatos. As impressões se organizam quase como num caleidoscópio, a partir de uma estrutura geométrica espelhada. Galhos de árvore se bifurcam, se refletem e, em alguns momentos, dão a sensação de continuidade entre as imagens. Logo em seguida essa ilusão se desfaz e o todo caótico aparece, assim como micro desníveis e interrupções no alinhamento das fotografias. Outro trabalho (O pulso de todos os tempos) reúne os mesmos seis quadros sobrepostos. Com isso as camadas se entrelaçam, se conectam, se distanciam e criam luzes e texturas diversas. É como se a sobreposição trouxesse um tempo de condensação, em vez da dispersão das seis imagens anteriores. Tudo passa a acontecer no mesmo instante, no mesmo lugar, numa soma densa e turva de imagens. Não há espaçamento dos quadros num sentido de sucessão contínua, como no cinema, e sim o procedimento de reter tudo num único espaço, o papel. Com isso, a artista inventa dimensões que as imagens não teriam isoladamente.
Em Jogo da amarelinha, Ana Calzavara trabalha com uma sequência de imagens que têm como ponto de partida apenas uma fotografia que se repete e se transforma. Trata-se da sucessão do mesmo evento, de um instante em que um fragmento de uma árvore surge contra um céu monocromático. A ênfase está na relação figura-fundo, negativo-positivo, como se um se transformasse em outro. Em alguns momentos há uma pausa que traz o fundo para frente, seja o branco ou o ocre das paredes, seja o preto ou o cinza dos papéis impressos. Os vazios e planos monocromáticos intercalados na sequência de gravuras funcionam como elementos de respiro do conjunto e, ao mesmo tempo, integram o trabalho ao espaço da sala expositiva. Duas impressões com pequenos desajustes, um tanto fora de registro, ainda contribuem para conferir ao todo um jogo de cálculo inexato, como numa dialética sem síntese. A primeira é a sobreposição das imagens positiva e negativa em que os contrários cromáticos não se anulam e se mantém pulsantes. A outra apresenta uma impressão xilográfica sobre fotografia – a mancha resultante ao mesmo tempo que embaralha, confere movimento e tridimensionalidade à imagem.
O trabalho de Ana Calzavara lida com continuidades e rupturas entre imagens. A artista opera ora por justaposição, ora fundindo matrizes. Numa sequência de quatro impressões de uma paisagem colorida é como se a mesma imagem se transformasse em outra apenas pelo lugar em que está posicionada no conjunto. O efeito também lembra o que no cinema se chama detravelling, em que há um deslocamento da câmera no espaço. Entretanto, o resultado é semelhante ao de uma panorâmica, em que a câmera gira em seu próprio eixo horizontal. Pequenas interferências realizadas pela artista nas imagens nos faz descobrir com surpresa que estamos nos movimentando ao redor de uma mesma cena e que retornamos ao ponto de partida.
                O voo de um soturno urubu ao redor de uma trave de gol em uma praia deserta qualquer é o motivo de uma série de oito paisagens cinematográficas feitas em xilogravura. É como se cada impressão trouxesse um ângulo distinto de uma mesma cena. Alguns elementos são permutáveis e aparecem em diferentes impressões, fazendo de cada imagem algo único. Apesar de a cena não se passar durante a noite, não se trata de uma visão solar e radiante, mas de uma luz de pôr do sol, de ocaso. O tom ocre, ao mesmo tempo iluminado e obscuro, prevalece no conjunto. É como se tivéssemos a decupagem de um acontecimento em diferentes planos e tomadas. Temos a percepção distanciada, de sobrevoo, algo distante do ângulo de quem de fato habita a terra. Os ângulos são recuados, como se pudessem ser oniscientes e captar toda a solidão e melancolia do mundo.
                 A mesma atmosfera de vazio e silêncio reaparece em Conte d’amour, que também traz fragmentos, mas nesse caso as partes se encaixam e formam um único painel. É uma gravura que tem como imagem inicial um pequeno desenho, mas que traz algo da linguagem da pintura, com suas cores vibrantes. Paisagem e figura humana convivem e ressaltam um estado de espírito contemplativo.
Já o grande autorretrato da artista com olhos fechados indica um movimento de volta sobre si, como a busca de uma paisagem interior. A autorreflexão como retorno ao mundo da subjetividade é, ao mesmo tempo, o encontro consigo, com os outros e com o espaço ao redor, mesmo que eles não coincidam completamente. Um desajuste semelhante de espaço pode ser reencontrado na soma de duas matrizes de xilografia e uma fotografia impressa em metacrilato. É exatamente a inexatidão no registro, uma falta de coincidência plena das imagens, que configura um “pequeno erro”.
Os meios reprodutíveis, sejam manuais ou mecânicos, lidam sempre com a reiteração. Cada cópia deve ser idêntica à outra. Mas a artista, também em resposta ao tecnicismo que domina o mundo contemporâneo, prefere operar de modo mais humano, numa repetição que não se completa plenamente, uma vez que vai propositalmente se transformando pouco a pouco. Como num efeito borboleta, pequenos erros sem importância, às vezes imperceptíveis a olho nu, podem gerar um tsunami. Mas a repetição do gesto faz com que, no interior dele, surjam diferenças, ausências de procedimentos padrão ou mínimos desajustes.
Em vez do absoluto, o que interessa é a fragilidade e o vulnerável. A experimentação no trabalho da artista se alimenta do desconhecido, daquilo que será colocado à prova e, portanto, do que ainda não é reconhecido como um valor instituído. Ana Calzavara foge da completude máxima que tende a ser estéril, estagnada, que não se abre para o porvir e para o inacabamento do mundo. São os pequenos erros sem importância que fazem o seu trabalho fecundo e permitem que ele se desenvolva rumo ao indeterminado.
       
 Ana Calzavara nasceu em Campinas/SP, em 1971. É graduada em Artes Plásticas pela Unicamp, pós-graduada pela Byam Shaw (Londres), mestre e doutora em Poéticas Visuais pela ECA-USP. Já participou de mostras individuais no Centro Cultural São Paulo (2001) e no Museu da Imagem e do Som (2006). Dentre suas exposições coletivas recentes destacam-se: VIII Premio Arte Laguna, Veneza, Itália (2014) e a 8th Biennale internationale d’estampe contemporaine de Trois-Rivière, no Canadá (2013).  Seu trabalho está em coleções como Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS); Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR); Museu de Arte Contemporânea de Santo André, SP e Museu Olho Latino, Atibaia, SP.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Um destaque do Alex Katz na Vogue Brasil


Somos destaque na revista sãopaulo | Folha de São Paulo

Luciana Brito Galeria em destaque sp-arte/foto | de 20 a 24 de agosto no JK shopping. A galeria selecionou fotos vintage para mostra. Em destaque foto de Gaspar Gasparian.



Gaspar Gasparian “Visão Paulista”, 1943 fotografia 40 x 33,5 cm ed vintage

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Luciana Brito apresenta trabalhos inéditos de Allan McCollum na ArtRio 2014



Luciana Brito Galeria apresenta trabalhos inéditos de Allan McCollum na ArtRio que acontece entre os dias 10 e 14 de setembro no Píer Mauá, Rio de Janeiro.
 

Em sua participação nesta ArtRio, Luciana Brito Galeria apresenta mostra individual de Allan McCollum: “Plaster Surrogates Colored and Organized by Andrea Zittel”. A exposição oferece ao público do Rio de Janeiro a oportunidade de ver trabalhos inéditos no Brasil, do artista norte-americano que participou da 28ª Bienal de São Paulo e teve mostra realizada pela galeria em 2009, além de livro sobre sua obra. Operando aquilo que a crítica Rosalind Krauss chamou de “reescrita irônica das próprias tentativas da arte modernista de reduzir os vários meios à sua própria essência como gêneros, ou normas estéticas”, a arte de Allan McCollum tem em suas séries de ‘Plaster Surrogates’ (substitutos de gesso) uma de suas máximas expressões.

A crítica de que o artista partiu para criar esse segmento de sua produção se dirige contra a noção de que o objeto pictórico encerra sua própria realidade – nas suas próprias palavras, “os termos da pintura são os termos do mundo em geral”. O que há de engenhoso aqui, e que resume uma das questões que tornam a obra tão relevante na definição do debate contemporâneo, é o fato de que McCollum aborda o limite do formalismo para restituir a dimensão cultural do objeto artístico. Seus ‘Surrogates’ não formulam padrões ou conteúdos transcendentais, mas a própria identidade da pintura no mundo

Outras questões que perpassam a obra de McCollum, como o caráter serial da arte contemporânea e o encapsulamento do ato de olhar, estão presentes na série apresentada, composta de peças independentes que podem compor uma instalação. O conjunto apresentado nesta ArtRio reúne obras criadas por McCollum desde o início da década de 80, e que receberam uma contribuição da artista Andrea Zittel como organizadora e colorista, em 2013, quando foram expostas na Friedrich Petzel Gallery, em Nova York.

Allan McCollum nasceu em 1944 em Los Angeles, Califórnia, e vive e trabalha em Nova York. Seu trabalho está em mais de setenta coleções de museus, incluindo: National Gallery, Washington, DC; MoMA, o Guggenheim, Metropolitan Museum of Art e Whitney Museum of American Art, em Nova York; Centre Georges Pompidou, Paris; e o Museu Ludwig, Colônia. Retrospectivas de sua obra foram realizadas em instituições como Musée d‘Art Moderne, Villeneuve d’Ascq, Lille, o Sprengel Museum, Hannover, e Serpentine Gallery, Londres, entre outras. McCollum tem produzido projetos de arte pública nos Estados Unidos e Europa, e recentemente completou uma comissão especial para a Elmhurst Community Library, em Nova York. Numerosos textos sobre a obra de McCollum foram publicados por uma série de historiadores da arte e críticos, incluindo Rosalind Krauss, Craig Owens, Hal Foster, Anne Rorimer, Lynne Cooke, Lars Nittve, Thomas Lawson, Catherine Quéloz, Helen Molesworth, Johannes Meinhardt, Claude Gintz, Suzi Gablik, Nicolas Bourriaud, Rhea Anastas, Nancy Princenthal, Martha Buskirk, MaryJo Marks and Jill Gasparina. 


assessoria de imprensa: solange viana | solange.viana@uol.com.br | t. (11) 4777.0234