terça-feira, 3 de julho de 2012

Leia na CASA VOGUE

A exposição OLHO MÁGICO da fotógrafa Anna Kahn, que permanece até 29 de julho, no Museu da Casa Brasileira, é destaque na home na Casa Vogue.
Para ler é só clicar no link aqui!
Boa leitura.

'Olho Mágico' é a próxima exposição do MCB


Informação à imprensa
junho de 2012

Museu da Casa Brasileira apresenta exposição
de fotos sobre interiores de Copacabana


A fotógrafa Anna Kahn mostra uma visão dos interiores de Copacabana e seu inesperado universo

Abertura: 03 de julho, terça-feira, às 19h30
Visitação: de 04 a 29 de julho de 2012

Os interiores das moradias de Copacabana são tema da próxima exposição de fotos que o Museu da Casa Brasileira – instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a partir de 3 de julho.  Nos quase cinco quilômetros de extensão e por um de largura, espremido entre o mar e a montanha, e marco da diversidade sociocultural do Brasil, o bairro é um dos mais famosos do mundo e se revela pelas lentes da fotógrafa carioca Anna Kahn. A mostra, intitulada “Olho Mágico”, permanece até 29 de julho, conta com 23 painéis fotográficos com um recorte do universo dos habitantes do bairro, seus arranjos e objetos, revelando a forma de morar destes brasileiros.
Epicentro dos anos dourados e onde surgiram os primeiros acordes da bossa-nova, Copacabana é um templo de contrastes que, rodeado por três favelas, abriga cerca de 200 mil moradores e o luxuoso hotel Copacabana Palace. As transformações ao longo das décadas proporcionaram ao bairro sediar uma espécie de ‘Babel’ que convive em sua peculiar harmonia: gente chique, elegante, decadente, prostitutas, travestis, artistas, jovens, velhos, ricos, pobres e famílias tradicionais, lado a lado, em um diálogo de confronto, troca e tiroteio.

A vontade de retratar esse bairro vem da história de vida da fotógrafa. Foi lá que a mãe foi criada e conheceu o pai, vindo da Espanha. Foi lá também que Anna Kahn e seu irmão nasceram. No imaginário infantil, as várias salas e mundos que observava ao percorrer os corredores de um prédio na Rua Prado Júnior até chegar ao consultório do avô dentista. Para cada sala, uma história, para cada história, uma cena, retratada nesse ensaio fotográfico.
No intuito de desvendar a alma do bairro, Anna clicou a intimidade dos ambientes que compõem aquele universo. Sob o olhar da fotógrafa, Copacabana se revelou triste e solitária, mas também engraçada e extravagante. Em todos os mundos pelos quais adentrou, foi bem recebida e acolhida. Da adorável secretária, que trabalha duro para criar o filho e convive com a lembrança da morte da mãe – que tirou a própria vida na janela do apartamento -, à atendente de telemarketing que colou uma foto de revista, um par de olhos azuis, no olho mágico da porta de sua casa, para implicar com o marido que não queria que ela comprasse lentes de contato. Foi essa “instalação” da moradora de Copacabana que deu nome à exposição.

A emoção de cada história e do que cada cena reflete se revelam para as lentes de Anna Kahn com a mesma estética de liberdade: no colorido, nos tecidos, nos objetos. Tudo muito lúdico, assim como a exposição que convida o observador a espiar pelo olho mágico e a desvendar esse inesperado universo.

SERVIÇO:
Olho Mágico – Exposição de fotos de Anna Kahn
Abertura: 03 de julho, terça-feira, às 19h30 – entrada gratuita e aberta ao público em geral
Visitação: de 04 a 29 de julho de 2012

Local: Museu da Casa Brasileira
Horário: de terça a domingo das 10h às 18h
Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano
Tel. 3032-3727

Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes R$ 2,00
                  Domingos e feriados – gratuito
Acesso a portadores de deficiência física.
Visitas orientadas: 3032-2564 - agendamento@mcb.org.br

Estacionamento: de terça a sábado até 30 minutos, grátis; até 2 horas, R$ 12,00, demais horas, R$ 2,00. Domingo e feriados, preço único de R$ 15,00. Eventos noturnos, preço único de R$ 20,00

Bicicletário com 20 vagas

Informações para a imprensa | Museu da Casa Brasileira
Solange Viana - Coordenadora de Comunicação | comunicacao@mcb.org.br
Mercedes Guilloux – Assist. de Comunicação |assistcomunicacao@mcb.org.br 
Izabelle Prado - Assistente de Comunicação | assist2comunicacao@mcb.org.br 

Informações para a imprensa - Secretaria de Estado da Cultura
Renata Beltrão - (11) 2627-8166 rmbeltrao@sp.gov.br
Giulianna Correia – (11) 2627-8243 gcorreia@sp.gov.br 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A CASA recebe a exposição LÃ EM CASA

Lã em Casa
Novos usos para a lã nossa de cada dia é a próxima exposição do museu A CASA
Abertura: 4 de junho, das 19h30 às 22h30
Visitação: de 5 de junho a 2 de agosto de 2012
A CASA museu do objeto brasileiro apresenta a exposição Lã em Casa, de objetos artesanais desenvolvidos pelas arquitetas e designers Tina Moura e Lui Lo Pumo, em parceria com artesãos do grupo Ladrilã, das cidades de Pelotas, Jaguarão e Pedras Altas, Rio Grande do Sul. O material prosaico – a lã – surpreende em novas formas de utilização e técnicas inusitadas, criando uma linha de objetos utilitários e decorativos para casa e também acessórios pessoais. Com diversas peças, esta exposição permanece até 2 de agosto, com entrada gratuita.
Muito além do calor e aconchego
Os tapetes e as mantas tradicionais de lã pura ganham formas, tramas e detalhes, mas a coleção vai muito além do previsível, como na manta Pé Quente, que vem com dois pares de pantufas presos, e na série de luminárias, em que o calor da luz se completa com o do material. Brinquedos, cestos, enfeites de mesa e até sabonetes divertidos forrados de lã fazem parte desta caixa de surpresas recheada de estética e função.

Entre as peças apresentadas na exposição, está a luminária Anêmona, premiada em 2011 na 25ª edição do Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo.

Lã em Casa apresenta pela primeira vez em São Paulo cerca de 60 peças desenvolvidas pelas designers junto ao grupo Ladrilã, de aproximadamente 30 artesãos, atendidos por elas desde 2010.

Um dos objetivos da coleção é ampliar a utilização da lã, matéria-prima com a qual os artesãos já estavam familiarizados, mas apenas na produção de itens típicos regionais, como ponchos, cobertores e gorros. “Queremos trazer a lã também para a casa, sendo utilizada o ano todo, não apenas como abrigo, mas em objeto de decoração”, explica Lui; “queremos a lã menos sisuda, ganhando colorido e humor”.
As autoras: Tina e Lui
As irmãs gaúchas Tina Moura e Lui Lo Pumo são arquitetas, com especialização em design de móveis. Lui também é ilustradora.

São responsáveis pela curadoria do evento Casa Brasil, uma realização bianual do Sindmóveis (Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves, RS). Ambas têm atuado em projetos de design de artesanato em diversos pontos do país, e também em Moçambique e São Tomé e Príncipe, na África.
Atuam na área de arquitetura de interiores residenciais, comerciais e em design, desenvolvendo produtos para indústria moveleira.
Obtiveram diversos prêmios de Design, como Prêmio Museu da Casa Brasileira (SP), Salão Design da Movelsul (RS), Prêmio Ibama , etc.
Na área do artesanato fizeram parte da formação do Mão Gaúcha e atuam em Programas de Artesanato do SEBRAE nos diversos estados brasileiros, com foco no design de produtos.
SERVIÇO:
Exposição: Lã em Casa
Abertura: 4 de junho, segunda-feira, das 19h30 às 22h30
Visitação: de 5 de junho a 2 de agosto de 2012
Local: A CASA museu do objeto brasileiro
Rua Cunha Gago, 807 - Pinheiros. São Paulo-SP. Tel.: 11 3814 9711
De segunda a sexta, das 10h às 19h. Sábados, das 12h às 16h.
Entrada franca
Mais informações: www.acasa.org.br
Assessoria de imprensa: Solange Viana
Tel 11 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br 
Mais informações: http://solangeviana.blogspot.com 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

MCB é destaque no Guia do Caderno 2

 Agora o Museu da Casa Brasileira abre à noite a cada 15 dias, as quartas-feiras. Esta foto acima foi destaque na última sexta, 18 de maio, no Guia do Caderno 2 do jornal O Estado de São Paulo.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Veja exposição TENET - tecendo na net

TENET - tecendo na net
Está exposição acontece n'A CASA museu do objeto brasileiro e reúne 70 artistas designers que tiveram como tem a cor PRETA. Fica até 25 de maio, de seg a sexta das 10h às 18h - Entrada Gratuita
A CASA museu do objeto brasileiro
veja o vídeo clicando aqui: http://www.youtube.com/watch?v=I5OQZqM8kv4

terça-feira, 15 de maio de 2012

Barraca Cigana é destaque no Estadão

Casas do Brasil - Barraca Cigana é destaque no caderno CASA do OESP - a exposição permanece até 3 de junho no Museu da Casa Brasileira

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Novo Secretário da Cultura do Estado de SP

No último dia 24 de abril, esteve no Museu da Casa Brasiliera, para a abertura da exposição "Patrimônio Paulista - Litoral e Vale do Paraíba", o novo secretário da cultura do estado de São Paulo, Marcelo Araújo.
Ele é muito bem-vindo!! Particularmente, torço muito por ele.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Gravura Brasileira apresenta:
SP ESTAMPA 2012
Evento reúne em diversos espaços da cidade e interior exposições, oficinas, encontros e muito mais

Abertura: 5 de maio, sábado, das 10h às 16h
Visitação: de  7 a 31 de maio de 2012

Em sua 2ª edição, o SP ESTAMPA já se tornou um marco da cidade de São Paulo. Composto por uma vasta programação, o evento agrega diversas atividades durante todo o mês de maio e é organizado pela Galeria GRAVURA BRASILEIRA.

O SP ESTAMPA reúne galerias, ateliês, instituições e artistas que trabalham com a estampa sob todas as suas formas. São elas: gravuras, monotipias, lambe-lambe, múltiplos, livros de artista e fanzines. O SP ESTAMPA pretende estimular a criação de um circuito de espaços que trabalham com a estampa, mostrar aos visitantes a excepcional qualidade da gráfica nacional e ampliar o público interessado em artes visuais.

Para a abertura oficial, a galeria GRAVURA BRASILEIRA, inaugura a exposição “Coletiva SP ESTAMPA 2012” com projetos de 17 artistas selecionados a partir de um edital aberto que convocou todos os que quisessem participar do SP ESTAMPA 2012 a apresentarem um projeto de exposição nos espaços da galeria. Foram recebidas mais de 80 propostas e selecionadas 11 por um juri formado por Leya Mira Brander, Paulo Camillo Penna e Eduardo Besen.

Em conjunto com a “Coletiva SP ESTAMPA 2012” será inaugurada a “Livraria SP ESTAMPA“ com livros de artista, álbuns de gravura, livros de arte sobre os artistas da galeria, múltiplos, fanzines de artistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Campinas, Natal, Belo Horizonte, Curitiba, Crato, Alemanha, Itália e Japão.

A 1ª edição, em maio de 2011, contou com a participação de 38 espaços de todo o Brasil com exposições, cursos, palestras, workshops, instalações e publicações para um público aproximado de 10.000 pessoas. Em 2012 o evento conta com a participação de 60 espaços na cidade de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Natal, Piracicaba, Santos e Campinas.
Veja a programação completa no link abaixo:

SERVIÇO:
ABERTURA OFICIAL SP ESTAMPA 2012
05 DE MAIO | SÁBADO | 2012
GALERIA GRAVURA BRASILEIRA
Abertura- das 10h às 16h
Visitação- de 07 a 31 de maio de 2012
seg a sex- das 10h às 18h | sáb- das 11h às 13h

“Coletiva SP ESTAMPA 2012”- projetos selecionados
“Sem título”- Ana Calzavara
“Sempre! Também a paisagem é efêmera”- Ana Cristina Andrade
“Sobre o edifício, liberdade, transformação e pessoas”- Carlos Pileggi
“Palavras são Iguais sendo Diferentes”- Cláudio Caropreso
“Habitar e Construir”- Cleiri Cardoso
“Travessia Gráfica”- Constança Lucas, Cris Rocha, Jacqueline Aronis, Kika Levy, Maria Pinto, Sheila Goloborotko, Zizi Baptista
“Daninhas na sarjeta”-  Laura Lydia
“(des) encaixe”- Renata Rosenthal
“Escalavro”- Rosangela Dorazio
“xilos:Apropriação e Canibalismo”- Sandra Lapage
“Casa de vó”- Sérgio Kal

“Livraria SP ESTAMPA 2012”- obras selecionadas
“Solar da Gravura’- Andréia Las
“Páginas Impressas”- Antonio Goper, Beatriz Matuck, Danielle Noronha, Luciano Ogura, Mauricio Parra, Sergio Kal, Ulysses Bôscolo
“Matriz:Personagem”- Centro de Pesquisa em Gravura da UNICAMP- Claudio Luiz Garcia, Danilo Perillo, Júlia Barreira Salgueiro, Lygia Arcuri Eluf, Márcio Andrey Santarosa, Márcio Diegues, Márcio Périgo, Mariangela Guelta, Walkiria Pompermayer Morini, Wladmir Vaz
“sem título”- Cleber Alexsander
“Lá /Qua”/ “Ti Aspetto Fuori”- Daniela Lorenzi e Kaori Miyayama
“Experiência Múltipla”- Estúdio Dezenove
“Livro Aberto”- Fabiola Samara
“ateliê 904”- Franquilandia, Nery e André Magnago
“Índios do Tocantins”- Graça Arnús
“Circuito Impresso”- Augusto Sampaio, Evany Cardoso, Helena Freddi, Leonor Décourt e Salete Mulin
“Gravura em Miniatura”- Julieta Warman
“Livros Temáticos de Xilogravuras”- Luciano Ogura
“Combinatórias Gráficas”- Artistas do Grupo de Pesquisa em Gravura e Gráfica da UFRN- Alexandrina Vianna Coelho Roque, Artur Luiz de Souza Maciel, Kayo Galvão, Pedro Ivo Barros de Castro; Orientação de Laurita Salles
“de onde se vê”- Maura de Andrade e Maria Regina Pinto
“Álbum de Gravuras (ou desenhos)”- Atelier Piratininga
“Feliz com as minhas orelhas” - Teresa Berlinck e Fabrício Corsaletti
“IMPRESSÕES & CONTAMINAÇÕES”- Ana Cristina Brandão, Amir Cadôr, Bruno O, Daisy Turrer, Daniela Goulart, Edna Moura, Fernanda Coimbra, Getúlio Moreira, Glória Lamounier, Karina Minto, Lorena D’Arc,Lucas Carvalho, Lucas Dupin, Lúcia Pimentel, Maria do Carmo Freitas, Marina de Paula, Pedro Veneroso, Tales Bedeschi, Tânia Araújo, Thaís Helt, Thiago Penna e Wanda Tofani. Lançamento do selo: Guilherme Mansur
“O Fio da Xilo - uma fábula em cordel”- Grupo XICRA, Projeto Artista em Viagem e Atelie do ACAIA
*05 a 31 de maio ,menores de 21 anos poderão retirar gratuitamente um exemplar do “O FIO DA XILO” e um cordel-sticker .
Basta apresentar a senha que será publicada no blog do projeto: fiodaxilo.blogspot.com a partir do dia 05 de maio.
Programa Rede Nacional de Artes Visuais 8ª edição.
GRÁTIS
R. Dr. Franco da Rocha, 61, Perdizes, f. 11 3624 9193 | 11 3624 0301 |www.gravurabrasileira.com

Assessoria de imprensa: Solange Viana
T. 11 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br 
Mais informações: http://solangeviana.blogspot.com

TENET - Tecendo na net

A CASA museu do objeto brasileiro apresenta:
                             TENET – Tecendo na net
Exposição reúne obras de artistas de todo o país
Abertura: 7 de maio, segunda-feira, das 19h30 às 22h30
Visitação: de 8 a 26 de maio de 2012


A segunda edição da Tenet – Tecendo na Net -, exposição que A CASA museu do objeto brasileiro abre no dia 7 de maio, em São Paulo, apresenta trabalhos em arte têxtil de 70 designers, artesãos e artistas plásticos de todo o Brasil, num verdadeiro diálogo sobre a arte têxtil contemporânea no país.
O sucesso da primeira edição, realizada em 2011, fez com que o número de participantes aumentasse. Nomes consagrados do cenário têxtil como Naum Alves de Souza, João Pimenta, Glaucia Amaral, Eva Soban, Zoravia Bettiol, entre outros, também aderiram ao projeto que pretende destacar a importância do trabalho têxtil no contexto das artes.
A exposição conta com a curadoria de Renato Imbroisi, Marta Meyer e Juan Ojea e tem como tema a cor preta. Cada participante utilizou um material à sua escolha para a manufatura das peças.
Uma pré-apresentação com imagens dos trabalhos será realizada no Museu da Casa Brasileira no dia 5 de maio, durante a Virada Cultural. Em seguida, a partir do dia 7 de maio, as obras ficarão expostas no museu A CASA.
Como tudo começou
Tudo começou com uma foto postada no Facebook datada de 25 anos. A Internet foi o veículo que possibilitou reunir depois de tanto tempo, artistas de tantos cantos diferentes do Brasil. A Net produziu a química necessária, trazendo revigorada toda força de artistas, artesãos e designers da velha e da nova “geração têxtil”.
Nascia assim a proposta da TENET: com data marcada, um reencontro deste mesmo grupo, agregando outros artistas têxteis para mostrar seus trabalhos, trocar ideias, conhecimento, informações. Neste encontro surgiu o convite, feito por Renata Mellão, diretora do museu A CASA, para exporem o resultado desta união.  
O século 21 nos levou a usar a internet como ferramenta para contatar artesãos, que contataram outros, e assim foi criada uma rede de designers e artesãos têxteis que trabalham com as mais diferentes técnicas e materiais. Na época, foram distribuídos kits com fios e tecidos brancos, e cada artista estava livre para criar o que quisesse com aqueles materiais. O resultado foi exibido em maio de 2011, no museu A CASA, e a repercussão foi tão boa que levou o grupo a uma segunda edição.
SERVIÇO:
Exposição: TENET – Tecendo na net
Abertura: 7 de maio, segunda-feira, das 19h30 às 22h30
Visitação: de 8 a 26 de maio de 2012
Local: A CASA museu do objeto brasileiro
Rua Cunha Gago, 807 – Pinheiros –Tel.: 11 3814 9711
De segunda a sexta das 10h às 19h
Sábados, das 12 às 16h
Entrada Franca
Mais informações: www.acasa.org.br

Assessoria de imprensa: Solange Viana
Tel 11 3032.3727 | 9912.1219 – solange.viana@uol.com.br
Mais informações: http://solangeviana.blogspot.com

terça-feira, 17 de abril de 2012

Rosângela Dorazio na GLOBONEWS


A exposição E JÁ NÃO ESTÁ, da artista Rosângela Dorazio, é destaque no programa EM PAUTA da Globonews. Assista clicado aqui!!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

E já não está de Rosângela Dorazio

Leia texto de apresentação do crítico e curador Agnaldo Farias para a exposição de fotogravura de Rosângela Dorazio.


fotografar, desenhar, gravar: dilacerar

a pretensão da fotografia, já se sabe, é a suspensão do tempo ou, o que dá no mesmo, a condenação à morte de uma paisagem, do rosto de uma pessoa, de uma cena, coisas e acontecimentos banais ou singulares, não importa, algo que a câmera, simples ou sofisticada mas sempre uma câmera mortuária, fixa em seu interior, subtraindo o movimento que obstinadamente leva de roldão tudo o que há para os confins dos dias e noites;

e não pode haver beleza no movimento, já que essa, senão em ao menos no princípio, confinaria com a estabilidade, com a rigidez própria a arquitetura, aos retratos realizados em telas e nas primeira fotografias, aquelas que demandavam aos modelos horas intermináveis em poses paralisadas; o problema é que necessitamos de beleza e, na medida em que somos o que olhamos, conservamos algo da crença milenar, relembrada por Brodsky em seu livro sobre Veneza, que aconselhava a mulher grávida a olhar para belos objetos caso desejasse beleza ao seu filho;

como tudo que há no mundo se movimenta, criamos a arte como recurso à necessidade de instância, ao coágulo do tempo e, consequentemente, à calma; arquitetura, pintura, escultura podem ser formas de produção de imagens fixas; a fotografia também, muito embora, diversamente das outras três, pode demandar nada mais do que um simples instantâneo para a captura de algo que lhe é exterior; sendo assim haveria possibilidade da beleza habitar um fenômeno de superfície como esse? para servir de morada à beleza não seria necessário mais tempo de produção sob risco de uma queda no vácuo? por outro lado, quem disse que a beleza seja, afinal, necessária? 

as fotos / desenhos / gravuras de Rosângela Dorazio comentam esses impasses;  sobrepassando a condição das fotos como espelho de imagens mortas, um plano de inflexão do mundo que atua como depósito de instantes, a artista risca parcialmente cada uma delas, ataca com uma ponta seca, um lápis que prefere sequer trocar grafite com a superfície, os renques de árvores e de prédios que margeiam lagos, parques e veredas; vai dilacerando o papel que serve de suporte aos arranjos orgânicos e geométricos, escarificando-os a maneira de um gravador que abre sulcos numa chapa de metal ou madeira através de estiletes e burís;

a artista destrói as imagens quase sempre deixando um rastro delas  nos reflexos silenciosos de lagos e poças; as imagens, agora flutuando em superficies líquidas, carregam consigo o eco de imagens que não mais existem, o que serve como demonstração da impossibilidade de reter o visível, de que toda fotografia fundada na lógica do documento e do registro acena uma ilusão tão concreta quanto a nitidez das imagens estampadas.

não há nada lá agora, diz-nos Rosângela sobre suas fotografias, o que também vale para as fotografias em geral; havia e, no seu caso, a prova está em sombras e reflexos; e porque quer que haja, porque não se resigna a essa impassividade tão bela quanto ôca, a artista risca com violência as imagens, dilacera-as de modo a pretender vivificá-las, mesmo que o seu miolo seja essa matéria branca, inexpressiva, desimportante, agora encrespado, excitado pelos gestos, a beleza se desfaz, descongelada pela energia que volta a fluir.


Agnaldo Farias

MCB apresenta - Casa do Brasil - Barraca Cigana

Fotógrafa traz o dia-a-dia do universo cigano ao
 Museu da Casa Brasileira


A exposição apresenta, por meio de fotos e vídeos, registros da fotógrafa, Luciana Sampaio, em acampamentos de ciganos

Abertura: 9 de abril, segunda-feira, das 19h30 às 22h
Visitação: 10 de abril a 3 de junho de 2012

“Casas do Brasil – Barraca Cigana” apresenta o trabalho da fotógrafa e pesquisadora Luciana Sampaio, que registrou o dia-a-dia de acampamentos dos ciganos Calon na periferia e interior de São Paulo, por meio de fotos e vídeos. Como parte da mostra, haverá uma barraca no jardim do museu, montada pelo chefe cigano Darci Soares, sua mulher Diholaila Marinho Soares, sobrinho Fabinho Soares e filha Marimar Soares, do grupo de Jaboticabal.  A barraca permitirá aos visitantes vivenciar o espaço doméstico e a experiência cotidiana da moradia cigana. Com abertura no dia 9 de abril, segunda-feira, às 19h30, permanece até 3 junho.

Casas do Brasil é um projeto criado pelo MCB, instituição da Secretaria do Estado da Cultura, em 2006, com o objetivo de fazer um inventário visual das casas brasileiras, celebrando a pluralidade das formas de morar país afora. Ao longo de suas edições, o projeto se dedica a documentar os vários modos de habitar, englobando suas dimensões antropológicas e sociológicas, e observando as diferentes escalas entre território, casa e objeto.


Em outubro de 1997, no Largo 13 de Maio, bairro de Santo Amaro em São Paulo, Luciana viu pela primeira vez um grupo de ciganas lendo a sorte na rua. “Sempre ouvi falar que eram bruxas malvadas, mas, a partir daquele momento, as cores dos seus vestidos passaram a ser um dos elementos que mais me atraíam, e que me levaram a conviver por quase 15 anos com famílias de ciganos Calon, espalhados pelo Estado de São Paulo”, relata.

Desde então, a fotógrafa documenta o modo de vida desconhecido destes brasileiros, sempre se questionando sobre como conseguiram manter, por tantos séculos, língua, vestimentas, organização familiar, habitação, meios de sobrevivência e tantos outros valores praticamente intactos. Em 2007, passou da documentação fotográfica para a produção de vídeos em que, além das atividades cotidianas, registrou também entrevistas. O trabalho resultou em um extenso arquivo documental que será, em parte, exibido na mostra.

Os ciganos retratados na exposição são da etnia Calon, falam o dialeto Chibi, e atualmente vivem em cidades do estado de São Paulo em acampamentos espalhados por seis cidades: Jaboticabal, Pitangueiras, Guariba, Ribeirão Preto, Rio Preto e São Paulo.

Em continuidade às discussões propostas pela mostra, no dia 3 de maio, às 19h30, será lançado um catálogo com material exclusivo sobre a exposição. Na ocasião, a fotógrafa e pesquisadora Luciana Sampaio, estará presente e irá interagir com o público, aprofundando as questões apresentadas no seu trabalho. Os textos são da antropóloga Florência Ferrari, doutora em antropologia Social pela USP, com tese sobre ciganos Calon no Estado de São Paulo defendida em 2010. Publicou Palavra Cigana – seis contos nômades pela Cosac Naify em 2005.

Para saber mais
Texto: Florencia Ferrari, antropóloga.

Cultura material
Colagem é a técnica artística que melhor define a estética cigana. Se não podemos falar de uma produção de objetos – como tachos e cestos são para ciganos Rom – ou de uma iconografia própria dos Calon, certamente podemos tratar os tecidos, colchas, cortinas por eles costurados ou encomendados para as barracas como parte de uma criação estética própria. Mas há “algo” além da exuberância desses tecidos que faz dessas barracas imediatamente identificáveis como ciganas e especificamente próprias destes Calon “mineiros”. Cada elemento ou cor, por separado, não constitui um “estilo”, é apenas como resultado de um princípio aditivo de materiais, cores e texturas heterogêneas que se tem o impacto da bricolagem que configura o “estilo” calon.
 
Uma unidade familiar define-se pelo modo como arruma e cuida de sua barraca. Vemos aqui como a organização do interior da barraca pode ganhar um aspecto quase sagrado, expressando, em seu apuro e asseio, os valores mais importantes da pessoa cigana.
Cotidiano
A vida de um acampamento é dedicada ao convívio familiar. Não há nada mais importante para os Calon que estar com seus parentes. Os espaços do pouso (como eles chamam os terrenos em que acampam) são extremamente codificados. Numa barraca só entram parentes próximos, os demais só vão se forem convidados. “Vem comer na minha barraca!” é uma frase repetida incansavelmente para um visitante, e este deve aceitar e comer fartamente, sendo a recusa considerada ofensiva. Mulheres juntam-se durante o dia nas tarefas femininas: buscar água, lenha, lavar e pendurar roupas no varal. Homens dedicam-se a pequenos afazeres, cuidam de cavalos e discutem negócios. Seu sustento vem sobretudo do rolo com mercadorias e da leitura da sorte na “rua”, fora do acampamento. 

As crianças têm acesso irrestrito a todas as barracas e espaços do acampamento. Muitas já foram à escola, mas abandonaram-na. Brincam muito e também ajudam seus pais no dia a dia da barraca, cozinhando e cuidando de irmãos mais novos. Passarinhos e cachorros são adorados, e fazem parte da paisagem do acampamento. Performances dramáticas têm lugar a todo momento acerca de assuntos os mais corriqueiros, tornando o cotidiano calon pleno de afeto.

SERVIÇO
Casas do Brasil – Barraca Cigana
Abertura: 9 de abril, às 19h30 – entrada gratuita
Visitação: 10 de abril a 3 de junho
Patrocínio: Ornare
Apoio cultural: BOOMSPDESIGN
Apoio: Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Programa de Ação Cultural 2011

Local: Museu da Casa Brasileira
Horário: de terça a domingo das 10h às 18h
Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano
Tel. 3032-3727
Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes R$ 2,00
                  Domingos e feriados – gratuito
Acesso a portadores de deficiência física.
Visitas orientadas: 3032-2564 - agendamento@mcb.org.br

Estacionamento: de terça a sábado até 30 minutos, grátis; até 2 horas, R$ 12,00, demais horas, R$ 2,00. Domingo e feriados, preço único de R$ 15,00. Eventos Noturnos, preço único de R$20 reais.
Bicicletário com 20 vagas

Informações para a imprensa | Museu da Casa Brasileira
Solange Viana - Coordenadora de Comunicação | comunicacao@mcb.org.br
Mercedes Guilloux – Assist. de Comunicação |assistcomunicacao@mcb.org.br 
Izabelle Prado - Assistente de Comunicação | assist2comunicacao@mcb.org.br 

Informações para a imprensa - Secretaria de Estado da Cultura:
Ciro Bonilha – (11) 2627-8166 cbonilha@sp.gov.br
Ellen Oliveira – (11) 2627-8243 ellenoliveira@sp.gov.br