quinta-feira, 31 de julho de 2014

Luciana Brito apresenta trabalhos inéditos de Allan McCollum na ArtRio 2014



Luciana Brito Galeria apresenta trabalhos inéditos de Allan McCollum na ArtRio que acontece entre os dias 10 e 14 de setembro no Píer Mauá, Rio de Janeiro.
 

Em sua participação nesta ArtRio, Luciana Brito Galeria apresenta mostra individual de Allan McCollum: “Plaster Surrogates Colored and Organized by Andrea Zittel”. A exposição oferece ao público do Rio de Janeiro a oportunidade de ver trabalhos inéditos no Brasil, do artista norte-americano que participou da 28ª Bienal de São Paulo e teve mostra realizada pela galeria em 2009, além de livro sobre sua obra. Operando aquilo que a crítica Rosalind Krauss chamou de “reescrita irônica das próprias tentativas da arte modernista de reduzir os vários meios à sua própria essência como gêneros, ou normas estéticas”, a arte de Allan McCollum tem em suas séries de ‘Plaster Surrogates’ (substitutos de gesso) uma de suas máximas expressões.

A crítica de que o artista partiu para criar esse segmento de sua produção se dirige contra a noção de que o objeto pictórico encerra sua própria realidade – nas suas próprias palavras, “os termos da pintura são os termos do mundo em geral”. O que há de engenhoso aqui, e que resume uma das questões que tornam a obra tão relevante na definição do debate contemporâneo, é o fato de que McCollum aborda o limite do formalismo para restituir a dimensão cultural do objeto artístico. Seus ‘Surrogates’ não formulam padrões ou conteúdos transcendentais, mas a própria identidade da pintura no mundo

Outras questões que perpassam a obra de McCollum, como o caráter serial da arte contemporânea e o encapsulamento do ato de olhar, estão presentes na série apresentada, composta de peças independentes que podem compor uma instalação. O conjunto apresentado nesta ArtRio reúne obras criadas por McCollum desde o início da década de 80, e que receberam uma contribuição da artista Andrea Zittel como organizadora e colorista, em 2013, quando foram expostas na Friedrich Petzel Gallery, em Nova York.

Allan McCollum nasceu em 1944 em Los Angeles, Califórnia, e vive e trabalha em Nova York. Seu trabalho está em mais de setenta coleções de museus, incluindo: National Gallery, Washington, DC; MoMA, o Guggenheim, Metropolitan Museum of Art e Whitney Museum of American Art, em Nova York; Centre Georges Pompidou, Paris; e o Museu Ludwig, Colônia. Retrospectivas de sua obra foram realizadas em instituições como Musée d‘Art Moderne, Villeneuve d’Ascq, Lille, o Sprengel Museum, Hannover, e Serpentine Gallery, Londres, entre outras. McCollum tem produzido projetos de arte pública nos Estados Unidos e Europa, e recentemente completou uma comissão especial para a Elmhurst Community Library, em Nova York. Numerosos textos sobre a obra de McCollum foram publicados por uma série de historiadores da arte e críticos, incluindo Rosalind Krauss, Craig Owens, Hal Foster, Anne Rorimer, Lynne Cooke, Lars Nittve, Thomas Lawson, Catherine Quéloz, Helen Molesworth, Johannes Meinhardt, Claude Gintz, Suzi Gablik, Nicolas Bourriaud, Rhea Anastas, Nancy Princenthal, Martha Buskirk, MaryJo Marks and Jill Gasparina. 


assessoria de imprensa: solange viana | solange.viana@uol.com.br | t. (11) 4777.0234

Luciana Brito Galeria na SP Arte | Foto


Luciana Brito Galeria apresenta edição vintage na sp-arte/foto 2014



Em meio tanto ao veloz surgimento de novos meios de produção quanto às movimentações do mercado o estatuto da fotografia como objeto artístico adquire diferentes nuances – se por um lado, largas tiragens possibilitam maior difusão de um trabalho, por outro, as cópias vintage, ampliações em um número restrito (as vezes peças únicas) realizadas pelo próprio artista, não apenas tem uma certa aura, mas verdadeiramente guardam uma relação mais fiel com a ação viva do fotógrafo. Nesta sp-arte/foto, a Luciana Brito Galeriaapresenta edições vintage de nomes fundamentais da arte brasileira desde o modernismo, como Gaspar Gasparian, Geraldo de Barros e Thomaz Farkas. Ampliações originais contemporâneas de Rochelle Costi, Marina Abramovic (fotos acima), Tiago Tebet , Caio Reisewitz, João Luiz Musa, Leandro Erlich, Regina Silveira e Pablo Lobato também poderão ser vistas no stand da galeria.

Amid both the accelerated emergence of new techniques and the art market moves, the status of photography as an art object acquires different nuances – on the one hand large print runs allow greater diffusion of a work, on the other vintage, prints (limited number copies, sometimes single units made by the artists themselves, not only hold a certain aura but truly keep a deeper relationship  whit the photographer’s live action. In this sp-art/foto fair edition, Luciana Brito Galeria presents vintage copies of key names of Brazilian art since modernism, such as Gaspar Gasparin, Geraldo de Barros and Thomas Farkas.  Original prints by contemporary artists such as Rochelle Costi, Marina Abramovic, Tiago Tebet, Caio Reisewitz, João Luiz Musa, Leandro Erlich, Regina Silveira e Pablo Lobato will also be featured at the gallery’s booth.





sp-arte/foto: 20 a 24 de agosto, 
Shopping JK Iguatemi, 3º andar

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Luciana Brito Galeria lança FANZINE da exposição VIVA MARIA


A Luciana Brito Galeria  promove neste sábado, 26/07/14, às 11h, lançamento do fanzine que integra a mostra “Viva Maria”, que se encerra na ocasião. A publicação, que reúne contribuições de artistas participantes e design de Caco Neves, é uma espécie de registro poético da mostra, e inclui textos e imagens com um tratamento gráfico diferenciado. O zine será distribuído gratuitamente no evento, que contará com dois percursos pela exposição comentados pela curadora Maria Montero, às 12:30 e às 15:30. 
“Viva Maria” apresenta trabalhos que lançam mão de ironia e do cinismo afiado para indagar a realidade ou propor utopias. No embate entre produções históricas e contemporâneas, a exposição propõe uma reflexão aberta sobre a crítica social na arte a partir das obras de Roberto Traplev, Regina Silveira, Rafael RG, Pablo Lobato, Pedro Victor Brandão, Gustavo Speridião, e do escocês Michael White.
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Mais informações:
Luciana Brito Galeria
Vila Olímpia: r. Gomes de Carvalho, 842, tels. (11) 3842-0634 / 0635. www.lucianabritogaleria.com.br

Assessoria de imprensa: Solange Viana | solange.viana@uol.com.br | t. (11) 4777.0234

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Viva Maria é a nova exposição da Luciana Brito Galeria


O sarcasmo da arte face à dúvida
Com 14 artistas a exposição reflete a própria complexidade e indefinição do momento atual.

Viva Maria, curadoria de Maria Montero exposta de 7 de junho a 26 de julho, inclui artistas como Thomaz Farkas, Pablo Lobato (fotos abaixo),Regina Silveira, Rochelle Costi e Roberto Traplev

Com título tomado de um dos mais impactantes trabalhos de Waldemar Cordeiro, a exposição Viva Maria dialoga de maneira pouco óbvia com o momento presente. Assim como a icônica obra, que exibe em letras garrafais a palavra “canalha”, os trabalhos que Maria Montero selecionou são de um escárnio cortante. Em meio ao verdadeiro suspense quanto aos rumos do cenário social e político do Brasil no momento de realização da Copa do Mundo, a curadora reuniu trabalhos que lançam mão de ironia, ou mesmo de afiado cinismo, para indagar a realidade ou propor utopias.

Se a obra de Waldemar Cordeiro respondia, em 1966, à profunda crise institucional do país (que levou ao golpe militar e à ditadura), pode-se dizer que a curadoria desta Viva Maria se posiciona perante o debochado e provocativo bordão “imagina na Copa”. Longe de uma abordagem politicamente comprometida, ou mesmo de qualquer tese cristalizada sobre os acontecimentos, a seleção de trabalhos reflete a própria complexidade e indefinição do momento atual. Nas palavras da curadora, o conjunto pode ser lido como um “reflexo do espírito brasileiro, desgosto e esperança convivendo juntos e um senso de humor aguçado para driblar a situação”.

A obra de Waldemar Cordeiro – ironicamente – não compõe a exposição, que inclui trabalhos de: Tobias Putrih, que reinventa objetos e espaços; Regina Silveira, com sua fusão entre crítica cultural e investigação da percepção; Fabiana de Barros & Michel Favre, em fragmentos narrativos que dizem muito sobre a contemporaneidade; Héctor Zamora e as possibilidades discursivas de elementos do trabalho e intervenções urbanas; RochelleCosti, que revela a eloquência do trivial; Ricardo Basbaum, recriando a própria noção de ocupação espacial humana; Thomaz Farkas, com seu trabalho pioneiro na fusão entre registro e expressão artística.

No embate entre produções históricas e contemporâneas, a exposição propõe uma reflexão aberta, inconclusa, sobre a crítica social na arte – no caso do Brasil, antes condicionada pela repressão e pela censura, e agora marcada por uma confusão ético-moral onde a corrupção domina e a crítica se faz por vozes dispersas, longe de qualquer unidade.

A curadoria incluiu, ainda, obras de Roberto Traplev, Rafael RG, Pablo Lobato, Pedro Victor Brandão, Gustavo Speridião, e do escocês Michael White – que, assim como o eslovaco Putrih, mostra que o tema local pode ser lido de maneira interessante e pertinente também pelo olhar estrangeiro.

Sobre a curadora

Maria Montero é curadora independente, artista, produtora executiva especializada em exposições e galerista. Cursou ArtPsychotherapy na Goldsmith College em Londres (1998), atualmente cursa Arte: História, Crítica e Curadoria na PUC-SP. Trabalhou como Relações Institucionais na Galeria Luciana Brito (2009-2010), foi curadora da primeira versão do Red Bull HouseofArt (2009) e coordenou o projeto Abotoados Pela Manga, ao lado de Franz Manata (2010). É fundadora e gestora do Phosphorus, espaço independente voltado para práticas experimentais, exposições, residências, workshops e projetos especiais. É também diretora e fundadora da Sé, galeria de arte localizada no mesmo prédio do Phosphorus.

Exposição                Viva Maria

Local                         Luciana Brito Galeria
Rua Gomes de Carvalho, 842 – Vila Olímpia | (11) 3842 0634

Período                    de 7 de junho a 26 de julho de 2014
Horário                    de terça a sábado, das 10 às 19h

Curadora                 Maria Montero

Artistas                   Fabiana de Barros e Michel Favre, Geraldo de Barros, GustavoSperidião, Héctor Zamora, Michael White, Pablo Lobato, Pedro Victor Brandão, Rafael RG, Regina Silveira, Roberto Traplev, RochelleCosti, Thomaz Farkas, Tiago Tebet e Tobias Putrih

Assessoria de Imprensa: Solange Viana 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Caio Reisewitz realiza individual no ICP em NY

 Caio Reisewitz ganha retrospectiva no ICP
Centro em NY, um dos mais importantes do mundo, exibe panorama da arte do fotógrafo brasileiro


Organizada pelo curador Christopher Phillips, a primeira grande exposição individual nos EUA do fotógrafo brasileiro Caio Reisewitz poderá ser vista no International Center of Photography (ICP), em Nova York, de 16 de maio a 7 de setembro de 2014. O ICP é uma das principais instituições mundiais dedicadas à fotografia, e agora apresenta uma síntese da última década de produção do artista.

A obra de Caio Reisewitz procura estabelecer relações entre a construção do real e o registro do artificial através da fotografia. O apuro técnico e a eventual placidez de seus trabalhos exigem um olhar detido: passado o instante inicial de deleite estético, nota-se que suas fotografias não obedecem a uma intenção meramente descritiva e, em meio à ausência humana nas imagens, o olhar (do fotógrafo, que se plasma também no olhar do observador) torna-se a instância última de organização visual ou de leitura, revelando assim o que há de cultural no ato que se apreende normalmente como natural.

Também em suas fotomontagens, em que o curador Fernando Cocchiarale identifica vestígios do legado dadaísta de Hausmann e Hannah Höch, o humano pode se fazer presente, mas então seu estatuto surge transfigurado. De maneira transversal e silenciosa, as paisagens de Caio, tão pouco humanas, abordam o humano em um de seus gestos máximos.

Sobre Caio Reisewitz
Nascido em São Paulo em 1967, Reisewitz estudou na Kunstakademie Mainz em Mainz, na Alemanha, antes de retornar ao Brasil para lançar sua carreira fotográfica. Apesar de sua admiração por fotógrafos alemães como Thomas Struth, Candida Höfer e Andreas Gursky ser evidente na precisão meticulosa das suas monumentais fotografias coloridas, Reisewitz desenvolveu uma abordagem própria marcante ao retratar a paisagem e arquitetura do Brasil. Seu trabalho tem sido amplamente exposto na América Latina e na Europa, e ele representou o Brasil na Bienal de Veneza de 2005 com uma exposição solo intitulada Paraíso Ameçado. Suas fotografias foram recentemente apresentadas na exposição América Latina 1960-2013 na Fundação Cartier, em Paris.
No Brasil, Caio Reisewitz é representado pela Luciana Brito Galeria.

SERVIÇO:
CAIO REISEWITZ | Mostra Individual
1133 Avenue of the Americas at 43rd Street New York NY 10036
Preview: 15 de maio de 2014 | das 11:30 -13:30
Visitação: de 16 de maio a 7 de setembro de 2014.

Assessoria de Imprensa: Solange Viana 

Geraldo de Barros realiza primeira individual em NY

Mostra histórica leva legado de Geraldo de Barros a NY
Galeria americana apresenta individual de um dos maiores nomes da arte brasileira


A nova-iorquina Tierney Gardarin Gallery apresenta, de 6 de maio a 21 de junho de 2014, a primeira mostra individual de Geraldo de Barros (1923-1998) na cidade. A exposição histórica apresenta um grupo diversificado de obras que abrangem as diversas fases da carreira impar do artista. Geraldo de Barros: Purity of Form explora uma produção que, em diversas de décadas, movimentos e meios, demonstrou um compromisso obstinado com a experimentação artística e a abstração.

Geraldo de Barros é um dos principais nomes da arte brasileira do século 20. Unindo seus estudos iniciais em pintura e seu interesse posterior pela fotografia, ele investigou os limites do processo fotográfico tradicional, intervindo diretamente nos negativos, expondo o mesmo filme diversas vezes, realizando sobreposições, motagens, cortes e questionando as regras clássicas de composição. Apesar de sua profunda preocupação formal, claramente associada ao construtivismo brasileiro (que teve em Geraldo de Barros um de seus grandes expoentes), Geraldo incluiu questões sociais em seu trabalho, o que o levou a lidar com processos industriais, discutindo coerentemente questões diversas tais como construções geométricas, reprodutibilidade, socialização da arte, Teoria da Forma e design industrial. No Brasil, o artista é representado pela Luciana Brito Galeria.
QUEM É GERALDO DE BARROS 

Nasceu em 1923 em Xavantes, Brasil, aos 26 anos o artista participou da criação do laboratório e do curso de fotografia do Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde apresentou a exposição individual Fotoformas, em 1950. Em 1951 ele estudou na HfG - Hoschule für Gestaltung (Escola das Formas) em Ulm, Alemanha. Ele também foi um dos fundadores dos grupos Ruptura (1952) e Rex (1966) e participou da 1ª, 2ª, 9ª, 15ª e 21ª Bienais de São Paulo e da Bienal de Veneza (Itália), em 1986. Seu trabalho faz parte das coleções da Cisneros Fontanals Art Foundation, Fonds d'Art Contemporain de l'Etat de Genève, Fundação Bienal de São Paulo, Instituto Inhotim, Museu Ludwig, Max Bill Foundation, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Museu de Arte de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo e MoMA, Nova York. Geraldo de Barros morreu em São Paulo, em 1998.

Assessoria de Imprensa: Solange Viana