segunda-feira, 27 de abril de 2015

Ana Kesselring em exposição imperdível no dconcept escritório de arte


 “CORPS DU MONDE | CORPOS DO MUNDO”
exposição individual de Ana Kesselring

Abertura, 6 de maio, quarta-feira, às 19h
Visitação: de 07 de maio a 07 de junho de 2015

CORPS DU MONDE | CORPOS DO MUNDO, é a primeira individual que a artista Ana Kesselring apresenta a partir de 6 de maio no dconcept escritório de arte.

Para conceber está exposição, Ana Kesselring, que reside em Lisboa, pesquisou, através do seu mestrado em Paris, as questões relativas ao corpo, onde concluiu que  todos os corpos estão intimamente ligados. Seus relevos de parede dão sequência ao trabalho que a artista vem desenvolvendo e que chama de “os corpos do mundo”, que segundo a curadora, Ligia Canongia, são “sobre as possibilidades de representação do corpo em sentido expandido, que não passa única e necessariamente pelo humano, embora sempre pelo orgânico. As peças expostas são magmas de fragmentos de corpos animais e vegetais, compostos após sua moldagem em cerâmica, sua coloração e esmaltagem, processo que inclui, portanto, a coisa viva e sua posterior fossilização” conta Canongia em texto de apresentação sobre a artista. A curadoria fica a cargo de Fabiana de Moraes.

Apaixonada pela técnica há bastante tempo, Ana Kesselring já havia realizado algumas peças em porcelana em Paris, que mostrou junto às suas gravuras – técnica a qual a artista se dedicou bastante, em exposições na Sycomoreart Galerie, atual White Project, por exemplo.

A REALIZAÇÃO:


A artista tira moldes de diversos elementos que, segundo ela, fazem parte da nossa vida cotidiana. Estas formas vão sendo agregadas e confundidas, criando complexas e poéticas sequências que formarão a obra “Le corps du monde/os corpos do mundo”. Os esmaltes usados são criados no próprio ateliê, segundo pesquisas da artista, que escolheu Lisboa para desenvolver este projeto, inspirada no ceramista português, Bordalo Pinheiro.

SOBRE A ARTISTA ANA KESSELRING

Graduada em Letras pela Universidade de São Paulo, trabalhou como designer na sua empresa Caligrama. Durante os anos 95/2000 começou a formar-se em arquitetura e em pintura ao mesmo tempo; desistiu da arquitetura para concentrar-se na arte expondo no Centro Cultural Sao Paulo e no Centro Maria Antonia (ambas 2002). Mas quando ganhou a bolsa da Residência Cité des Arts, em Paris, pela FAAP, a orientação de seu trabalho deu uma guinada. "Paris me marcou para sempre, a obra e a pessoa; nunca pensei ter acesso a dados de história da arte e a tanta informação, e as exposições que vi durante os oito anos que lá residi", conta Ana e completa: "As questões ligadas à natureza me chamaram atenção em várias exposições e museus locais, assim como a obra da artista Kiki Smith, que lida com o corpo, e os animais e sobre a qual desenvolvi o mestrado na Université Paris 8”, diz a artista.

SERVIÇO:
“CORPS DU MONDE | CORPOS DO MUNDO”
exposição individual de Ana Kesselring
Curadoria: Fabiana de Moraes
Texto apresentação: Ligia Canongia
Abertura: 6 de maio, quarta-feira, às 19h
Visitação: de 07 de maio a 07 de junho de 2015
Local: dconcept escritório de arte | Al Lorena 1257 G1/C3
01424-001 Jardins | São Paulo | SP
t. 3085 5006 | www.dconcept.com
De segunda a sexta das 14h às 19h | Sábados das 11h às 15h | Entrada Franca
Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com


Leia abaixo texto de apresentação da curadora Ligia Canongia

Ana Kesselring – Corpos estranhos
                                               
Os relevos de parede de Ana Kesselring dão sequência à pesquisa da artista sobre o que ela chama de “os corpos do mundo”, sobre as possibilidades de representação do corpo em sentido expandido, que não passa única e necessariamente pelo humano, embora sempre pelo orgânico. As peças expostas são magmas de fragmentos de corpos animais e vegetais, compostos após sua moldagem em cerâmica, sua coloração e esmaltagem, processo que inclui, portanto, a coisa viva e sua posterior fossilização.
Esse assemblage de moldagens, em que se sobressai o contato manual da artista com seus meios, remonta à linhagem moderna de Miró, Henry Moore, Noguchi e Gaudí, que se firmou pela busca das origens e do estado bruto das coisas, assim como das relações humanas diretas com a natureza e com o mundo do trabalho. Uma pulsão expressionista é latente na obra, não só pelas feições informes das colagens e pela diluição de suas figuras em um amálgama abstrato, como por criticar, consequentemente, a visada racionalista de certas vanguardas.
O acúmulo e a justaposição de elementos orgânicos fortuitos parecem nos falar de uma construção de urgência, pulsional, ligada ao inconsciente e às associações livres, que retiram da realidade e das coisas mais tangíveis uma forma inédita e desconhecida. Entendidas como uma arqueologia do cotidiano, as colagens da artista tratam da simultânea apropriação e desconstrução do real, tomando seus corpos como “pré-textos” para a formulação de um novo discurso, inscrito no campo aberto da linguagem.
A transfiguração dos seres reais nas agregações obscuras e ambivalentes de Ana Kesselring - ao mesmo tempo, naturais e artificiais, familiares e bizarras, rígidas e sensuais - atesta não somente o estranhamento produzido pela troca de seus contextos lógicos, como, principalmente, pela capacidade poética de fazer a realidade delirar e sair de sua estratificação normal. O que antes eram simples vegetais, frutas, mariscos ou conchas, ganha excentricidade e se envolve em uma atmosfera absurda, comparável à das figuras espantosas de Arcimboldo ou às deformações surreais.
Pensadores admiráveis, como Benjamin e Ernst Bloch já haviam detectado nos processos subjetivos da fantasia expressionista e surreal algo conectado a uma nova concepção do tempo histórico, aos fenômenos de transição que caracterizam uma realidade multi-estratificada e plural. Para Bloch, “a obra expressionista é uma consciência cindida que encontra seu todo nos fragmentos da realidade vivida” 1, e tal afirmação pode nos levar aos amálgamas de Ana Kesselring, por corresponderem à essa procura de totalidade e de unicidade perdidas, em meio aos pedaços da experiência contemporânea.
O aspecto expressivo e a sensualidade dos relevos da artista, contudo, são submetidos a um corte abrupto em suas superfícies. A mão que molda a cerâmica é, paradoxalmente, a mesma que faz incidir esse corte preciso sobre sua extensão. Partidos, mas organizados por um traçado horizontal, sugerido na montagem das obras e coincidente com a linha dos cortes, os relevos entram numa tensão espacial que não apenas contrapõe à sua configuração turbulenta uma ordem inesperada, como conduz, pela horizontalidade, à ideia de possíveis paisagens.
Paisagens que se confundem com naturezas-mortas, estados morfológicos intermediários que rompem os gêneros da tradição, reviramento dos arquétipos figurais da realidade em um universo imaginário e improvável, tal é o mundo de Ana Kesselring, um mundo povoado de seres transversais e de estruturas ambíguas, que moldam e cortam nosso próprio olhar. 

JORDÃO MACHADO, Carlos Eduardo – in “Um capítulo da história da modernidade estética: debate sobre o expressionismo”, UNESP, São Paulo, 1998. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Alugo estúdio para fotógrafos!

Vc precisa de espaço para fotografar? Então achou o lugar certo para suas produções, sejam elas pequenas, médias ou em grandes formatos.
Estúdio está localizado no miolo da Granja Viana (Cotia, 20 min de SP), com ótima infra-estrutura: sala de apoio, copa-cozinha, vagas para diversos carros e de fácil localização para seus clientes. Venha nos visitar! galeriadeartesolangeviana@uol.com.br ou tel. (11) 4777.0234 com Solange.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Thomaz Farkas em destaque na Veja SP

A exposição de Thomaz Farkas, com fotos inéditas, foi uma das 05 Mostras melhores avaliadas pela Veja São Paulo. A exposição permanece até 15 de fevereiro.

sábado, 29 de novembro de 2014

Hoje é dia de Ana Nitzan | destaque na Ilustrada

Hoje acontece a abertura da exposição SUBLIMAÇÃO e lançamento de livro de Ana Nitzan. É no dconcept escritório de arte. Vamos? Das 14h às 18h.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Thomaz Farkas é a nova exposição na LUCIANA BRITO GALERIA




Thomaz Farkas referencial e inédito

Exposição Memórias e descobertas reúne fotografias icônicas e achados recentes e nunca vistos do artista morto em 2011, um dos nomes máximos da fotografia brasileira. De 08/11/14 a 9/1/15

Luciana Brito Galeria tem o prazer de ser a primeira galeria a representar comercialmente (desde 2013) e, agora, a realizar uma exposição individual de Thomaz Farkas (1924-2011). Sua carreira tem sido foco de várias individuais e coletivas antológicas com variados recortes desde os anos 40, além de um extenso trabalho de pesquisa e preservação realizado pelo Instituto Moreira Salles desde 2007. No entanto, esta seleção, com curadoria de Sergio Burgi e João Farkas, reúne um panorama especialmente amplo da obra do artista. Será a primeira vez que séries importantes de autoria de Thomaz Farkas são reunidas em conjuntos maiores.

A famosa série Recortes, que sintetiza sua pesquisa formal, e o impressionante registro da criação de Brasília, com um certo caráter cinematográfico, por exemplo, são dois pilares de facetas complementares do artista, cujo trabalho fundia rigor técnico, experimentalismo e um profundo interesse pela realidade brasileira.

Com quase uma centena de trabalhos, a exposição abrange sua produção inicial (incluindo imagens inéditas das célebres séries feitas em 1946 com bailarinos russos e brasileiros), filmes (na maturidade artística, seu interesse pelo cinema documentário o levaria a criar a Caravana Farkas, responsável por uma produção icônica dedicada à cultura brasileira), e documentos. Uma rara série em cor também será exibida, além de ampliações de época nunca antes expostas.

Thomaz Farkas é um dos principais nomes da fotografia brasileira moderna, ao lado de artistas como Gaspar Gasparian e Geraldo de Barros. Partindo criticamente do pictorialismo e da fotografia baseada nos gêneros tradicionais da pintura (retrato, paisagem, etc), os artistas enfocaram aspectos do meio fotográfico em si, distanciando-se do tratamento de fotografias como meras reproduções. Mas Farkas se destacaria também como empresário, produtor e realizador cinematográfico, empreendedor cultural, pesquisador e divulgador da arte fotográfica.

Nascido em Budapeste e radicado em São Paulo desde os 6 anos de idade, Thomaz Farkas era filho do fundador da Fotoptica, empresa pioneira na comercialização de equipamentos fotográficos no Brasil. Sua primeira exposição individual aconteceu em 1949, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. No mesmo ano, o fotógrafo teve trabalhos selecionados para mostra no MoMA de Nova York, que naquele momento também adquire sete de suas obras.

Quatro vezes eleito o representante do Brasil na Photographic Society of America, Farkas foi também central na criação dos departamentos de fotografia do MASP e do MAM-SP. Além do Musem of Modern Art de Nova York, a obra do fotógrafo pode ser encontrada em acervos como os da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Maison Européene de la Photographie e Instituto Moreira Salles (que lhe dedicou um livro antológico editado em 2010-11), entre outras instituições. Farkas faleceu em São Paulo, em 2011.

A exposição inclui lançamento de livro homônimo com mais de uma centena de reproduções e textos dos curadores e do pesquisador Rubens Fernandes Junior, entre outros (220 páginas, bilíngue: português e inglês).

SERVIço







THOMAZ FARKAS: MEMÓRIAS E DESCOBERTAS

Local                         Luciana Brito Galeria
Rua Gomes de Carvalho, 842 – Vila Olímpia (11) 3842 0634

Período                    de 8 de novembro de 2014 a 9 de janeiro de 2015
Horário                    de terça a sábado, das 10 às 19h

CuradorIa                Sergio Burgi e João Farkas

Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com



quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Ana Calzavara é destaque no GUIA DA FOLHA


Ana Nitzan lança seu primeiro livro "Sublimação"


“Sublimação” - livro de Ana Nitzan

Primeiro livro da artista paulistana Ana Nitzan, será lançado dia 11 de novembro, às 19h, no BESI Brasil. A obra, um objeto de arte, conta com encadernação original e foi organizada pelo curador Eder Chiodetto com projeto gráfico de Milena Galli.


“Sublimação” é o título do primeiro livro da artista Ana Nitzan, organizado pelo curador Eder Chiodetto, o livro reúne fotografias da série, além de cadernos de imagens que mostram os vários processos de trabalho da artista em seu ateliê, texto de apresentação e uma entrevista. Pensado como um livro-objeto, a obra teve projeto gráfico de Milena Galli. Folhas duplas são intercaladas com cadernos de paginação simples, criado assim o volume por meio do qual as imagens de árvores de flores ganham a mesma ilusão de tridimensionalidade que a artista obtém nas suas obras em galerias e museus.

Ao se deparar um dia com uma imensa árvore florida, Ana se deparou com um problema: como representar tal grandiosidade por meio da fotografia? Intuitivamente fotografou dois lados da árvore. Na edição, uniu as duas faces. As árvores surgiam sem tronco, sem contato com o solo. Era como se voassem. Ao fotografar os dois lados da mesma copa, na tentativa de forçar os limites da fotografia para que aludisse à tridimensionalidade do referente, a artista casualmente criou a ilusão de uma levitação.

Conta a artista “criei um universo por onde vago nas memórias da infância, sob as raízes ou sobre as copas das árvores. Lugares interiores onde me permitia sonhar com o que ainda não havia acontecido”.

A artista explica como chegou neste processo: “Depois de estudar fotografia, decidi experimentar a pintura, o desenho e, finalmente, a construção de objetos. Durante um tempo, velei fotografias com pintura. Destas experimentações surgiu a linha que eu buscava para juntar desenho e fotografia. A linha passou a ser um elemento muito presente nos meus trabalhos” diz a artista.


Para o curador Eder Chiodetto, “Costurando as duas faces da árvore pelo avesso do papel fotográfico e abrindo-o, como quem abre um livro – metáfora da fonte de conhecimento –, Ana Nitzan conseguiu unir as pontas, estéticas e conceituais, que entrelaçam as indagações poéticas e filosóficas que a despertaram naquele primeiro momento diante da árvore no campo. Essa imagem-sublevação sintetiza organicamente os ciclos vitais, a transcendência, a espiritualidade. Ao mesmo tempo, especula poeticamente sobre os limites da representação, da nossa percepção visual, do nosso olhar para o entorno”, diz.

Sobre a artista:

Ana Nitzan, paulistana, formada pela Escola Rudolf Steiner de São Paulo Waldorf e Desenho Industrial pela FAAP de São Paulo, em 1989. Possui produção artística desde 1990. Desenvolve pesquisa em fotografia, desenho, pintura, jóias, escultura e suportes que supram a necessidade de expressão poética da reflexão artística. As obras, na maioria dos casos, referem-se à percepção simbólica e afetiva entre ser humano e natureza. A mais recente série de Ana Nitzan, Sustentável Sublimação alude ao momento em que a árvore, sem o caule é sustentada pelo ar, transcendendo a fotografia que é literalmente costurada formando um volume real, esta segunda questão de fundo de toda essa série: o antagonismo entre os pontos da imagem em si, espiritualidade e mito. Participou de diversas exposições individuais e coletivas tanto no Brasil como no exterior. Possui obras em coleções públicas, Banco Espirito Santo, BES e Banco Itaú S.A.


SERVIÇO:
Lançamento do livro e exposição SUBLIMAÇÃO de Ana Nitzan
R$ 100,00  | 244 págs
Instalação e fotos (com fragmentos, desenhos, cristais, terra, sementes de cobre que constroem o pensamento da artista). Dress photo by phD edição limitada
Abertura: 29 de novembro, sábado, das 14h às 18h
Visitação: de 01 a 23 de dezembro de 2014
Local: dconcept escritório de arte na Al Lorena 1257 G1/C3.
Cep 01424-001 Jardins |São Paulo | Tel 3085 5006 www.dconcept.com
De segunda a sexta das 14h às 19h | Sábados das 11h às 15h | Entrada Franca
Patrocínio: BESI do Brasil S.A.

Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com


Próxima Exposição: Ana Michaelis que acontece no D' Concept

                   
Ana Michaelis apresenta ILUSÃO exposição individual na d'concept
Abertura, 22 de outubro, quarta-feira, às 19h
Visitação: de 22 de outubro a 22 de novembro de 2014

“Ilusão” é o título da nova exposição individual da artista visual, Ana Michaelis, que abre em 22 de outubro, quarta-feira, às 19h, para convidados, permanecendo até 22 de novembro na dconcept escritório de arte, na Al Lorena 1257 G1/C3. Na ocasião a artista apresentará um site specific (na parede frontal com 2,5 m de comprimento e as duas paredes laterais com 4m de comprimento cada.  As paredes possuem altura de 2,7m), além de 10 telas em diversos formatos.

Ana Michaelis constrói paisagens inabitadas, imaginárias com uma atmosfera etérea que se forma através do exercício metódico de aplicar camadas e camadas de branco sobre as massas escuras que se sobrepõem e constituem o sofisticado jogo de planos que estruturam seus trabalhos.

Por trás dessas velaturas se entrevê a um só tempo um processo de apagamento ou esvaecimento da imagem como o da emergência de uma outra paisagem, uma paisagem "nebulosa". Nas nuances acinzentadas percebe-se um desejo da artista em buscar outro canal de sensibilidade na experiência de apreensão do mundo.

Entendemos que a representação dessas paisagens não serve como uma maneira de se conhecer a verdadeira realidade da natureza. A intenção da artista não é uma copia do mundo que se apresenta com todas suas particularidades mas sim uma paisagem que será a representação de um recorte dos sentidos e memorias tanto pessoais como coletivas.

Ana estabelece um contraponto entre as noções de "imagem do mundo" e "mundo como imagem", tencionando neste procedimento a ideia de representação, na medida em que introduz um fator de distorção – que conforma a aura de suave artificialidade que envolve suas pinturas.

Surgem dessa forma outras paisagens, ou paisagens "de uma outra natureza"; paisagens inventadas. Criando essa artificialidade notamos que a intenção da artista é clara em resgatar a importância fundamental de situar o espectador em uma dimensão imaginaria concentrada nas potencialidades sob a perspectiva da ilusão.

Perspectiva da Ilusão
 “Segundo a qual o que se quer que um quadro represente, o faz em virtude de dar ao espectador a falsa crença perspectiva de que ele está na presença do que é representado” . (texto retirado do livro “A Pintura como Arte” de Richard Wollheim, pag 77, editora Cosac & Naify).

Sob esse conceito ampliado, a artista para a exposição irá fazer um site specifc. O espectador será envolvido por uma paisagem imaginaria, pintada em 3 grandes paredes em um espaço fechado da galeria. A paisagem representada terá a ausência da figura humana e interferência do homem e será uma imagem de atmosfera etérea que paira entre a lembrança e a imaginação sugerindo um sentido de tempo alongado e um potencial de reflexão e meditação. Apesar da artificialidade da imagem, o espectador será levado a ilusão de que ele está na presença e faz parte do que é representado. Ao termino da exposição as paredes serão pintadas de branco apagando toda a pintura.

A atmosfera etérea tem o intuito de fazer sobressair a luz e diluir os traços, sugerindo uma paisagem que instiga no observador a sensação única de lembrança e ilusão, talvez, sobretudo se pensamos que toda paisagem de certo modo sempre se efetiva ou se realiza a partir do ponto de vista de quem a contempla.

Fotos: Rômulo Fialdini

SERVIÇO:
ILUSÃO de Ana Michaelis
ONDE
dconcept escritório de arte na Al Lorena 1257 G1/C3.
Cep 01424-001 Jardins
São Paulo
Tel 3085 5006 ou 98346 3608
Site : www.dconcept.com

Quando
Data da abertura : 22 de outubro, quarta-feira, às 19h
Período da exposição : 22 de outubro a 22 de novembro de 2014

Obras
No primeiro espaço da  d'concept será um site specific.
Informações do site specific:
Título: Ilusão
Ano : 2014
Dimensão : A parede frontal com 2,5 m de comprimento e as duas paredes laterais com 4m de comprimento cada.  As 3 paredes com altura de 2,7m .
No final da exposição as paredes serão pintadas de branco desaparecendo a imagem.

No segundo espaço da  d'concept.
Serão 10 telas de dimensões variadas no segundo espaço da D’Concept.
Ano : 2014
Dimensões:
65 x 85 cm, 70 x 90 cm, 100 x 105 cm, 100 x 120 cm e 140 x 165 cm.

Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com



QUEM É ANA MICHAELIS

Ana Michaelis é carioca. Vive e trabalha em São Paulo. Participou de inúmeras exposições individuais e coletivas como: Galeria Art Lounge, “Obras Recentes”, Lisboa, Portugal (2013). AM Galeria Horizonte, “Azul”, São Paulo, SP, (2011), Galeria Art Lounge, “Em Algum Lugar”, Lisboa, Portugal, (2006). Paço das Artes, “Paisagens da Memória”, São Paulo, SP, (2003).Galeria Mônica Filgueiras, “Paisagens da Afetividade”, São Paulo, SP (2002). Galeria Nara Roesler, “O Rosto do Outro”, São Paulo, SP, (1997). Galeria Adriana Penteado, “Pinturas Recentes”, São Paulo, SP, (1994) que são as individuais. Diversas coletivas, entre elas: AM Galeria, “Projeto Boletim ou Shortcuts #01”, Belo Horizonte, MG (2014). FAV Galeria, “Jardins”, Goiânia, GO, 2014. Grand Rapids Art Museum, “Reimaginando a Paisagem e o Futuro da Natureza”, Grand Rapids, Michigan, EUA , 2013. Galeria Referência,  “CenterFolder”, Brasília, DF, 2012.  Espaço Contraponto, “Em Branco - Territórios sem Fronteiras”, São Paulo, SP, 2011. AM Galeria Horizonte, “Perfil”, São Paulo, 2011. Casa das Onze Janelas, “Em Branco – Recortes, Colagens e Adesivos”, Belém, PA, 2008. AM Galeria de Arte, “Paisagens”, Belo Horizonte, BH, 2008. Galeria Referência, “Em Branco”, Brasília, DF, 2008. Florenceantonio.com Galeria, “Casa dos Macacos”, São Paulo, SP, 2007. Florenceantonio.com Galeria + Tripityque, “Homens Trabalhando”, São Paulo, SP, 2007.   Florenceantonio.com Galeria, Escola São Paulo, São Paulo, SP, 2007.  Palácio das Artes, “Em Branco”, Belo Horizonte, MG, 2006.Centro Cultural São Paulo, “Água Corrente”, São Paulo, SP, 2006.  Galeria Bolsa de Arte, “Em Branco”, Porto Alegre, RS, 2004.Galeria Martha Traba, São Paulo, SP 2003. Casa das Rosas, São Paulo, SP, 2003. Entre muitas outras, além de Feiras Nacionais e Internacionais de Arte Contemporânea como: Art Monaco, Monaco, 2012, Arte Lisboa 12, Lisboa, 2012. Feira Parte, São Paulo, 2012. Art Rio, Rio de Janeiro, 2011. SP Arte, 09, 10 e 11, São Paulo, 2011.Feira de Arte Contemporânea Madrid, Espanha, 2009. Arte Lisboa 09, Feira de Arte Contemporânea de Lisboa, Portugal, 2009.Feira de Arte Contemporânea Madrid, Espanha, 2008. Arte Lisboa 08, Feira de Arte Contemporânea de Lisboa, Portugal, 2008. Feira de Arte Contemporânea Madrid, Espanha, 2007. Arte Lisboa 07, Feira de Arte Contemporânea de Lisboa, Portugal, 2007. Arte Lisboa 06, Feira de Arte Contemporânea de Lisboa, Portugal, 2006. Participou em Bienais Internacionais de Arte: XIII Bienal de Arte de Cerveira, Vila Nova Cerveira, Portugal (2005). E na XX Bienal Internacional de São Paulo, Evento Especial “Circuito Atelier Aberto”, São Paulo, SP, 1989.