sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Hoje no GUIA DA FOLHA

O centro comercial GRANJARDIM, localizado na Granja Viana, realizada, amanhã, 19, das 11h às 19h, um grande EVENTO em comemoração aos 5 anos de existência. Veja no GUIA DA FOLHA de hoje, 18 de setembro, onde somos destaque!

Granjardim é destaque no GIRO SA



segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Granjardim completa 5 anos e faz comemoração em grande estilo, com exposição de carros antigos e muito mais.

5 anos de Granjardim
arquibancada para shows e eventos

O Granjardim, centro comercial da Granja Viana, comemora 5 anos de existência e quem ganha é você!

Granjardim – centro comercial localizado no miolo da Granja Viana, Cotia, e a 20min de São Paulo, é o local ideal para quem procura serviços de qualidade com ares granjeiros. Criado especialmente para este público, ele completa em setembro 5 anos de atividades, e quem ganha são os visitantes.
 
exposição de carros antigos
Para festejar em grande estilo o Granjardim elaborou um evento imperdível em comemoração ao seu aniversário. No próximo dia 19 de setembro, sábado, das 11h às 19h,  o centro comercial mais charmoso da Granja Viana estará em festa! Com exposição de carros antigos, mágico, música ao vivo, DJ, caricaturista, Food Truck, e muito mais. Tudo para agradecer a fidelidade e carinho dos seus clientes.

Aqui o cliente é tratado pelo nome, pois seus lojistas são tradicionais empreendedores aqui na Granja, com no mínimo 10 anos de atuação na região. Local agradável, construído respeitando a conservação e topografia natural do terreno, buscando uma relação equilibrada entre a área verde e a construída. Um espaço moderno e dinâmico, localizado no coração da Granja Viana: a Avenida São Camilo.
 
fachada principal do Granjardim
O Centro Comercial Granjardim foi projetado para que o comércio, a alimentação, lazer e serviços funcionem em total sinergia, onde um completa o outro. Todas as lojas do centro comercial estarão participando do evento com ótimas promoções e novidades imperdíveis.
 
arquibancada final de tarde
SERVIÇO:
FESTA DE 5 ANOS DO GRANJARDIM

DIA 19 DE SETEMBRO, SÁBADO, DAS 11H às 19H | GRATUITA

Granjardim fica na Av São Camilo, 980, na Granja Viana | Cotia | SP
cep: 06709-150
Tel. 2690.0037 | Estacionamento grátis com manobristas no local.
@granjardim

Horário de Funcionamento:
As segundas: 10:00 – 18:00 | De terça a sexta: 10:00 – 19:00 | sábados: 10:00 – 16:00

Pró  Vital | Quiropraxia | Technè  Arquitetura | Gaia  Cenografia |Éricon | Revista TUDO | Espaço  Saúde | One  2  One | Doutores  da  Granja | Tenis  ProShop | Gasoline | Dra.  Paola | Casa  Di  Bambini | Casa  Di  Regalo | Maria  Descolada | Pimenta  Rosa | Farmer | Eco  Wash | ONE | ATA |  Líquido | Billar  &  Cia | Chaveiro  Araújo | Camarim | Training  - Equipe  Pilates.

Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com | @solangeviana


"onde a arte é notícia"



Próxima exposição: "a sociedade cavalieri" | abertura 26 de setembro | CAIXA Cultural São Paulo

A SOCIEDADE CAVALIERI


Exposição sobre sociedade secreta de artistas europeus abre dia 26 de setembro na CAIXA Cultural São Paulo

CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 26 de setembro a 22 de novembro, a exposição "Sociedade Cavalieri", sob a curadoria de Pierre Menard. A exposição conta a história de uma sociedade secreta de artistas gravadores, que durante mais de 300 anos atuou nos ateliês da Europa Ocidental. O projeto tem entrada gratuita e conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal.

Fundada em homenagem ao gravador italiano Giovanni Battista Cavalieri (1526-1597), a Sociedade Cavalieri, reunia artistas que criariam imagens de monstros imaginários e criaturas antropomórficas, através do método criativo estabelecido pelo artista homenageado. Teriam sido membros desta sociedade, gravadores como Rembrandt, Goya, Hogarth, Tiepolo, Daumier, Odilon Redon, entre outros.

A exposição divide-se em duas partes. A primeira apresenta a biografia de Giovanni B. Cavalieri ao lado de sua série de gravuras de monstros, o que de acordo com o curador Menard, teria influenciado a história da arte até o começo do século XX. A segunda parte apresenta renomados gravadores membros da sociedade influenciados diretamente pela produção de Cavalieri.

Depois de São Paulo, o projeto segue para a CAIXA Cultural Brasília, em novembro de 2015, e CAIXA Cultural Curitiba, em janeiro de 2016.

 A verdadeira história

As gravuras dos artistas membros dessa sociedade secreta foram modificadas para que pudessem ter alguma semelhança com o trabalho de Cavalieri. A curadoria da exposição é fictícia, sendo a organização do evento atribuída ao francês Pierre Menard. Cada uma das gravuras dos artistas participantes é acompanhada de um texto, que além de informações falsas sobre as obras, apresenta a argumentação do curador acerca da ligação entre o artista e a Sociedade Cavalieri. Também não são verdadeiros os créditos e as instituições de apoio à exposição. 


Para Felipe Prando, que assina o texto crítico do catálogo “Estamos diante de uma ficção construída pelo artista Pierre Lapalu. Baseado em fatos reais, o artista recria a presença do gravador Giovanni Battista de Cavalieri na história da arte. A partir da série de gravuras ‘Obra na qual se veem monstros de todas as partes do mundo antigo e moderno’, publicada em 1585, o artista  inventa uma sociedade secreta e dá vida a novos monstros, colocando à prova um método até então inexistente”, conta Prando. 

A “Sociedade Cavalieri” é uma exposição que lida com ficções através de apropriações. Apropria-se de obras de artistas do passado e se apropria também de uma estética discursiva das instituições e da história da arte, afim de criar sua própria narrativa. Caberá ao público desvendar esta ficção e encontrar verdades ou mentiras nesta fábula de história da arte.

SERVIÇO:
Exposição “Sociedade Cavalieri”
Abertura para convidados e imprensa: 26 de setembro de 2015 (sábado), às 11h
Data: 26 de setembro a 22 de novembro de 2015 (terça-feira a domingo)
Horário: 9h às 19h
Entrada: franca
Local: CAIXA Cultural São Paulo
Endereço:Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo (SP)
Classificação indicativa:Livre
Informações: (11) 3321-4400
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Assessoria de Imprensa da exposição:
Solange Viana - (11) 4777-0234 solange.viana@uol.com.br http://solangeviana.blogspot.com | @solangeviana

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural São Paulo (SP)
(11) 3549-6001
www.caixa.gov.br/imprensa | @imprensaCAIXA

"onde a arte é notícia"

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Somos destaque no Caderno 2 | Estadão

Matéria realizada por Antonio Gonçalves Filho, Caderno 2, Estadão, para a exposição: CERÂMICAS DO BRASIL, que abre hoje, 12, para convidados.


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Somos destaque na revista sãopaulo | folha de são paulo


Leia e visite a exposição CERÂMICAS DO BRASIL, com curadoria de Adélia Borges no museu A CASA.
Abertura: 12 de agosto, das 18h às 22h. Visitação até 18 de outubro de 2015.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Uma rara oportunidade de conhecer cerâmicas de várias partes do Brasil


A CASA museu do objeto brasileiro apresenta: Exposição Cerâmicas do Brasil
Edição 2015

Mostra de trabalhos de alta qualidade da cerâmica desenvolvida hoje no pais.
Curadoria: Adélia Borges
Programação paralela: debates, palestras e visitas guiadas à ateliês
Abertura: 12 de agosto, quarta-feira, das 18h às 22h
Das 18h00 às 19h30 - Debate
Das 19h30 às 22h00 - Coquetel

A CASA museu do objeto brasileiro abrirá no dia 12 de agosto, quarta-feira, a exposição “Cerâmicas do Brasil – Edição 2015”. A mostra junta em pé de igualdade criações de indígenas, artistas e designers populares e artistas e designers eruditos. Sua característica central é a transversalidade, por lidar sem distinção com esses universos muitas vezes vistos de maneira estanque. “Além de misturar as autorias, a exposição também questiona os limites em geral muito rígidos entre artesanato, design e arte”, explica a curadora Adélia Borges.

Haverá um corte preciso no tempo – século 21 –, mas aberto às várias vertentes do trabalho com esse material, que está presente na cultura brasileira desde os povos originários. Não há a intenção de ranking dos melhores ceramistas, mas de pinçar alguns trabalhos de alta qualidade da cerâmica desenvolvida hoje no Brasil.

Da cerâmica indígena foram selecionados os Paiter - Suruí, de RondIonia, e os Wauja|Mehinako, do Parque Nacional do Xingu. Mato Grosso, os últimos presentes em obras de Yamony Mahinako e Uleyalu Mehinako. Entre os populares, as paneleiras de Goaibeiras, de Vitória, Espírito Santo, e Irinéia Rosa Nunes da Silva, de União dos Palmares, Alagoas. Sara Carone, de São Paulo, Inês Antonini, de Minas Gerais, Heloisa Galvão, nascida no Espírito Santo e radicada em São Paulo; e Brunno Jahara, do Rio de Janeiro, completam a seleção.

“Foi muito difícil fazer a escolha, porque tem muita gente boa se dedicando a esse material hoje em nosso país. Resolvi deixar de lado alguns nomes de que gosto muito mas que já vem recebendo exposições individuais recentes em São Paulo. Eu também quis privilegiar uma apreensão melhor da atuação de cada escolhido, apresentando um pequeno conjunto de trabalhos por autor, seja um indivíduo ou um grupo”, diz Adélia.

Frente à riqueza e diversidade da produção cerâmica brasileira, Renata Mellão, diretora da A CASA, pretende tornar a exposição um programa fixo da instituição, com edições a cada dois ou três anos. “Mapear e selecionar a cerâmica brasileira é um desafio complexo. Portanto, acredito que serão necessárias outras exposições para tentar abranger toda a diversidade existente, o que só é possível fazer com uma curadoria apurada como esta”, afirma.

A mostra terá uma sala de vídeos com a apresentação de documentários sobre artistas participantes e uma sala de leitura com catálogos e livros que permitam entender melhor a produção de cada autor. O design expositivo é assinado pelo arquiteto Pedro Mendes da Rocha.

SERVIÇO:
Exposição Cerâmicas do Brasil
Abertura: 12 de agosto, das 18h00 às 19h30 (debate) e das 19h30 às 22h00(coquetel)
Período de exposição: de 13 de agosto a 18 de outubro
Visitação: de terça a domingo, das 11h às 19h
Agendamento de grupos: educativo@acasa.org.br
Onde: Avenida Pedroso de Morais, 1216, Pinheiros - SP

Informações para a imprensa
Solange Viana | solange.viana@uol.com.br | (11) 4777.0234 com
Angelo Miguel | comunicacao@acasa.org.br | (11) 3814-9711
Assessoria de Imprensa & Comunicação

PROGRAMAÇÃO PARALELA

Debates
Dia 12 de agosto, quarta-feira, das 18h às 19h30
Debate sobre cerâmica hoje com a participação de Adélia Borges, Katiane Suruí e Ole Jensen.
Adélia apresentará o conceito que adotou na curadoria desta exposição e as obras selecionadas. Artista ceramista e professora representante da aldeia Gabguir, Paiter Suruí, de Rondônia, Katiane Suruí falará sobre a tradição da prática da cerâmica e sua persistência até os dias atuais entre os Paiter Suruí. O designer Ole Jensen, de Copenhagen, abordará a cerâmica na sua trajetória e no cenário atual do design dinamarquês.

Dia 16 de setembro, quarta-feira, das 19h às 21h
Debate sobre cerâmica indígena com a participação dos professores Cristiana Barreto e Jean Jacques Vidal e da ceramista Uleyalu Mehinako.
Cristiana Barreto falará sobre a tradição da cerâmica e as mudanças observadas ao longo do tempo nas suas técnicas de confecção, usos e significados simbólicos entre povos indígenas brasileiros. Jean-Jacques Vidal abordará a cerâmica Paiter Suruí, objeto de sua dissertação de mestrado, traçando um paralelo com a cerâmica Asurini, objeto de sua tese de doutorado em preparação. E Uleyalu contará sobre a sua atuação como ceramista na tradição Wauja, no Parque Nacional no Xingu.

Dia 14 de outubro, quarta-feira, das 19h às 21h
Palestra com a Profª. Dra. Lalada Dalglish.
Lalada é uma das maiores pesquisadoras de cerâmica no Brasil, com dois doutorados e um pós doutorado sobre o tema. É autora de vários livros e artigos sobre cerâmica, editados em vários países, colecionadora com mais de 2.500 obras, e professora no Instituto de Artes da Unesp /Universidade Estadual Paulista.Ela apresentará um panorama sobre a cerâmica brasileira, sobretudo a praticada em comunidades populares, situando nossa cerâmica no contexto latino-americano.


Visitas guiadas
Ateliê de Sara Carone
Dia 15 de agosto, sábado, às 15 h
A ceramista Sara Carone recebe em seu ateliê interessados em conhecer melhor o seu trabalho. Sara mostrará o seu processo de criação, os fornos nos quais queima suas peças e sua coleção.
Rua Morás, 619, Vila Madalena. Entrada gratuita. Tel: (11) 3814-7544.

Ateliê de Heloísa Galvão
Dia 15 de agosto, sábado, às 16 h
A ceramista Heloisa Galvão recebe em seu ateliê interessados em conhecer melhor o seu trabalho. Heloisa mostrará seu processo de criação, incluindo os moldes que prepara para fazer suas peças de cerâmica, os fornos utilizados e sua coleção.
Rua Horácio Lane, 109, Pinheiros. Entrada gratuita. Tel: (11) 4329-2988

Ateliê de Brunno Jahara
Dia 15 de agosto, sábado, turma às 17 h
O designer Brunno Jahara recebe em seu ateliê interessados em conhecer melhor o seu trabalho. Brunno mostrará exemplos de peças realizadas nos últimos anos e conversará sobre o seu processo de criação.
Rua Cardeal Arcoverde, 680, Pinheiros. Entrada gratuita. Tel: (11) 2768 8232

Mais informações para imprensa: 
Solange Viana | solange.viana@uol.com.br | (11) 4777.0234 

destaque na Ilustríssima

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Ana Kesselring em exposição imperdível no dconcept escritório de arte


 “CORPS DU MONDE | CORPOS DO MUNDO”
exposição individual de Ana Kesselring

Abertura, 6 de maio, quarta-feira, às 19h
Visitação: de 07 de maio a 07 de junho de 2015

CORPS DU MONDE | CORPOS DO MUNDO, é a primeira individual que a artista Ana Kesselring apresenta a partir de 6 de maio no dconcept escritório de arte.

Para conceber está exposição, Ana Kesselring, que reside em Lisboa, pesquisou, através do seu mestrado em Paris, as questões relativas ao corpo, onde concluiu que  todos os corpos estão intimamente ligados. Seus relevos de parede dão sequência ao trabalho que a artista vem desenvolvendo e que chama de “os corpos do mundo”, que segundo a curadora, Ligia Canongia, são “sobre as possibilidades de representação do corpo em sentido expandido, que não passa única e necessariamente pelo humano, embora sempre pelo orgânico. As peças expostas são magmas de fragmentos de corpos animais e vegetais, compostos após sua moldagem em cerâmica, sua coloração e esmaltagem, processo que inclui, portanto, a coisa viva e sua posterior fossilização” conta Canongia em texto de apresentação sobre a artista. A curadoria fica a cargo de Fabiana de Moraes.

Apaixonada pela técnica há bastante tempo, Ana Kesselring já havia realizado algumas peças em porcelana em Paris, que mostrou junto às suas gravuras – técnica a qual a artista se dedicou bastante, em exposições na Sycomoreart Galerie, atual White Project, por exemplo.

A REALIZAÇÃO:


A artista tira moldes de diversos elementos que, segundo ela, fazem parte da nossa vida cotidiana. Estas formas vão sendo agregadas e confundidas, criando complexas e poéticas sequências que formarão a obra “Le corps du monde/os corpos do mundo”. Os esmaltes usados são criados no próprio ateliê, segundo pesquisas da artista, que escolheu Lisboa para desenvolver este projeto, inspirada no ceramista português, Bordalo Pinheiro.

SOBRE A ARTISTA ANA KESSELRING

Graduada em Letras pela Universidade de São Paulo, trabalhou como designer na sua empresa Caligrama. Durante os anos 95/2000 começou a formar-se em arquitetura e em pintura ao mesmo tempo; desistiu da arquitetura para concentrar-se na arte expondo no Centro Cultural Sao Paulo e no Centro Maria Antonia (ambas 2002). Mas quando ganhou a bolsa da Residência Cité des Arts, em Paris, pela FAAP, a orientação de seu trabalho deu uma guinada. "Paris me marcou para sempre, a obra e a pessoa; nunca pensei ter acesso a dados de história da arte e a tanta informação, e as exposições que vi durante os oito anos que lá residi", conta Ana e completa: "As questões ligadas à natureza me chamaram atenção em várias exposições e museus locais, assim como a obra da artista Kiki Smith, que lida com o corpo, e os animais e sobre a qual desenvolvi o mestrado na Université Paris 8”, diz a artista.

SERVIÇO:
“CORPS DU MONDE | CORPOS DO MUNDO”
exposição individual de Ana Kesselring
Curadoria: Fabiana de Moraes
Texto apresentação: Ligia Canongia
Abertura: 6 de maio, quarta-feira, às 19h
Visitação: de 07 de maio a 07 de junho de 2015
Local: dconcept escritório de arte | Al Lorena 1257 G1/C3
01424-001 Jardins | São Paulo | SP
t. 3085 5006 | www.dconcept.com
De segunda a sexta das 14h às 19h | Sábados das 11h às 15h | Entrada Franca
Assessoria de Imprensa: Solange Viana | t. (11) 4777.0234 | solange.viana@uol.com.br | HTTP://solangeviana.blogspot.com


Leia abaixo texto de apresentação da curadora Ligia Canongia

Ana Kesselring – Corpos estranhos
                                               
Os relevos de parede de Ana Kesselring dão sequência à pesquisa da artista sobre o que ela chama de “os corpos do mundo”, sobre as possibilidades de representação do corpo em sentido expandido, que não passa única e necessariamente pelo humano, embora sempre pelo orgânico. As peças expostas são magmas de fragmentos de corpos animais e vegetais, compostos após sua moldagem em cerâmica, sua coloração e esmaltagem, processo que inclui, portanto, a coisa viva e sua posterior fossilização.
Esse assemblage de moldagens, em que se sobressai o contato manual da artista com seus meios, remonta à linhagem moderna de Miró, Henry Moore, Noguchi e Gaudí, que se firmou pela busca das origens e do estado bruto das coisas, assim como das relações humanas diretas com a natureza e com o mundo do trabalho. Uma pulsão expressionista é latente na obra, não só pelas feições informes das colagens e pela diluição de suas figuras em um amálgama abstrato, como por criticar, consequentemente, a visada racionalista de certas vanguardas.
O acúmulo e a justaposição de elementos orgânicos fortuitos parecem nos falar de uma construção de urgência, pulsional, ligada ao inconsciente e às associações livres, que retiram da realidade e das coisas mais tangíveis uma forma inédita e desconhecida. Entendidas como uma arqueologia do cotidiano, as colagens da artista tratam da simultânea apropriação e desconstrução do real, tomando seus corpos como “pré-textos” para a formulação de um novo discurso, inscrito no campo aberto da linguagem.
A transfiguração dos seres reais nas agregações obscuras e ambivalentes de Ana Kesselring - ao mesmo tempo, naturais e artificiais, familiares e bizarras, rígidas e sensuais - atesta não somente o estranhamento produzido pela troca de seus contextos lógicos, como, principalmente, pela capacidade poética de fazer a realidade delirar e sair de sua estratificação normal. O que antes eram simples vegetais, frutas, mariscos ou conchas, ganha excentricidade e se envolve em uma atmosfera absurda, comparável à das figuras espantosas de Arcimboldo ou às deformações surreais.
Pensadores admiráveis, como Benjamin e Ernst Bloch já haviam detectado nos processos subjetivos da fantasia expressionista e surreal algo conectado a uma nova concepção do tempo histórico, aos fenômenos de transição que caracterizam uma realidade multi-estratificada e plural. Para Bloch, “a obra expressionista é uma consciência cindida que encontra seu todo nos fragmentos da realidade vivida” 1, e tal afirmação pode nos levar aos amálgamas de Ana Kesselring, por corresponderem à essa procura de totalidade e de unicidade perdidas, em meio aos pedaços da experiência contemporânea.
O aspecto expressivo e a sensualidade dos relevos da artista, contudo, são submetidos a um corte abrupto em suas superfícies. A mão que molda a cerâmica é, paradoxalmente, a mesma que faz incidir esse corte preciso sobre sua extensão. Partidos, mas organizados por um traçado horizontal, sugerido na montagem das obras e coincidente com a linha dos cortes, os relevos entram numa tensão espacial que não apenas contrapõe à sua configuração turbulenta uma ordem inesperada, como conduz, pela horizontalidade, à ideia de possíveis paisagens.
Paisagens que se confundem com naturezas-mortas, estados morfológicos intermediários que rompem os gêneros da tradição, reviramento dos arquétipos figurais da realidade em um universo imaginário e improvável, tal é o mundo de Ana Kesselring, um mundo povoado de seres transversais e de estruturas ambíguas, que moldam e cortam nosso próprio olhar. 

JORDÃO MACHADO, Carlos Eduardo – in “Um capítulo da história da modernidade estética: debate sobre o expressionismo”, UNESP, São Paulo, 1998.